DVD REVIEW: A VIDA É MARAVILHOSA (1979); CPC UMES FILMES

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O que mais me surpreende foi terminar de assistir a um belíssimo exemplar como A VIDA É MARAVILHOSA e perceber o quanto ele é obscuro em relação a outros thrillers políticos italianos do período. Não sei se chegou a ser lançado no Brasil nos cinemas ou em VHS na época, mas pelo menos hoje não existe desculpa, temos a oportunidade de conferir essa preciosidade desconhecida em DVD, pela distribuidora CPC UMES filmes.

A expressão “A vida é Maravilhosa” utilizada no título, na verdade trata-se de um código utilizado por revolucionários que lutam contra uma ditadura. A produção, que é uma parceria Russa e Italiana, é sobre o piloto Antonio Murillo (Giancarlo Gianinni) que, após ser expulso do exército depois se recusar a atirar contra uma embarcação que transportava mulheres e crianças em algum local na África, só quer uma vida sossegada dirigindo seu taxi e fumando um cigarro atrás do outro. Mas acaba entrando numa enrascada política com as autoridades locais depois que se apaixona por Mary (Ornella Muti), a garçonete de um café, que serve de fachada para revolucionários que tentam desmantelar o autoritarismo que assola o país.

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Dirigido por Grigory Chukhray (A BALADA DE UM SOLDADO), A VIDA É MARAVILHOSA se estrutura basicamente em duas partes. A primeira é como híbrido de thriller político italiano e romance barroco russo, com o personagem de Gianinni tendo que espreitar pela noite para não levar chumbo da polícia ou participando de reuniões secretas, com direito até de um MacGuffin Hitchcockiano representado numa bolsa misteriosa que passa de mão em mão até chegar em Murillo, no qual tanto as autoridades quanto os revolucionários querem tomar posse. Tudo isso em conjunto com sequências mais tenras, em que Gianinni divide a tela com Muti, e o olhar mais humano e poético de Chukhray se reforça, como na sequência na praia ou quando Murillo mostra a Mary seu sonho de consumo, um avião de pequeno porte, o que representa um alento em meio a tempos complicados.

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A segunda parte da trama é um “prison movie“, não tão barra pesada, mas com o suficiente para que o personagem de Gianinni coma o pão que o diabo amassou por conta da enrascada que entrou. E aí temos um gostinho do que é estar preso sob uma ditadura: a trama passeia entre torturas físicas e psicológicas, mas também a angústia da distância da pessoa amada, além da elaboração de um plano de fuga que culmina numa rebelião na prisão e uma perseguição de carro num climax bem agitado. Mas o filme nunca descamba nem para a ação poliziesca, nem para o dramalhão carregado, mas consegue passar o efeito catártico das situações mesmo com um incomum tom de humor que paira sobre toda a narrativa.

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Apesar de italianos e dublados em russo, grande parte da força de A VIDA É MARAVILHOSA se concentra em Ornella Muti e Giancarlo Gianinni. Este último num desempenho inspirado, é o sarcasmo em pessoa, o que ajuda a manter uma certa dignidade ao personagem de Murillo mesmo quando acuado por autoridades e nas situações mais adversas. Já Muti, uma das mulheres mais lindas da história do cinema, demonstra grande talento representando uma figura forte e determinada, embora ambígua em alguns momentos.

A direção Chukhray é simples e possui um tratamento realista, reforçado com uma pontuada câmera na mão que dá um maior dinamismo, mas também de rara beleza com composições visuais requintadas, que coloca o filme no mesmo penteão dos thrillers políticos europeus ao lado de obras de diretores como Costa-Gavras, Marco Bellochio, Gillo Pontecorvo, Damiano Damiani e Elio Petri.

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Embora nunca se fale o nome do país onde a história se passa, há vários momentos que aparecem placas e pichações nos muros no idioma português. Portanto, enquanto assistia, achei bem provável que A VIDA É MARAVILHOSA fosse filmada na Portugal do ditador Salazar, nos anos 70. Informações e resenhas sobre este filme são escassas, o que me deixa ainda mais estupefato como ele é obscuro. Mas num fórum que encontrei num canto da internet, veio a confirmação com uns gajos lusitanos a discutirem:

No último excerto, a montagem/edição não fez coincidir as zonas de Lisboa captadas pelas diferentes câmaras… Na que “olha para a frente” o taxi anda pela zona riberinha perto alcântara (há uma parte inclusive na Ponte 25 de Abril, ainda com duas faixas), e na que está de lado e apanha o protagonista, vejo zona aleatórias de Lisboa – a Almirante Reis, o Jardim Constantino, a saída do túnel do Campo Grande...”

