DVD REVIEW: FLASHES – DEIXE A REALIDADE PARA TRÁS (2015); A2 FILMES

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Nessas andanças pelo cinema de orçamento mixuruca que alguns malucos da cinefilia ainda encaram (como eu e o Osvaldo Neto, do blog Vá e Veja), de vez em quando é possível se deparar com algumas coisas interessantes que obviamente vão causar náuseas aos adoradores de Iñarritu’s e Nolan’s da vida por conta da qualidade duvidosa e precariedade das produções, que mais parecem vídeos amadores…

Nada contra o Nolan e Iñarritu, mas se tu não for desse tipo de cinéfilo elitista metido à besta e não tiver preconceito com produções de baixíssimo orçamento, talvez FLASHES – DEIXE A REALIDADE PARA TRÁS, de Amir Valinia, seja uma boa pedida. Trata-se de um pequeno sci-fi de boas ideias que aborda alguns conceitos curiosos sobre teoria das cordas, mecânica quântica, dimensões paralelas, enfim, essas coisas da física que eu não entendo bulhufas, mas que sempre achei ótimos pontos de partida para histórias de ficção científica.

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A trama é sobre um jovem arquiteto bem-sucedido, John Rotit* (Donny Boaz), que está vendo o mundo desmoronar ao seu redor por conta de uns flashes perturbadores que passou a ter após um acidente e que, curiosamente, o envia para outras existências, em dimensões paralelas… Um troço muito louco! Continuar lendo

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JOHNNIE TO NA PARADA…

Um dos melhores filmes do ano passado, INFILTRADO (Three), do mestre Johnnie To, chegou às melhores plataformas digitais aqui no Brasil, pela A2 FILMES, através do selo Focus Filmes.

Não tem jeito, toda vez que Johnnie To resolve fazer filme policial, gangster, crime, ação, por mais simples que seja, acaba parando numa posição privilegiada nas minhas listas de melhores do ano. Com INFILTRADO não foi diferente e entrou no meu top five. Um filme aparentemente menor, que se passa todo num mesmo espaço, um hospital, onde a trama gira em torno de um policial, um bandido ferido algemado à um leito e uma médica, que são as peças que To precisa para construir sua fábula dos pequenos acasos, de dilemas morais e muito suspense, num domínio de direção a um nível que poucos realizadores possuem atualmente. E ainda sobra tempo para realizar o tiroteio mais badass, estilizado e abstrato dos últimos anos.

Além de estar disponível para ser assistido agora no Looke e Now, INFILTRADO será lançado em DVD para locação em breve. 

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LEATHERFACE (2017)

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Alexandre Bustillo e Julien Maury, a dupla francesa por trás de À L’INTÉRIEUR, um dos melhores filmes do chamado new french extremity, que surpreendeu os fãs de horror na década passada, e de LIVIDE, uma aterrorizante e atmosférica releitura do conceito de “casa mal assombrada”, são definitivamente dois talentos do gênero para se acompanhar de perto. Este ano eles lançaram LEATHERFACE, uma produção americana que explora o universo d’O MASSACRE DA SERRA ELÉTRICA e se você for fã do trabalho dos caras, vai querer ver isso…

Mesmo que o filme não chegue nem perto de ser uma obra-prima, certamente não fosse nem necessário existir – um prequel que mostra as origens do famigerado assassino que Tobe Hooper nos apresentou em seu clássico de 1974, um dos maiores ícones do gênero – mas é legal, surpreende pela visão brutal do horror da dupla francesa, que conduz com segurança um filme agressivo, violento, macabro (a cena de sexo com o cadáver é um troço bizarro), com bons personagens e performances fortes (Stephen Dorff e Lily Taylor estão muito bem), excelentes efeitos de gore práticos, belo clima e até mesmo uma história convincente com uma origem bem tratada e respeitosa ao personagem do título.

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THE SHAPE OF WATER NOS GOLDEN GLOBES

É sempre motivo de celebração quando um exemplar de cinema fantástico ganha destaque em determinados círculos… O novo filme do Guillermo Del Toro, por exemplo, foi agraciado com maior número de indicações no próximo Golden Globes. THE SHAPE OF WATER concorre nas categorias de Melhor Filme Dramático, atriz (Sally Hawkins), direção, roteiro, atriz coadjuvante (Octavia Spencer), ator coadjuvante (Richard Jenkins) e trilha sonora. Não assisti ainda, mas já na torcida.
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DERSU UZALA (1975)

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Sobre a sessão de ontem de DERSU UZALA, de Akira Kurosawa, na Cinemateca, na 4º Mostra Mosfilm de Cinema Soviético e Russo, foi uma experiência daquelas assistir a esta belíssima obra na tela grande, à céu aberto, com direito à barraquinhas com bebidas e comidas típicas da Rússia. A mostra vai até hoje e é uma trabalho incrível da CPC UMES Filmes, que os mais habituados aqui do blog já conhecem.

Mas peralá, um filme de Akira Kurosawa, um dos mais reverenciados diretores japoneses, numa mostra de cinema russo? Vamos com calma. Para quem não conhece, DERSU UZALA é uma produção russa, dirigida pelo mestre japonês, o único longa do diretor realizado fora de seu país e talvez o mais importante de sua carreira, representando um renascimento criativo após um tempo sombrio na vida do cineasta. Kurosawa vivia maus momentos no final da década de 60, com o fracasso comercial de DODESKADEN e a falta de financiamento dos produtores para futuros projetos. Isso abalou até a vida pessoal do diretor, que caiu numa profunda depressão que culminou numa tentativa de suicídio no início dos anos 70. Foi com o convite da grande produtora russa, Mosfilm, que DERSU UZALA foi possível.

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Na verdade, o projeto de DERSU UZALA vinha de longa data. Kurosawa tinha planos já na década de 50 para sua produção, mas teve dificuldade em adaptar a história a um cenário japonês, sem imaginar que um dia ele poderia realmente filmá-la na Rússia, com atores russos. O filme é baseado em um livro autobiográfico de Vladimir Arsenev, que narra as suas aventuras explorando territórios selvagens de seu país para realizar um trabalho topográfico na região. Nas mãos de Kurosawa, a aventura ganha o status de poesia existencialista, com um estudo de caráter abordando o impacto que um primitivo de bela alma tem em um sujeito do mundo civilizado. Continuar lendo

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JEAN-PIERRE MELVILLE NO IMS

MELVILLE, JEAN-PIERRE

Tá rolando uma mostra do Jean-Pierre Melville, o mestre do cinema “polar” (como é conhecido o policial francês), no Instituto Moreira Salles, em São Paulo, e resolvi dar uma averiguada. Já tinha ido na sala de cinema do IMS pra ver SUSPIRIA, do Dario Argento, numa cópia fenomenal. A sala é boa, confortável, o som é alto, mas achei a tela pequena e posicionada um pouco acima do necessário. Mas nada que estrague a experiência, vale muito a pena visitar e acompanhar a programação do local.

