NOT OF THIS EARTH (1988)

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Remake de um sci-fi de mesmo título dirigido por Roger Corman em 1957, NOT OF THIS EARTH pode ser considerado tanto como uma gozação quanto uma lúdica homenagem aos clássicos do gênero. A ideia é do próprio Corman, que curtia refilmar os clássicos que dirigia e produzia, e colocou na direção o seu pupilo do momento, Jim Wynorski, que dava seus primeiros passos na carreira de diretor. Infelizmente, em 1988 o grande público já não queria ver um filme B com efeitos especiais fora de moda e historinhas ingênuas que não fazem a mínima questão de se levar a sério. Exceto, obviamente, os fãs ardorosos de tralhas divertidas de baixo orçamento, como esta maravilha da dupla Corman/Wynorski.

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Já nos créditos iniciais de NOT OF THIS EARTH uma montagem com cenas de vários clássicos produzidos pelo Corman insere de uma maneira bem interessante o espectador na onda dos sci-fi classe B, produções de baixo custo realizadas em tempo recorde. As filmagens deste aqui, por exemplo, foram cumpridas em apenas onze dias e meio, sendo que Jim havia apostado com Corman que conseguiria filmar em doze dias. E é com este espírito que o filme também deve ser visto. Uma diversão sem compromisso cheio de clichês que mistura elementos sci-fi com terror e comédia, várias cenas de nudez, situações engraçadas, personagens burlescos, reutilização de imagens de outros filmes, diálogos ridículos e todos os ingredientes de um ótimo filme B dos anos 80.

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Uma das principais atrações de NOT OF THIS EARTH é a atriz principal, a grande Traci Lords, em seu primeiro papel “sério” no ramo, levando em conta que já havia atuado em mais de 60 filmes pornôs até então. É uma pena, no entanto, que seus atributos físicos sejam tão pouco “aproveitados”, protagonizando apenas duas ceninhas de topless (mas algumas tetas fornecidas por outras atrizes são gratuitas suficientes para satisfazer o desejo por peitos). Até que Lords se sai muito bem interpretando uma enfermeira que acaba se envolvendo numa trama na qual um vampiro do espaço precisa colher sangue humano para tentar salvar o seu planeta, gerando situações divertidíssimas. O elenco ainda conta com algumas habituais figuras das produções de Wynorski, como Lenny Juliano e a delicinha Monique Gabrielle.

NOT OF THIS EARTH ainda viria a ser refilmado mais uma vez, em 1995, por Terence H. Winkless e tendo Roger Corman novamente na produção.

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THE WASP WOMAN (1995)

UZy3tTHE WASP WOMAN faz parte de uma série de refilmagens que mencionei no post anterior, na qual o mestre Roger Corman, num acordo com o canal Showtime em meados dos anos 90, atualizou alguns clássicos que dirigiu, como BUCKET OF BLOOD (59), e produziu, como PIRANHA (78), de Joe Dante, e HUMANOIDS FROM THE DEEP (80), de Barbara Peeters, lançandos diretamente para a TV.

Dirigido por um dos pupilos mais prolíficos de Corman, Jim Wynorski, a trama de THE WASP WOMAN é exatamente a mesma do filme de 59. Janice Starlin (Jennifer Rubin), proprietária e principal modelo que estampa a publicidade de uma grande empresa de cosméticos, descobre que as ações vêm caindo e uma das propostas dos marketeiros é justamente recrutar uma modelo mais jovem (que vem a ser a deliciosa Maria Ford) para dar uma cara nova à empresa. Desconcertada com essa situação, Janice acaba dando uma chance a um cientista desacreditado, Dr. Zinthorp, que desenvolveu um estranho soro derivado de hormônios de vespas.

KULAeOs resultados não poderiam ser mais extremos: se por um lado as rugas e olheiras de Janice desaparecem e seu aspecto jovial é evidente, por outro ela desenvolve a capacidade de se transformar numa vespa gigante (com grandes peitos, porque… bem, é o Wynorski, né?) com um incontrolável desejo de matar qualquer um que tenha, em algum momento, se colocado contra ela.

Desconsiderando as desigualdades dos tipos de produções de classe B realizado nos anos 50 e um da mesma estirpe na década de 90, há duas grandes diferenças que saltam aos olhos entre o original e esta refilmagem. A primeira delas é o visual da criatura, a vespa-monstro com tetas, que apesar de ter uma mobilidade limitada consegue ter um impacto muito mais forte que a máscara tosca usada por Susan Cabot no filme original. O orçamento de ambos são mínimos, mas é fato que construir uma fantasia complexa como esta daqui era bem mai fácil nos anos 90…

F5f78A segunda diferença é o teor sexual de algumas situações, mais especificamente a exploração erótica de corpos femininos, com a presença de belos pares de peitos de fora balançando na tela. Claro que a sexualidade feminina entra no pacote filosófico de temas que o filme de 59 abordava, mas nudez seria algo quase impensável no filme de Corman. Já este material nas mãos de Wynorski, em plenos anos 90, fica difícil não ter, especialmente com Maria Ford no elenco, protagonizando algumas ceninhas interessantes. A personagem de Jennifer Rubbin apresenta também alguns momentos excitantes, uma pena que ela mesma não tenha mostrado nada de seus atributos e utilizou uma dublê de corpo nas suas cenas.