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Nesse mesmo fórum descobri que existem duas versões do filme. A Russa, que é esta restaurada pela Mosfilm e que a CPC UMES Filmes lançou aqui no Brasil, e a Italiana, que me parece inacessível, não faço ideia se existe em circulação. A diferença é que nesta versão do país da bota algumas coisas ficam mais explícitas, como deixar claro que a trama realmente se passa em Portugal e que o país africano que está sob ataque no início do filme é Angola.

De qualquer maneira, é um filme que não precisa de posições geográficas, o que o torna universal e necessário. E em períodos obscuros como a que vivemos atualmente, vale a pena se deparar com um A VIDA É MARAVILHOSA para lembrar que independente de visões políticas, censura, autoritarismo e fascismo são merdas que precisam ser combatidas.

E é preciso também que  A VIDA É MARAVILHOSA seja descoberto o mais rápido possível. O filme está disponível no catálogo da CPC UMES Filmes e pode ser adquirido na loja virtual da distribuidora. E não deixe de curtir a página deles no Facebook para ficar sabendo de todas as novidades e os seus próximos lançamentos.

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DVD REVIEW: FORA DA TRILHA (Off Piste, 2016); A2 FILMES

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A primeira coisa a se fazer para apreciar FORA DA TRILHA é ignorar um bocado as artes promocionais, a capa do DVD e até o trailer da obra, que prometem muita ação num filme movimentado e visceral, quando na verdade o que temos aqui é um drama bucólico, lento e pesado sobre cicatrizes do passado. Tendo isso em mente, dá para apreciar melhor, sem decepções, o que temos aqui. Até porque esta pequena produção independente britânica é um belo exemplar que me surpreendeu bastante.

Stanley Winters (Henry Douthwaite) é um ex-membro do SAS (Serviço Aéreo Especial, do Reino Unido), que, após um horrível acidente traumático numa operação em Belfast, na Irlanda, se retira para os alpes franceses para tentar esquecer seu passado sombrio e cuidar de sua mãe cega. Doze anos depois, Niamh O’Brian (Lara Lemon) sai de Belfast à procura de vingança pelo responsável da tragédia que dizimou sua família. No entanto, como a sua saída repentina deixa uma série de perguntas sem resposta, o namorado de Niamh começa a persegui-la para descobrir exatamente onde a moça foi, e quem é a pessoa pelo qual ela viajou centenas de quilômetros para se encontrar…

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Obviamente, a moça vai parar nos alpes franceses e sua busca chega em Stanley. Não é nenhuma surpresa… Não que o filme escancare isso logo de cara, mas é uma coisa que fica óbvia logo no início. A verdadeira surpresa de FORA DA TRILHA, no entanto, é o ótimo estudo desses personagens que possuem marcas profundas de um passado trágico e se encontram cara a cara para resolver as questões que os desequilibraram na vida. Mas nada acontece num tom de thriller tenso como as já citadas artes promocionais indicavam, a coisa funciona mais como um jogo de xadrez melancólico, impossível de prever os próximos movimentos.

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Evitando certos clichês e se arriscando até demais num roteiro que falha em alguns momentos por conta dessa ousadia narrativa (que é bem-vinda, é melhor errar ousando do que acertar ficando na mesmice genérica do cinema atual), FORA DA TRILHA é um belo filme de personagens fortes, um visual estonteante de encher os olhos, muito bem utilizados pelo diretor Glen Kirby – E o cenário branco e montanhoso é perfeito, captura bem a solidão invernal desse conto de retribuição e redenção. Além de um ritmo lento e contemplativo sem pressa alguma na exposição narrativa. Qualidades que às vezes escapam de um produto independente de gênero Direct to Video.

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FORA DA TRILHA é uma baita surpresa lançada no Brasil pela A2 Filmes, através do selo Flashstar e está disponível para locação em DVD e também nas melhores plataformas online do Brasil!

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DVD REVIEW: LILA & EVE – UNIDAS PELA VINGANÇA (2015); A2 FILMES

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Dizem que não há amor maior que o de uma mãe para seus filhos. Então, faz sentido quando um filho é assassinado, uma mãe desejar vingança. Essa é essencialmente a premissa da produção independente LILA & EVE – UNIDAS PELA VINGANÇA, no qual as duas personagens título (Viola Davis e Jennifer Lopez respectivamente) juntam-se para procurar os responsáveis do assassinato de Stephon (Aml Ameen), filho de Lila. Sim, estamos falando de um filme de mães vigilantes.