Mas voltando ao Melville, ontem vi O EXÉRCITO DAS SOMBRAS (L’Armée des Ombres, 1969). Já tinha assistido há uns mil anos, mesmo assim me deixou atordoado. Não lembrava o quão sinistro e poderoso é essa merda, uma das obras mais perturbadoras e melancólicas de Melville… Acho que ainda prefiro O CÍRCULO VERMELHO, que assisti hoje, mais pela minha identificação particular com o cinema policial, porém os dois ficam no mesmo patamar em excelência.

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A trama se passa durante a Segunda Guerra Mundial e acompanha a rotina de vários membros da resistência numa França ocupada. O protagonista é Phillipe Gerbier, interpretado por Lino Ventura, um engenheiro civil que se revela um dos principais líderes da resistência e que vai gradualmente descobrindo que ele e seus companheiros devem trair a sua humanidade em prol de seus ideais. No final, niilista até o talo, os seus esforços são essencialmente inúteis e desesperançosos. O modo com que o diretor opera o psicológico dos personagens, trabalhando o medo da traição, o conflito moral, a relação com a morte e o fato de se tornarem verdadeiras sombras, gera uma boa dose de reflexão e vários momentos incríveis. Reparem na cena na qual Gerbier e outros dois membros da resistência discutem como vão apagar um traidor – sendo que o próprio se encontra no mesmo local, ouvindo tudo angustiado – é coisa de gênio.

Alguns filmes de Melville são marcados por uma pegada bressoniana em retratar emoções, especialmente em O SAMURAI, seu trabalho mais famoso. Mas os pontos de contatos com o cinema de Robert Bresson não ficam tão evidente em O EXÉRCITO DAS SOMBRAS, provavelmente porque seria impossível para o diretor tratar do tema sem que colocasse uma carga emotiva pessoal, já que o próprio Melville fora membro da resistência francesa. Além de Ventura, todo o elenco é de primeira, com destaque para Jean-Pierre Cassel e a grande participação de Simone Signoret, numa personagem fascinante. Não sei direito como tá a programação, mas se passar de novo esta semana, não deixem de conferir.

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E hoje à tarde fui rever O CIRCULO VERMELHO (Le Cercle Rouge, 1970), um verdadeiro épico do cinema policial francês, com Alain Delon, Gian Maria Volonte e Yves Montad. Na trama, Vogel (Volonte) é um prisioneiro que escapa debaixo do nariz do comissário de policia que o levava de trem sob custódia para uma penitenciaria. No mesmo dia, Corey – Alain Delon, que já havia trabalhado com o Melville em O SAMURAI, agora com um bigodinho pra dar um ar de bandido cafajeste – sai da prisão após cumprir pena por roubo. Os dois cruzam o caminho do outro. Com a ajuda de um ex-policial – Montand, outro monstro – planejam roubar uma joalheria, mas para atrapalhar os planos do furto, eles têm atrás de si o mesmo comissário, obcecado, que vacilou na fuga de Vogel, além de uma turma de criminosos que Corey resolveu sacanear. Vão me dizer que não é um p@#$% enredo pra um filme policial?

LE CERCLE ROUGE possui algumas sequências brilhantes, como a delirante introdução do personagem de Montand, por exemplo, ou o próprio roubo da joalheria, que Melville havia pensado vinte anos antes, mas desistiu de realizar porque John Huston lançou primeiro o seu clássico THE ASPHALT JUNGLE, que aparentemente havia uma sequência de roubo parecido com a sua (RIFIFI também tinha e nem por isso Jules Dassin deixou de fazer). De qualquer maneira, passado o tempo, cá estamos, Delon, Volonte e Montand roubando jóias numa sequência de quase 25 minutos sem diálogos, sem trilha sonora, mas com Melville num rigoroso trabalho de câmera e edição, concebendo mais uma de suas obras-primas…

Vou ver se durante a semana consigo pegar mais algumas sessões. Ouvi uma velhinha dizendo que  na quarta passa O SAMURAI. E como fazem uns dez anos que assisti, seria uma boa…

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DVD REVIEW: BRAÇO DE DIAMANTE (1969); CPC UMES FILMES

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A última semana foi uma correria danada, mudei de apartamento, o trabalho no fim do mês também foi mais pesado que o habitual, não tive muito tempo pra ver muitos filmes nem postar alguma coisa por aqui. Tudo parece estar voltando ao normal de novo agora que começou Dezembro e pude conferir o lançamento em DVD do mês de novembro da CPC UMES FILMES, a deliciosa comédia soviética BRAÇO DE DIAMANTE, dirigido por Leonid Gayday e estrelado por várias rostos que, embora desconhecidos para nós, eram populares do cinema russo. O próprio BRAÇO DE DIAMANTE nunca foi muito comentado aqui no Brasil, mas se tornou um filme cultuado em alguns países e é considerado uma das melhores comédias realizadas na Rússia, tendo sido um sucesso de bilheteria levando mais de setenta milhões de espectadores aos cinemas. Portanto, um verdadeiro achado esse lançamento da CPC UMES FILMES.

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O enredo de BRAÇO DE DIAMANTE é inspirado numa notícia real sobre contrabandistas suíços que tentaram transportar jóias em acessórios ortopédicos. Na trama, um misterioso criminoso do mercado negro (conhecido apenas como “O Chefe”) tenta contrabandear um lote de jóias da Turquia para a União Soviética, escondendo os artefatos dentro do gesso que seria colocado no braço de seu capanga, Gennadiy Kozodoyev (interpretado por Andrey Mironov, que se revelou um gênio da comédia).

O pilantra viaja para o estrangeiro num navio de cruzeiro turístico para pegar os diamantes, mas os contrabandistas locais não sabem como é a aparência de Gennadiy; só sabem que ele deve fingir uma queda e dizer um código para se identificar. Devido a uma atrapalhada, os bandidos acabam confundindo Gennadiy com seu companheiro de viagem, que havia conhecido no cruzeiro, um cidadão soviético comum, Semyon Gorbunkov (interpretado por Yuiy Nikulin). Colocam um gesso ao redor do braço de Semyon juntamente com as jóias.