Ainda assim, em comparação com outros filmes do Wynorski, o que temos aqui é pouco em relação à nudez. É óbvio que o filme não devia depender disso, no entanto, e já entrando no ponto negativo do filme, uma quantidade maior de mulheres nuas ajudaria bastante. Apesar de ter algumas modificações e a visão de Wynorski impressa na tela, esta versão de THE WASP WOMAN sofre muito por ficar preso a um enredo escrito algumas décadas antes, o que torna o filme sem ritmo, cansativo e sonolento, em grande parte da projeção.

Le80HOs admiradores do trabalho do diretor vão perceber que THE WASP WOMAN está longe de ser dos seus melhores filmes, mas também não é uma total perda de tempo. Vale uma conferida nem que seja pelos momentos dos ataques da vespa-monstro peituda e pela oportunidade de ver algumas figurinhas legais do cinema classe B marcando presença, como Daniel J. Travanti, Gerrit Graham, o fiel colaborar de Wynorski Lenny Juliano, as deliciosas Melissa Brasselle e Julie K. Smith (numa ponta “piscou perdeu”) e até o diretor Fred Olen Ray. Então… por mais chatinho que possa ser em alguns momentos, já temos vários motivos pra conferir essa versão de THE WASP WOMAN. Mas não deixem de conferir primeiro o original!

THE LOST EMPIRE (1985)

vlcsnap-2014-05-12-20h51m46s192Antes de se tornar um dos diretores mais conspícuos do cinema classe B pós-80’s, Jim Wynorski ganhava experiência e bagagem cinematográfica trabalhando como roteirista, escrevendo artigos sobre filmes de gênero em publicações como a Fangoria e estando sempre envolvido em produções do mestre Roger Corman. Quando chegou o momento de realizar seu primeiro trabalho como diretor, juntou todos os clichês de seus filmes favoritos, se envolveu com várias pessoas ligadas ao tipo de cinema que queria fazer e misturou com com todas as suas obsessões próprias. O resultado é THE LOST EMPIRE, um sci-fi muito louco que possui ninjas assassinos, artefatos místicos, um feiticeiro decano, terras desconhecidas, mulheres peitudas com figurinos provocantes e um elenco bem batuta!

bbbbO enredo é tão divertido quanto bagunçado e acho que não valeria a pena ficar perdendo tempo explicando. Mas só prá dar um gostinho, trata-se de três beldades que vão parar numa ilha comandada por um feiticeiro chamado Dr. Sin Do para descobrir as circunstâncias do irmão de uma delas ter sido assassinado por um bando de ninjas. Lá acontece um torneio de artes marciais, ao mesmo tempo mulheres são mantidas escravas em trajes mínimos e, por fim, o tal Dr. possui planos diabólicos de combinar algumas pedras preciosas antigas que lhe darão poder para conquistar o mundo!

aaaa (1) aaaaÉ Jim Wynorski prestando homenagem às coisas que tanto ele quanto nós adoramos no cinema grind house e exploitation. Percebe-se em THE LOST EMPIRE influências do próprio Corman, mentor de Wynorski e produtor de vários de seus filmes (incluindo este aqui), Jack Hill, Russ Meyer (pelas várias cenas de peitos de fora), e até filmes de espionagem estilo 007. Jim nunca foi um diretor estiloso, mas sempre demonstrou habilidade para filmar cenas marcantes, sexys e engraçadas, além de muita personalidade para trabalhar com vários rostos famosos dos filmes B. Analisando a carreira do sujeito, percebe-se um sutil amadurecimento no trabalho de direção, especialmente nos anos 90, mas é incrível como Jim já tinha pulso firme pra fazer o que queria já nesta primeira experiência atrás das câmeras.