Aliás, não apenas vigilantes mulheres, mas também vigilantes mulheres que não são brancas, o que na nossa sociedade hipócrita atual já é motivo para jogar um filme desses de escanteio. Se é um thriller de vingança com, sei lá, Scarlett Johanson, ia encher as salas de cinemas, mas como é uma negra, que já passou dos 40 anos querendo vingar a morte do filho, acabou virando peça direct to video. Mas não tem problema, já que temos uma distribuidora como a A2 Filmes prestando esse serviço no mercado brasileiro de home video, lançando algumas pérolas que nem saberíamos a existência.

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Ainda que este “DESEJO DE MATAR de saias” não seja nenhuma obra-prima, longe disso, LILA & EVE possui alguns pontos a favor. É um filme sincero ao trabalhar o tema da dificuldade de lidar com a perda e das consequências de fazer justiça com as próprias mãos, mesmo que se enverede para o estilo camp e exagerado da coisa. Em particular, Viola Davis – que é uma das produtoras do filme e três vezes indicada ao Oscar, levando uma estatueta pra casa este ano com UM LIMITE ENTRE NÓS – está sublime e convence facilmente como a mãe devastada. A complexidade com que ela aborda cada avanço da trama é notável. Jennifer Lopez também surpreende com uma atuação segura, mais envelhecida, ainda com uma beleza natural, fazendo uma espécie de dispositivo de Lila. Ambas trabalham bem juntas, com uma química legal. Especialmente quando saem à noite fazendo o trabalho que a polícia deveria estar fazendo e, eventualmente, atirando em pessoas ligadas à morte do filho de Lila.

Tirando Davis e Lopez, o elenco não possui atores famosos, com exceção da participação de Shea Whigham, como detetive responsável pelo caso de Lila.

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A vingança em si não é lá grandes coisas em LILA & EVE, com algumas ceninhas mais tensas, uns tiros aqui e ali, mas de vez em quando quase aparece em segundo plano na trama quando se olha para o filme como um todo. O foco é mais no peso dramático, na luta de Lila em confrontar seus sentimentos, sua vida cotidiana e na relação com Eve, uma ajudando a outra a seguir em frente ou, ocasionalmente, planejando seus próximos passos para a vingança.

Como já disse, LILA & EVE foi lançado no Brasil pela A2 Filmes, através do selo Flashstar, e chegou em DVD para locação, além de estar disponível para compra ou aluguel digitais nas melhores plataformas virtuais. O DVD chegará às lojas em Outubro e é altamente recomendado para quem curte um thriller de vingança fora do convencional, com excelentes atuações e até algumas boas sacadas de roteiro (o twist no final me pegou de surpresa!).

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A MORTE NOS SONHOS (Dreamscape, 1984)

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Não sei porque nunca havia conferido DREAMSCAPE antes. Devo ter tido azar na infância, nunca peguei passando na TV, não lembro de ter visto nas locadoras. E embora soubesse da sua existência quando já não era mais moleque, acabava empurrando pra frente. Pensei até que DREAMSCAPE fosse mais um rip-off de Indiana Jones por algum motivo e isso me desanimava. Não que eu não goste de rip-off de Indiana Jones, mas nunca tava no clima pra encarar este aqui. Na verdade, o verdadeiro motivo que me fazia pensar tal coisa era o cartaz maldito deste filme, que toda vez que via me parecia uma cópia descarada de OS CAÇADORES DA ARCA PERDIDA. Não estou zoando, podem comparar e tirar suas próprias conclusões:

Enfim, DREAMSCAPE foi um dos filmes mais legais que assisti nos últimos dias. E não! Não tem NADA A VER com qualquer aventura de Indiana Jones. Na verdade é uma ficção científica divertidíssima, bem movimentada e aterrorizante que lembra mais um outro filme, atual, de um certo Christopher Nolan… DREAMSCAPE explora algumas noções fascinantes envolvendo a natureza dos sonhos e o desejo de poder controlá-los. Em seguida, dá um passo adiante com a hipótese de ser capaz de entrar nos sonhos de outras pessoas e salvá-los de algum tormento, pesadelo ou até mesmo matar o indivíduo que sonha.

Dennis Quaid interpreta Alex Gardner, um jovem com poderes mentais extraordinários, que é recrutado por Max Von Sydow para se juntar a um projeto experimental secreto que permite que uma pessoa se torne um participante ativo dos sonhos de outrem. Alex é um bocado cético quanto a sua finalidade, mas começa a acreditar na potencialidade do projeto depois de entrar no universo dos sonhos de algumas cobaias. Por exemplo, os pesadelos de um menino onde ele ajuda a combater um sinistro monstro, metade homem, metade cobra, que tormenta as noites do pobre garoto.