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Ao retornar do cruzeiro, Semyon conta o que aconteceu para a polícia e o capitão, trabalhando disfarçado de taxista, usa o pobre Semyon como isca para pegar os criminosos. A partir daí, a maior parte do filme se constrói nas várias tentativas, uma mais engraçada que a outra, dos capangas ineptos do chefe, Gesha e Lyolik (Anatoliy Papanov), para atrair Semyon em situações nas quais possam remover o gesso e recuperar as jóias. As coisas melhoram ainda mais quando a esposa de Semyon começa a suspeitar que ele foi recrutado como agente secreto da polícia, ou pior, está tendo um caso com uma amante…

Paródia inteligente e hilária de filmes de crime e espionagem, com um toque Hitchcockiano do “homem errado em circunstâncias erradas”, BRAÇO DE DIAMANTE ainda reflete de forma satírica o estilo de vida soviético do período, com interessantes informações que podemos captar nos diálogos e situações, como na cena em que Gorbunkov chega em casa após a viagem e uma das primeiras coisas que sua esposa pergunta é se ele havia tomado Coca-Cola e visto a Sophia Loren.

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E é bacana perceber essa contextualização sobre as realidades soviéticas para entrar mais na graça do filme, mas tenho certeza de que os cinéfilos vão apreciar também o trabalho de Gayday como diretor, a maneira como constrói as situações de humor, como um autêntico Jerry Lewis soviético, as composições visuais, a diversidade estilística e principalmente o encanto do elenco, especialmente Mironov, que rouba o filme e dá uma aula de expressão corporal e comédia física como o capanga atrapalhado posando de dândi, e que não fica nada a dever aos grandes comediantes do cinema ocidental, como Lewis, Peter Sellers, Leslie Nielsen, Chevy Chase, etc.

Enfim, BRAÇO DE DIAMANTE não tem lá grandes ambições além de nos divertir e nos fazer soltar boas risadas, mas o faz com muito estilo, muita eficiência, conferindo seu humor à uma estatura de arte. Foi lançado em DVD no mês passado pela CPC UMES FILMES, mas ainda dá tempo de acessar a loja virtual da distribuidora e adquirir mais um item essencial que eles têm lançado. E não deixe de curtir a página da distribuidora no Facebook para ficar sabendo de todas as novidades e os seus próximos lançamentos.

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ANGRY HILLS

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É isso. Em COLINAS DA IRA (The Angry Hills), uma produção AMERICANA mainstream estrelada pelo Robert Mitchum, o diretor Robert Aldrich colocou uma dançarina exótica de topless, balançando tudo em frente às câmeras. Em 1959.

Já não se fazem diretores com colhões como o Aldrich.

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ALÉM DA IMAGINAÇÃO 1.8: TIME ENOUGH AT LAST (1959)

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Hey! Já fazia um tempinho que não postava sobre algum episódio da série ALÉM DA IMAGINAÇÃO por aqui. Ainda estamos na primeira temporada e chegamos a um dos episódios mais divertidos e, ao mesmo tempo, cruéis de todo o seriado. TIME ENOUGH AT LAST é o nome do episódio que traz o grande Burgess Meredith no papel de Henry Bemis, um sujeito que não quer nada na vida além de um lugar calmo e tempo para apreciar as palavras de uma página… Sejam livros, revistas, jornais, se deixar, é capaz de ler até a bula de remédios. O cara só quer ler.

Uma atividade saudável, certo? Não para Bemis, que é tão obcecado pela leitura que prejudica seu convívio social, sua mulher lhe proíbe de ler, escondendo ou hachurando livros, interfere até no seu desempenho no trabalho como caixa de banco, sempre com um romance de Dickens escondido na gaveta para dar umas lidas ao mesmo tempo em que precisa atender as pessoas na fila, deixando seu chefe furioso. A única coisa que o sujeito gosta de fazer é ler, e é a única coisa que não lhe deixam fazer.

Como um dos temas habituais da série (e de vários outros veículos de ficção científica do período) é a paranoia da corrida atômica, Guerra Fria e bombas nucleares, o episódio avança justamente quando uma grande bomba finalmente acaba com toda a vida no planeta. Menos Bemis, que estava na sua pausa para o almoço e resolveu se esconder no cofre do banco para ler um pouquinho… Ao sair do local, descobre uma nova realidade, a de que ele é o único ser vivo vagando pela terra devastada.

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O nosso herói até tenta levar numa boa, mas a solidão que lhe angustia lhe faz pensar em acabar também com a sua própria vida. Tudo muda quando ele encontra uma biblioteca cujos livros milagrosamente sobreviveram intactos à explosão. Milhares e milhares de livros lhe esperando e todo o tempo do mundo para ler… Um verdadeiro paraíso para Bemis. Seria terrível se algo acontecesse para evitar que ele finalmente desfrutasse de uma paz literária, não é? Hehe!

Escrito pelo criador da série, Rod Serling (baseado num conto de Lynn Venable) TIME ENOUGH AT LAST é um episódio mais leve e divertido na maior parte do tempo, mas muito efetivo na sua “mensagem”, alertando para um contexto desesperador. Uma leveza que se contrapõe perto da complexidade de sentimentos que o episódio desperta, mas por isso mesmo tão interessante.

É o tipo de exemplar que vai se perdendo ao longo do seriado, que vai ficando cada vez mais sério e sombrio nas abordagens dos temas a cada episódio. Mas aqui, como estamos ainda no início, era possível ter um contexto sério num episódio bem humorado, embora em determinado momento a situação de Bemis fique mais dramática e o desfecho seja um soco muito bem dado na fuça do espectador. Mas TIME ENOUGH AT LAST é notável devido à astúcia do enredo, o final irônico e cruel é simplesmente inesquecível e a performance de Burgess Meredith, uma das mais marcantes de ALÉM DA IMAGINAÇÃO.

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Outro destaque de TIME ENOUGH AT LAST é o design de produção deslumbrante do cenário pós-apocalíptico, muito efetivo em sua desolação e bem utilizado pelo diretor John Brahm, que faz aqui sua estreia na série. Brahm foi um dos cineastas mais requisitados de ALÉM DA IMAGINAÇÃO, trabalhando em doze episódios ao longo do seriado. Nascido na Alemanha, o sujeito seguiu os passos de vários profissionais do cinema daquele país, que deram no pé quando Hitler assumiu o poder no início da década de trinta. Possui uma filmografia bem interessante, apesar de hoje não ser muito lembrado, e dedicou grande parte da carreira a fazer seriados.