bbbbb ccccUm detalhe marcante neste debut é a quantidade de celebridades do cinema independente que Winorsky conseguiu reunir em THE LOST EMPIRE. Isso é que dá ter Roger Corman como padrinho. Do lado feminino, várias musas do cinema classe B que nunca tiveram receio de tirar a blusa, como Melanie Vincz, Raven De La Croix (que trabalhou com Russ Meyer), Angela Aames, Linda Shayne e a deusa exuberante Angelique Pettyjohn. Na ala carrancuda temos Blackie Dammett (também conhecido por ser pai de Anthony Kiedis, vocalista da banda Red Hot Chilli Peppers), o fortão Robert Tessier e o grande Angus Scrimm (o Tall Man, da espetacular série de horror PHANTASM), que faz o vilão Dr. Sin Do.

bbbbbbb dddddAtualmente, Jim Wynorski ainda se encontra em pleno vapor e já possui computada uma filmografia com mais de cem títulos. Nem todos são bons, muito menos obrigatórios. Mas para quem se interessa por cinema independente de gênero ou admira o trabalho do homem, THE LOST EMPIRE é imperdível.

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SORCERESS (1995)

Série Scream Queens/Femme Fatales #2: Julie Strain

Outro dia eu me preparei pra ver um filme que pudesse servir para homenagear a musa maior, Julie Strain, aqui nessa série. Já que SORCERESS, do Jim Wynorski, tem a moça estampada no cartaz, logo pensei “Fechado! É esse mesmo!”. Com dez minutos de projeção, deu para perceber que a Julie não seria a protagonista. Mas, isso não me abateu. Praticamente todas as cenas em que aparece sua presença encanta de maneira descomunal, especialmente pela ausência de pano sobre o corpo. E que corpo…  ai, ai…

Mas resolvi mantê-la como a homenageada da vez. Julie Strain nunca é demais! Uma das musas que mais me fascinou e que desde a época da adolescência já habitava os pensamentos dos trabalhadores braçais nas madrugadas de sábado para domingo ligados na Band nos anos 90.

Bem, como ela sai de cena muito rápido na trama de SORCERESS, é claro que outras beldades surgem para povoar a história, que é bem bobinha, centrada num grupo de bruxas que querem roubar os maridos uma das outras, a bruxa Fulana encarna no corpo de Ciclana e por ai vai. É sempre bom agradecer ao sujeito que inventou o botão de “passar pra frente”, seja lá quem for, e usá-lo com moderação, parando nas cenas mais interessantes.

Como por exemplo quando Julie aparece, óbvio! Há uma sequência de sonho na qual rola um ménage à trois feminino que é de um teor erótico que chega a ser subversivo! Como se Joe D’Amato tivesse encarnado no Wynorski, que criou uma sequência realmente excitante… o problema dessa minha frase é que o D’Amato ainda estava vivo na época, mas enfim, é softcore da melhor qualidade!

No entanto, nem só de peitos de fora que SORCERESS é feito. É um filme que possui um pé no horror, com elementos sobrenaturais e há alguns momentos de suspense bem tensos para quem resolveu prestar atenção e embarcar na história. Especialmente no clímax final, com a ação paralela, um pouco de violência e… peitos de fora.

O elenco é outro destaque que ajuda a manter a atenção, mesmo quando as atrizes estão vestidas. Como Linda Blair, que vive uma das Bruxas. Mas não se preocupem, ela não tira a roupa em momento algum.

Já a deliciosa Rochelle Swanson, que merece uma futura homenagem aqui na série, faz um bom trabalho embelezando a tela, mostrando seus atributos…

Toni Naples, que fez vários outros filmes com o Wynorski nesse período, também marca presença.

E Kristi Ducati, uma playmate que teve uma curta carreira de “atriz”, é quem encara a tradicional cena do banho, obrigatória em quase todos os filmes do Wynorski.

E não podemos deixar de mencionar William “Blacula” Marshall, Larry Poindexter (o herói do filme) , Michael Parks, Lenny Juliano (outro fiel colaborador do diretor) e a ponta de Fred Olen Ray como reporter de tv.

SORCERESS teve uma continuação dirigida por Richard Styles, um colaborador dos projetos de Wynorski nos anos 90. Julie Strain novamente aparece em grande destaque nas artes promocionais, resta saber se a participação dela é maior do que neste primeiro. O que é certo é que num futuro teremos mais dela por aqui.

AGENTE VERMELHO, aka Agent Red (2000)

Fim das férias! Veremos se vou conseguir manter a mesma frequência de atualizações… até porque ainda tenho alguns Dolph’s para comentar. E por enquanto estava fácil, os três últimos filmes do sueco que comentei aqui recentemente são filmaços de primeira linha, ótimos veículos para o ator demonstrar seu potencial como action heroe. Mas com uma filmografia com mais de quarenta trabalhos, é óbvio aparecer uns exemplares bem fraquinhos… AGENTE VERMELHO, por exemplo.