Já o ator principal de TIME ENOUGH AT LAST, Burgess Meredith, apareceu em um total de quatro episódios de ALÉM DA IMAGINAÇÃO. Mas sem dúvida alguma foi aqui que fez seu desempenho mais conhecido da série, como o infeliz, abatido e ávido leitor Henry Bemis, numa atuação cativante. Os fãs da série de filmes ROCKY vão se lembrar dele como Mickey, o treinador de Rocky Balboa.

Se você não viu este episódio, dê uma conferida. deve ter no youtube. Mesmo que não vá assistir a série inteira, pelo menos TIME ENOUGH AT LAST é diversão garantida, uma pequena joia da ficção científica televisiva que não vai decepcionar.

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OLHOS FAMINTOS 2 (Jeepers Creepers II, 2003)

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Prometo que esse texto vai ser mais curto que o anterior, já que não preciso falar do background sórdido do diretor e roteirista Victor Salva, que também é responsável por este aqui. O primeiro OLHOS FAMINTOS havia deixado muitas questões em aberto, muitas perguntas sobre o que a criatura monstruosa planejara para o resto de sua fúria de 23 dias, num final pessimista e ousado. Um bocado da rotina do monstrengo é mostrada em OLHOS FAMINTOS 2, que dispensa os personagens do original (a não ser por uma pequena participação de Justin Long) e foca em duas histórias que se juntam no final de um dia de farta alimentação do famigerado Creeper (descobri que é assim que o chamam).

Depois que seu filho mais novo vira refeição do Creeper, o fazendeiro Jack Taggart (o grande Ray Wise, de ROBOCOP e TWIN PEAKS) e seu filho mais velho, Jack, decidem caçar a criatura a qualquer custo, como um capitão Ahab caçaria Moby Dick nos escritos de Herman Melville, com direito a um arpão e tudo mais…

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Enquanto isso, um ônibus escolar acaba tendo sua viagem interrompida por conta de um pneu furado, deixando um grupo de jovens jogadores de basquete, três Cheerleaders (sim, só três, esse número é importante) e os adultos responsáveis atrelados por horas no meio do nada. Examinando melhor, o buraco no pneu revela o que parece ser o trabalho de uma arma artesanal, parecido com uma estrelinha ninja, mas feita de ossos. Não demora muito, o grupo percebe que ficar parado à beira da estrada esperando ajuda é um dos menores problemas e aos poucos, adultos e adolescentes são apanhados um a um pelo faminto Creeper, na sua última noite antes da hibernação.

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Em relação a abordagem do filme original, que era um exemplar de maior elaboração, atmosfera, boas ideias, OLHOS FAMINTOS 2 segue uma linha diferente, outra pegada, mais direta, pauleira o filme inteiro. De cinco em cinco minutos tem pelo menos um ataque do monstrão direcionada ao grupo dentro do ônibus escolar, no clássico dilema “se ficar o bicho come, se correr o bicho pega”… As situações que surgem a partir disso é de pregar o espectador na poltrona, ou no mínimo diversão garantida.

Se como uma distração de horror OLHOS FAMINTOS 2 se sai muito bem, com cenas de ataque do monstro acontecendo a todo instante, por outro lado nunca temos identificação alguma com os personagens como tivemos no primeiro filme com o casal de irmãos, e voltamos àquela lógica de quanto mais adolescentes estúpidos morrer, melhor. O que não deixa de ser bom também… O único elemento que tira o tom genérico deste aqui é a presença de Wise, com uma performance fina e um olhar obcecado intenso que nos faz torcer por ele até o fim. A cena em que encara o Creeper com o tal arpão preso na sua caminhonete é espetacular, digna das mais criativas contextualizações de Moby Dick.

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Em OLHOS FAMINTOS 2, Salva escancara ainda mais o subtexto sexual sutilmente trabalhado no primeiro filme (que envolve um predador caçando implacavelmente um jovem através de seu cheiro), mas desta vez apresenta níveis de um David DeCoteau (diretor de filmes B dos anos 80 e 90, que se dedicou de uns tempos pra cá a fazer filmes de horror de temática homossexual) mostrando vários caras sem camisa tomando sol, e muitas provocações pra cima de um personagem em relação à sua sexualidade. Daí porque o número de meninas no filme é tão reduzido, enquanto rapazes sarados e bonitões têm aos montes…

Com OLHOS FAMINTOS 2, Salva expande o universo de sua criação, começa a se desenvolver uma espécie de mitologia para a série, que deveria já estar no seu, sei lá, sétimo ou oitavo capítulo, mas acredito que em razão da dificuldade que o diretor possui para tocar seus projetos por conta do seu passado, acabou não seguindo muito em frente, tendo que dirigir filmes sob contrato, como PEACEFUL WARRIOR, em 2006, com Nick Nolte. Este ano de 2017 marca o retorno de Salva à série OLHOS FAMINTOS, com seu terceiro capítulo… Mas é assunto pra outro post.

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OLHOS FAMINTOS (Jeepers Creepers, 2001)

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Ainda na vibe da atual onda de acusações de violência sexual que anda, merecidamente, atormentando a vida de algumas figuras em Hollywood, me lembrei do diretor Victor Salva. Seu caso não é de hoje, do nada, como surgiu com um Kevin Spacey e Dustin Hoffman, por exemplo. É notório que em 1988, o sujeito foi condenado por “má conduta sexual” com um ator de doze anos que participou do seu primeiro trabalho como diretor, CLOWNHOUSE. Filmagens contendo pornografia infantil também foram encontradas na casa de Salva, que se declarou culpado e foi condenado a três anos de prisão, dos quais serviu 15 meses, seguindo em liberdade condicional o restante da pena.

É evidente que a carreira de Salva no cinema sofreria um baque. Quem contrataria um diretor pedófilo? Alguns anos depois, com a poeira baixa e trabalhando com telemarketing durante os dias úteis, Salva escrevia roteiros no fim de semana e enviava a produtores que nem lembravam mais quem era o tal Victor Salva. E foi assim que em 1995 o sujeito conseguiu voltar à direção com THE NATURE OF THE BEAST, um thriller excepcional realizado direto para o mercado de home video, estrelado por Lance Henriksen e Eric Roberts, num duelo de atuações incrível, personagens inspirados em pessoas que Salva conhecera na prisão, e com um plot twist que faria o Shyamalan se contorcer de inveja.

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O diretor Victor Salva

Depois, Salva foi contratado para comandar a produção de um grande estúdio, ENERGIA PURA (1995), o conto de um menino albino com poderes especiais, produzido pela… Disney. Sim, podem acreditar, nos anos noventa um diretor pedófilo escreveu e dirigiu um filme para a Disney! No meio das filmagens, a informação do passado de Salva veio à tona, o que causou alguma consternação com produtores e elenco, que não faziam ideia que o diretor havia sido condenado por abuso sexual infantil. Mas o filme seguiu em frente e foi lançado, também tornou-se um grande sucesso do VHS…

O lance é que, querendo ou não, Salva é um puta diretor. Portanto, continuou fazendo seus filmes, escrevendo e dirigindo, tentando esconder o seu passado. Pedófilo? Sim… Mas não estou aqui pra fazer julgamentos e até onde sei, o cara não teve mais nenhum caso após ter “pago” por seus crimes. Agora, o cara atrás das câmeras é um talento. E em 2001 veio a consagração. Pelo menos como diretor de gênero, como diretor de horror.

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Apadrinhado por Francis Ford Coppola, Salva dirigiu OLHOS FAMINTOS. Não vi na época que lançou porque sempre pensei que fosse mais um desses terrozinhos adolescentes que vieram na esteira de PÂNICO no final dos anos 90, início dos 2000. Nada contra esse slasher revival desse período, até porque sou fã da série PÂNICO e me divertia com EU SEI O QUE VOCÊS FIZERAM NO VERÃO PASSADO, mas na época estava saturado dessa merda e deixei o filme de Salva passar. Já faz algum tempo, no entanto, que eu tinha a impressão de que OLHOS FAMINTOS fosse algo totalmente diferente e me surpreenderia… Então achei que agora, no auge da polêmica de agressões sexuais, era hora de dar uma conferida num filme deste indivíduo. Continuar lendo

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DVD REVIEW: UNA (2016); A2 FILMES

PDVD_182Alerta de filme polêmico! Só que eu não sabia do que se tratava UNA, de Benedict Andrews, quando fui assistir, mas veio bem a calhar nesses tempos estranhos de acusações de agressões sexuais atormentando a vida de figuras em Hollywood. O filme trata do tema de maneira forte, mas ambígua. Na verdade, é um paradoxo muito bizarro, porque ao mesmo tempo em que não há “agressão”, estamos falando de uma história em que um sujeito de quarenta e tantos se relaciona, sexualmente, com uma menina de treze.

Adaptado de uma peça teatral chamada Blackbird, de David Harrower (o roteiro foi escrito pelo próprio dramaturgo), a trama se passa quinze anos depois do tal acontecimento, com Una (Rooney Mara), a garotinha “abusada”, agora já adulta, indo confrontar-se com seu “abusador”, Ray (Ben Mendelsohn), num duelo de diálogos angustiantes e incômodos que irrompe a narrativa, colocando em cheque todas as questões morais que implicam o delicado tema, cintilando uma intensidade digna de seu assunto, num trabalho ágil e bem elaborado e ancorado de forma magistral pelas performances de Mara e Mendelsohn.

O que pode incomodar o espectador é a já citada ambiguidade do tema, trata de pedofilia num viés em que a criança tem os mesmos desejos que o adulto. A relação de Una e Ray nunca é abusiva ou forçada, e embora ela tivesse treze anos, sem capacidade alguma de responder por seus atos, ambos estão realmente apaixonados, a atração entre eles é verdadeira e tudo leva a crer que, apesar de trágico para uma criança, houve aqui uma grande história de amor envolvendo uma menor e um homem mais velho. Mostrado em flashbacks, o relacionamento é até tratado de forma tenra e poética, e ao longo do filme subverte todas as nossas expectativas, por mais repugnante que seja.

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Controverso, UNA acabou não achando muito seu público, especialmente aqui no Brasil pouco se falou sobre ele. Eu, que tenho queda por temas polêmicos, achei UNA um… não sei se posso falar “belo filme” sem que soe estranho. Obviamente não é uma obra de fácil digestão, mas a maneira como tudo é conduzida me encanta, os atores estão magníficos, e possui substância para muita discussão e reflexão. Vale a pena uma conferida se você tiver a mente aberta e não for da turma do mimimi atual… Foi lançado no Brasil na metade deste ano em DVD pela grande A2 Filmes, através do selo Mares Filmes, e está disponível para compra, locação e também nas plataformas digitais.

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DVD REVIEW: APRISIONADOS (LET US PREY, 2014); A2 FILMES

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Confesso que não tinha informações prévias sobre APRISIONADOS, embora me lembre vagamente de alguns comentários quando surgiu lá por 2014/15 pelo título original, LET US PREY. Mas acabei deixando passar… Fui vê-lo agora porque fiquei curioso por se tratar de um filme de horror escocês e por ter sido lançado recentemente no Brasil em DVD pela distribuidora parceira do blog, a A2 Filmes, através do selo Focus Films. E acabei surpreendido por uma trama intrigante, que me prendeu a atenção do início ao fim, e pela ousadia do diretor Brian O’Malley em tentar fazer algo diferente, com personalidade, fora dos padrões, e sem receio de derramar baldes de sangue.

O filme abre de forma desconcertante, com uma série de composições oníricas e hiper estilizadas, de rara beleza, mas estranhamente anacrônicas, parece um video clipe oitentista do A-HA ou Duran Duran, o que, na verdade, é exatamente o tipo de coisa que me encanta. Entre as belíssimas imagens de cores contrastantes, ondas batendo nas rochas de uma baia inóspita e muitos corvos sobrevoando o local, surge uma misteriosa figura (Liam Cunningham, de GAME OF THRONES), um homem chamado Six, com um sobretudo preto e um cigarro na boca, que inicia a sua jornada por aqui, seja lá de onde veio…

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Mas a trama segue Rachel, uma policial prestes a começar seu primeiro turno da noite em uma delegacia de polícia numa pequena cidade escocesa. No caminho para o seu novo local de trabalho, com a noite escura e as ruas completamente desertas, ela acaba pegando no flagra um jovem que atropelou o homem misterioso da abertura. No entanto, quando vai conferir, o sujeito não está mais lá, o provável acidentado simplesmente desapareceu. Mesmo assim, resolve levar o jovem para a delegacia. No recinto, Rachel conhece os outros personagem que habitam esse “universo”, policiais de natureza duvidosas que guardam segredos tão sombrios, sádicos e abjetos quanto os poucos prisioneiros que ocupam as celas. E é nesse cenário de purgatório que o filme se passa e, com Six dando o ar da graça, deflagra um verdadeiro inferno no local.