Mas fiquem calmos, nem tudo está perdido! O filme é de uma imbecilidade que, de tão ruim, pode soar engraçado e divertido para aquele espectador específico e vacinado, que sabe relevar os equívocos da fita e entrar no clima desta bobagem sem noção. O que vocês precisam saber inicialmente é que algo deu muito errado durante as filmagens com o diretor Damian Lee. Quando o filme ficou pronto, o produtor Andrew Stevens disse que nunca tinha visto algo tão horrível na vida! Lee acabou demitido e foi substituido pelos salvadores da pátria, Jim Wynorski e o roteirista Steve Latshaw (entrevista com este último sobre o ocorrido logo abaixo). Com apenas três dias para tentar consertar o estrago, Wynorski refilmou mais de 40 minutos de projeção e mudou até a trama do filme. Para quem já viu o documentário POPATOPOLIS, sabe do que o homem é capaz.

Além disso, Jim é conhecido como o rei do stock footage. Ao invés de pegar uma câmera, juntar uma equipe técnica, figurantes, transportar tupo para locação ou estúdio, etc, ele simplesmente “rouba” cenas de outros filmes e insere onde precisa. Tudo de forma legalizada…

Para AGENTE VERMELHO foram utilizadas cenas de COUNTER MEASURES, de Fred Olen Ray, CONTAGEM REGRESSIVA, de Stephen Hopkins (com Tommy Lee Jones e Jeff Bridges), PROJETO SOLO, com o Mario Van Peebles, STORM CATCHER, do Anthony Hickox (que também tem o Dolph como protagonista), SUBMARINO NUCLEAR, de um tal de David Douglas, e, principalmente, MARÉ VERMELHA, do Tony Scott, com Gene Hackman e Denzel Washington. O resultado disso tudo é, no mínimo, engraçado, e a diversão reside justamente em tentar descobrir as cenas dos filmes que foram utilizadas. Um barato! Às favas com a trama, com o que está acontecendo, com atuações ruins, os diálogos risíveis e a direção péssima… eu quero saber de que filme veio a explosão de um helicóptero!

Há uma cena em que um sujeito pergunta ao personagem de Dolph se ele já ouviu falar do “agente vermelho”, um vírus utilizado pelos bandidos do filme para um ataque terrorista, e Dolph responde: “Parece título de um filme ruim”… Dolph é esperto, sabia muito bem onde estava pisando. Se tem algo que é preciso elogiar em AGENTE VERMELHO é a presença carismática deste ator, que parece estar pouco se lixando para a bomba que se meteu, e se diverte encenando umas lutinhas e tiroteios mal dirigidos, soltando umas frases constrangedoras.

Nem vou gastar muito falando da trama, porque é o que menos importa, mas se alguém ainda estiver interessado, trata-se de um rip-off de A FORÇA EM ALERTA, que se passa num submarino tomado por terroristas, mas com a impressão de ter sido dirigido pelo Ed Wood.

Para finalizar, AGENTE VERMELHO ainda conta com várias figuras fazendo pequenas participações durante o filme, colaboradores de Wynorski que devem ter aparecido pra ajudar o diretor durante os seus três dias de filmagens, como Peter Spellos, Melissa Brasselle, Lenny Juliano e outros… Bem, nem essa turma conseguiu salvar o filme, que é um autêntico lixo cinematográfico. Mas eu me diverti à beça assistindo, ri pra caramba apesar de tudo. Então, se decidir assistir, vá por sua conta e risco e não me culpe pela decepção. Estão avisados!

ENTREVISTA COM O ROTEIRISTA STEVE LATSHAW SOBRE AGENTE VERMELHO
Fonte: Ziggy’s Video Realm

Ziggy: How did you become involved with Agent Red?
Steve Latshaw: In 1998, I was approached by Andrew Stevens to rewrite my script Counter Measures as a Dolph Lundgren film. Some months later, I discovered they had instead hired Damian Lee to do the job (and also direct). I thought nothing more about it. A year and a half later, Andrew came back to me and said the film was in serious trouble.

Ziggy: After the film was initially completed, what happened next?
Steve Latshaw: I suspect there was much hand-wringing, recrimination, and general fear and loathing.

Ziggy: How much of the original filmed material was scrapped?
Steve Latshaw: About 40 minutes.

Ziggy: How much of an improvement would you say the final result was compared to the original product, and in what ways?
Steve Latshaw: 100%. In our version it at least plays as a movie, has action, pacing, and makes sense. (Within its own terribly unique framework.)

Ziggy: Even in its “refined” state, you yourself have mentioned that Agent Red is not really “any good”, and the film has since gained a reputation as one of the most horrible action movies in recent years. Do you have any thoughts about the movie’s reputation?
Steve Latshaw: As my name is not on it, I am the picture of indifference. At the end of the day, these are just movies. I dare say it plays better after a few drinks.