O legal é que apesar das influências claras, uma configuração à la John Carpenter de ASSALTO AO 13º DISTRITO e PRÍNCIPE DAS TREVAS, APRISIONADOS consegue ter seu próprio frescor num thriller claustrofóbico com momentos genuinamente assustadores e subversivos, ainda que O’Malley minimize tudo o que não lhe importa, exceto os elementos que podem ser usado para criar o horror. A narrativa, os diálogos, algumas situações, tudo é meio troncho e forçado, e a coisa toda acaba existindo em benefício do horror, de uma atmosfera estilizada, da violência…

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A transformação do chefe de polícia, por exemplo, que surge em cena com um jeitão estranho, mas que subitamente reaparece surtado, visualmente macabro, com arames farpados enrolados no corpo, como um mensageiro da morte, é algo que o espectador que estiver procurando uma historinha convencional e mastigadinha vai se decepcionar. A maneira das coisas andarem por aqui é por caminhos tortos, mas quem compreender que estamos lidando com o onírico, com a lógica de pesadelo num universo de purgatório, vai se surpreender com a efetividade do filme na construção de um horror puro, de um horror transgressivo, de um horror estilizado e que não faz concessões.

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E O’Malley reina nos excessos, numa violência que possui dose suficiente para envolver até mesmo os fãs de um terror mais sangrento. E a violência cresce à medida em que as tensões dentro da delegacia transbordam, e o filme se torna sufocante e intenso na mesma proporção em que a trama se torna imprevisível. Não que APRISIONADOS seja uma maravilha do horror contemporâneo, mas é diferente. E como passou meio batido por esses lados na época que surgiu, vale a recomendação. Vale especialmente pela tentativa de sair da mesmice, vale pelas situações de tensão que realmente me seguraram na poltrona, vale pela presença de Cunningham, num personagem fascinante, cujas intenções vão se revelando aos poucos, à medida que o filme progride, e percebe-se que toda onda de violência é causada pela sua presença.

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Há uma ambiguidade muito bem-vinda da verdadeira natureza de Six, que faz com que reflitamos sobre suas origens e intenções. É um demônio? A morte? Um anjo? Não importa, uma coisa é clara, se você lhe der um motivo para que ele conheça os mais profundos segredos sórdidos da sua mente, a coisa pode ficar feia…

Enfim, vamos dizer que tu tá a fim de ver algo diferente em termos de horror, que foge dos padrões, APRISIONADOS é a recomendação certeira pra hoje. Um exemplar que vale a pena procurar. Não é nenhuma obra-prima, mas satisfaz paladares que curtem um bom horror mais estiloso, atmosférico, exagerado e que não tem receio em correr riscos tentando sair do encaixotamento. E agora com o lançamento do filme pela A2 Filmes em DVD e ‘on demand’ em plataformas digitais, ninguém tem desculpa para não conhecer essa obra obscura.

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LANÇAMENTO DE NOVEMBRO DA CPC UMES FILMES: BRAÇO DE DIAMANTE

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E o lançamento deste mês está simplesmente imperdível!

SINOPSE: O cidadão soviético Semyon Gorbunkov sai a passeio num cruzeiro marítimo. Em seu retorno, acaba levando à URSS jóias escondidas por engano no gesso colocado em torno de seu braço esquerdo depois de uma queda em Istambul. Enquanto os contrabandistas realizam várias tentativas para recuperar as pedras preciosas, um capitão da polícia russa usa Gorbunkov como isca para pegar os criminosos. Mas a esposa do nosso herói começa a desconfiar que ele foi recrutado pela inteligência estrangeira ou está tendo um caso. Está armado o quiprocó.

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SOBRE O DIRETOR: Nascido em Svobodny, na Sibéria, Leonid Iovich Gayday alcançou imensa popularidade e amplo reconhecimento. Seus filmes quebraram recordes de público – “Braço de Diamante” (1968) atingiu a marca de 76 milhões e 700 mil espectadores. Ainda hoje estão entre os DVDs mais vendidos na Rússia. Gayday ingressou no Exército Vermelho em 1942, foi ferido em 1943. Estudou interpretação, entre 1947 e 1949, no Teatro Dramático de Irkutsk. De 1949 a 1955 cursou o Instituto Estatal de Cinema (VGIK), formou-se diretor e foi trabalhar no Mosfilm. Mestre da comédia em ritmo acelerado, trabalhou com atores excepcionais como Georgiy Vitsin, Leonid Kuravlev, Mikhail Pugovkin, Savely Kramarov, Natalya Seleznyova, Natalya Krachkovskaya e sua esposa Nina Grebeshkova. Dirigiu 24 filmes, entre os quais vários clássicos:  “Os Destiladores” (1961), uma adaptação cinematográfica do conto de O. Henri; “Gente de Negócios” (1962); “Operação Y e Outras Aventuras de Shurik” (1965); “Prisioneira do Cáucaso” (1966); “Braço de Diamante” (1968); “12 Cadeiras” (1970); “De Volta do Futuro” (1973); “Impossível!” (1975); “O Inspetor Geral” (1977).

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BRAÇO DE DIAMANTE é o lançamento de novembro da CPC UMES FILMES e já está disponível na sua loja virtual. Uma distribuidora que vem fazendo um dos melhores trabalhos de curadoria home video, com filmes que realmente valem a pena ter na estante. Clique aqui e adquira já o seu! E não deixe de curtir a página da distribuidora no Facebook para ficar sabendo de todas as novidades e os seus próximos lançamentos.

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BRAWL IN CELL BLOCK 99 (2017)

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Textinho que escrevi para o Action News, sobre um dos melhores filmes que assisti este ano, o ultra violento BRAWL IN CELL BLOCK 99, de Craig S. Zhaler, o mesmo do maravilhoso horror-western BONE TOMAHAWK. Clique aqui para ler.

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TERRORE NELLO SPAZIO

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DVD REVIEW: O CONTO DO CZAR SALTAN (1966); CPC UMES Filmes

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Fiquei bem feliz quando vi que o lançamento do mês de outubro da distribuidora parceira do blog, CPC UMES Filmes, seria um trabalho de Alexander Ptushko. Para quem não conhece, Ptushko foi o grande mago dos efeitos especiais do cinema russo, considerado o Ray Harryhausen dos lados de lá. Trabalhou, por exemplo, no clássico VIY (1967). Mas acabou vingando também como diretor. E dos bons! Quase sempre trabalhando com cinema fantástico, construiu uma obra rara de contos de fantasia e de cores. O cara sabia pintar com a câmera como poucos, como podem ver nos screenshots que ilustram o post. Entre seus filmes mais famosos estão SADKO (1953, a versão russa do personagem Sinbad), ILYA MUROMETS (1957) e RUSLAN E LUDMILA (1972). Vale destacar também um mais raro, mas igualmente brilhante, FLOR DE PEDRA (1946). O CONTO DO CZAR SALTAN entra fácil no meio desse bolo e agora pode ser conferido em DVD no Brasil através da CPC UMES Filmes.

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A trama é de uma simplicidade tocante, mas repleto de elementos de contos de fada. Foi baseado num poema de Aleksandr Pushkin, inspirado num conto popular russo, e até os diálogos são retirados exatamente como no poema, incluindo as rimas. Uma czarina escolhida a dedo pelo seu czar, o Saltan do título, é traída por suas irmãs invejosas e, juntamente com seu filho, o príncipe Gvidon, é lançada ao mar dentro de um grande barril selado. Acabam aportando numa ilha mágica, onde uma princesa em forma de cisne realiza todos os seus desejos, após Gvidon salvá-la de um feiticeiro na forma de uma águia. Uma cidade mística, um esquilo que produz ouro em abundância, um exército de gigantes que vem do fundo do mar, uma bela princesa com uma joia preciosa brilhando em sua testa… Mas nada disso parece satisfazer o jovem príncipe, que parte numa jornada fantástica em busca de seu pai e ao desmascaramento das farsantes.

Tudo é tratado com muita leveza, até mesmo com uma pegada infantil. Os conflitos são resolvidos seguindo as cartilhas dos contos de fada e a narrativa nunca é truncada. Pelo contrário, o filme é uma delícia. Sobra muito, é claro, o talento de Ptushko em transformar tudo isso numa bela obra de arte, num espetáculo visual de efeitos especiais muito à frente do seu tempo, em composições barrocas extraordinárias e pelo seu gosto impecável por cores fortes que saltam aos olhos a cada segundo.

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Tudo é tão ambicioso, os trajes são arrojados e brilhantes, os cenários são estonteantes, o cuidado com as criaturas que povoam o filme, como animais falantes e os trolls que atacam a cidade do Czar. Tudo é resolvido com muita inteligência, como na cena dos gigantes, em que Ptushko trabalha a perspectiva forçada. Na cena na qual os gigantes atacam um navio, o diretor usa planos com uma embarcação em tamanho real e gigantes em sobreposição de imagens, intercalando com outros planos com gigantes de tamanho normal e um navio em miniatura com bonecos no interior. O resultado é sensacional.

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Mesmo que hoje seja muito fácil identificar essa trucagem toda, a magia de O CONTO DO CZAR SALTAN permanece intacta e admirável. Até mesmo as crianças de hoje, desmamadas com efeitos em CGI ultra modernos, podem se encantar com o visual e a história. Portanto, recomendo muito para crianças, jovens e adultos que ainda possuem sensibilidade para se maravilhar com uma pequena obra de fantasia, mas grandiosa artisticamente.

O CONTO DO CZAR SALTAN foi lançado este mês de outubro pela CPC UMES Filmes e já está disponível na sua loja virtual. Uma distribuidora que vem fazendo um dos melhores trabalhos de curadoria home video, com filmes que realmente valem a pena ter na estante. E não deixe de curtir a página da distribuidora no Facebook para ficar sabendo de todas as novidades e os seus próximos lançamentos.

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INNOCENT BLOOD (1992)

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É uma pena que o LOBISOMEM AMERICANO EM LONDRES seja o único filme de horror do John Landis a ser mais lembrado. Até quem não faz ideia de quem seja o diretor geralmente conhece, ou pelo menos ouviu falar do filme. Quero dizer, é óbvio que possui todos os méritos, mas acho injusto hoje ninguém lembrar de INNOCENT BLOOD. Claro, é compreensível quando se trata de uma produção que foi muito mal nas bilheterias, como é o caso aqui, mas não deixa de ser um dos melhores trabalhos do Landis.

Temos aqui um filme de vampiro de premissa original, bem dirigido, com elenco finíssimo, efeitos especiais práticos, sangrentos e ótima maquiagem. Sem falar na trilha sonora jazzística que encaixa uns Frank Sinatra… E mesmo assim, veio o fracasso. Alguns distribuidores ainda tentaram desesperadamente aproveitar o sucesso do outro filme do Landis para atrair público, como na Austrália, onde o filme foi lançado como A FRENCH VAMPIRE IN AMERICA.

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Esse lance de títulos é algo sempre divertido. No Brasil foi chamado de INOCENTE MORDIDA. Até aí tudo bem, nada de mais. Só não chega aos pés dos nossos amigos de Portugal, onde foi lançado com um hilário NÃO HÁ PESCOÇO QUE AGUENTE, ou os nossos hermanos argentinos que colocaram TRANSILVANIA MI AMOR! 😀

Mas o filme realmente tem uma francesa, a Anne Parillaud (NIKITA), que interpreta Marie, uma bela e sexy vampira que só mata gente má do mundo do crime para saciar sua sede de sangue. Numa noite qualquer, ela arranca a garganta de um gangster italiano (Chazz Palminteri) e acaba se envolvendo com a mafia de Nova York. O grande Robert Loggia vive Sallie “The Shark”, o chefão do bando, que também acaba se tornando vítima de Marie. Só que depois de mordê-lo, nunca tem chance de matá-lo em definitivo. Depois, Marie descobre que Sallie se transformou num vampiro e agora cria um exército de mordedores de pescoço na mafia de Nova York! No meio dessa confusão, Anthony LaPaglia desempenha o papel de um policial infiltrado no grupo de Sallie, tendo que lidar com a bela vampira e com a máfia de chupadores de sangue!

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A cena inicial de INNOCENT BLOOD mostra Anne Parillaud nua em pêlo, belissimamente iluminada. Claro, uma das melhores coisas do filme é o estilo de John Landis, um sujeito que nunca precisou demonstrar virtuosismos com a câmera, mas sabe compor enquadramentos com muito talento e é um mestre da mise en scène. O filme é um luxo nesse sentido e um dos melhores trabalhos de direção de Landis, junto com LOBISOMEM AMERICANO, OS IRMÃOS CARA DE PAU e UM ROMANCE PERIGOSO. Mesmo o lado cômico, que é sempre muito forte no trabalho Landis, funciona muito bem aqui.

Depois de dois terços do filme, o ritmo diminui um bocado, mas sempre com um detalhe ou outro para manter o interesse. E com o elenco que temos aqui, fica difícil desgrudar os olhos da tela. Parillaud está deslumbrante, mas quem rouba a cena é mesmo Robert Loggia. O elenco ainda conta com David Proval, Tony Sirico, Kim Coates, Luis Guzman e um hilário Don Rickles. E claro, uma das marcas registradas da Landis são as pequenas aparições de figuras cultuadas ou outros diretores em seus filmes, e aqui temos Frank Oz, Dario Argento, Sam Raimi em momentos bem divertidos. Também Tom Savini, Forrest J. Ackerman e até Linnea Quigley!

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Outra marca registrada de Landis é que não importa o gênero que seja o filme, se é comédia, ação, horror, enfim, qualquer trabalho de John Landis você pode esperar uma televisão ligada passando uma cena de um clássico do horror e monstros.

Não dá pra deixar de destacar também os maravilhosos efeitos especiais. Um dos melhores que eu já vi dos anos 90. Os efeitos de maquiagem de Steve Johnson são simplesmente incríveis e há uma cena quando um dos personagens se queima do sol que é deslumbrante – está quase no mesmo nível da transformação do lobisomem em UM LOBISOMEM AMERICANO EM LONDRES. O filme também não economiza em sangue e gore, e os fãs desse tipo de coisa não precisam se preocupar com isso. Já eu curto mais o lado erótico que Landis conseguia incluir, mesmo num filme mainstream.

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Uma curiosidade, o filme inicialmente seria dirigido pelo grande Jack Sholder (diretor subestimadíssimo), e teria Lara Flynn Boyle e Dennis Hopper. Quando Sholder pulou fora do projeto, Landis assumiu o lugar e substituiu, seja lá por qual motivo, os dois atores por Parillaud e Loggia. E apesar de amar o Loggia por aqui, daria tudo para ver uma versão surtada de um vampiro mafioso vivido por Dennis Hopper. Teria sido lindo!

Mas do jeitinho que é, mesmo com seus problemas, INNOCENT BLOOD ainda é um dos meus filmes de vampiros favoritos. Está lá junto com alguns exemplares da Hammer, o DRACULA de John Badham, MARTIN de George Romero, THE HUNGER de Tony Scott, DRÁCULA do Coppola e, claro, BLOOD FOR DRACULA, de Paul Morrissey.

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RIP UMBERTO LENZI (1931 – 2017)

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DVD REVIEW: O QUADRAGÉSIMO PRIMEIRO (1956); CPC UMES FILMES

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Grigoriy Chukhray ganharia certa fama internacional em 1959 pelo clássico A BALADA DE UM SOLDADO, seu segundo trabalho. Mas já na sua estreia, com O QUADRAGÉSIMO PRIMEIRO, demonstra um talento ímpar pelos lados do cinema soviético, não apenas como esteta – suas composições visuais são simplesmente extraordinárias – mas também como alguém que entende de emoções humanas. O filme é sobre um romance envolvente e ideologicamente complicado entre duas figuras divididas pela guerra civil russa: uma atiradora de elite do exército vermelho, Maria (Izolda Izvitskaya), e um oficial do exército branco, o tenente aristocrata Vadim (Oleg Strizhenov), que fora capturado pelos primeiros.

Baseado nos escritos de Boris Lavrenyev, o “quadragésimo primeiro” do título refere-se ao número das vítimas deflagradas pelo rifle de Maria. Na verdade, ela matou quarenta e errou o tiro seguinte… Na trama, ela faz parte de unidade derrotada do Exército Vermelho, que vaga em retirada do deserto de Karakum onde, em determinado momento, captura Vadim, que por um acaso sobrevive à tal quadragésima primeira bala de Maria.

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Vadim é um prisioneiro importante. Carrega uma mensagem oral secreta destinada a um general do Exército Branco, então os Vermelhos o mantêm vivo, colocando-o sob a guarda de Maria. Quando finalmente chegam ao Mar de Aral, Maria e outros dois soldados são confiados para levar Vadim num pequeno barco até a sede em Kazaly. Mas o tempo tormentoso vira o barco e apenas Maria e Vadim sobrevivem, náufragos em uma ilha deserta. E o que seria uma situação de extremo desespero, acaba possibilitando o desabrochar do afeto mútuo e proibido que os consumia ao longo da jornada.

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Uma situação que os aproxima, não como inimigos, mas como duas almas apaixonadas, num parágrafo cintilante de uma vida de guerra e violência. Eles compartilham o tempo mais felizes de suas vidas na ilha, apesar da disparidade ideológica que vem à tona em alguns momentos, algo que os coloca em conflito e que devem ajustar e reconciliar por causa do amor.

Considerando o período em que O QUADRAGÉSIMO PRIMEIRO foi realizado, é interessante perceber como Chukhray vai um bocado contra a lógica da propaganda soviética vigente, humanizando a imagem de um oficial do Exército Branco, inspirando o público à simpatizar seu afeto genuíno por uma guerreira do exército vermelho. O desfecho até pode ser entendido como uma façanha heroica da lealdade aos Bolcheviques, quando um barco se aproxima para resgatá-los e Maria toma uma atitude espontânea que elimina qualquer possibilidade de final feliz quando a verdadeira identidade do barco é revelada. Mas não dá para descartar a ideia do fator prejudicial que é seguir um código radical com fanatismo. Na verdade, ao invés de escolher lados, o objeto de repúdio de Chukhray é a própria guerra, um ato diabólico disfarçado de patriotismo com resultados desastrosos.

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O QUADRAGÉSIMO PRIMEIRO foi lançado em DVD no Brasil, numa versão remasterizada belíssima, pela distribuidora CPC UMES filmes e está disponível para compra em sua loja virtual e nas melhores casas do ramo. A mesma distribuidora já lançou por aqui A VIDA É MARAVILHOSA, também do mesmo diretor, e já comentado aqui no blog. E não deixe de curtir a página da distribuidora no Facebook para ficar sabendo de todas as novidades e os seus próximos lançamentos. Um acervo obrigatório que vale a pena comprar.

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