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Christopher Plummer, que vive um engravatado do governo, planeja usar tal tecnologia para enviar um assassino (o sempre excelente David Patrick Kelly) para dentro dos sonhos do presidente dos Estados Unidos (Edward Albert). No calor do último ato, Alex entra no sonho do presidente para salvá-lo de Kelly, que domina o universo dos sonhos como ninguém, podendo lutar como Bruce Lee, se transformar no homem-cobra e fazer suas unhas se tornarem grandes e afiadas como facas (como Freddie Krueger, outro personagem de unhas letais que ataca nos sonhos de suas vítimas… Coincidência? Ambos filmes, este aqui e A HORA DO PESADELO, foram lançados no mesmo ano).

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Algumas sequências são impressionantes e não vão sair da memória tão cedo. Especialmente as que acontecem nos sonhos: há uma incrível que se passa no alto de um arranha-céu; o garotinho cortando a cabeça do “homem-cobra”; o sonho “molhado” da secretária do projeto, interpretada pela Senhora Spielberg, Kate Capshaw; e o grande final, com Alex dentro do sonho do presidente, encarando uma horda de zumbis num mundo pós-apocalíptico. Continuar lendo

THE TWILIGHT ZONE: THE MOVIE (1983)

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Aproveitando a maratona ALÉM DA IMAGINAÇÃO, que comecei esses dias, vamos falar então da atualização que este clássico da televisão, criado pelo grande Rod Serling, recebeu nos anos 80. Mas estou falando do filme, THE TWILIGHT ZONE – THE MOVIE, e não da própria série de TV que retornou nos anos 80 e que teve três temporadas entre 1985 e 1989.

Em 1983, Steven Spielberg produziu e co-dirigiu THE TWILIGHT ZONE – THE MOVIE, versão cinematográfica do seriado. A ideia era reunir alguns dos nomes mais interessantes do cinema de fantasia e horror do período e compilar no formato de antologia um longa que fizesse uma homenagem aos clássicos episódios de ALÉM DA IMAGINAÇÃO, mas também aproveitar dos novos recursos e tecnologias que os anos 80 possuíam em relação ao período em que o seriado clássico fora produzido.

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Além do próprio Spielberg na direção, temos Joe Dante (GREMLINS), George Miller (série MAD MAX) e o grande John Landis (UM LOBISOMEM AMERICANO EM LONDRES), que é um sujeito que eu tenho dado uma atenção especial aqui no blog recentemente. E obviamente não poderia deixar de citar  THE TWILIGHT ZONE – THE MOVIE como um dos seus principais trabalhos. Não apenas pelo seu talento envolvido nesse projeto, mas por ter acontecido aqui, exatamente aqui, sob a sua direção, a maior TRAGÉDIA já ocorrida e filmada na história do cinema. Mas já vamos falar sobre isso…

Antes, é preciso ressaltar que Landis é o único dos quatro diretores que teve um trabalho extra em THE TWILIGHT ZONE – THE MOVIE e realizou também o prólogo. Esta introdução é uma história bem curtinha, no qual temos os astros Dan Aykroyd e Albert Brooks num carro ao longo de uma estrada no meio da noite. Entediado, eles começam a fazer joguinhos para passar o tempo, como tentar adivinhar temas de programas de TV, discutem a série ALÉM DA IMAGINAÇÃO clássica e até que ponto era assustador e tal…. O diálogo é ótimo e eu poderia ver duas horas de filme só com esses dois papeando! Até que em determinado momento, Aykroyd decide mostrar a Brooks algo REALMENTE assustador…

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É uma boa maneira de começar as coisas. Mantém o público ligado porque desconfiamos que alguma coisa vai acontecer, mas não se sabe o que… E configura de forma eficiente o clima do que está por vir em THE TWILIGHT ZONE – THE MOVIE. Aykroyd e Brooks têm uma química excelente e é uma pena que nunca tenham trabalhado juntos de novo. Esse pequeno segmento é um dos mais memoráveis de todo o filme – se não for uma das melhores cenas de abertura de qualquer filme de qualquer gênero, de qualquer época…

É de John Landis também o primeiro episódio da antologia. Chama-se TIME OUT e é um típico conto clássico de ALÉM DA IMAGINAÇÃO. Estrelado por Vic Morrow, vivendo um sujeito preconceituoso, que entra em um bar e insulta todas as minorias possíveis. Quando sai do local, ele simplesmente volta no tempo e se encontra na Segunda Guerra Mundial, na Alemanha, e todos os nazistas pensam que ele é judeu. Então o prendem e tentam levá-lo para um campo de concentração. Mas então outras viagens temporais entram inexplicavelmente na sua jornada. É, por exemplo, confundido pela KKK, que pensam que ele negro e tentam pendurá-lo pelo pescoço, ou logo depois, quando termina no Vietnã em mais situações em que se vê confrontado pela sua raça ou cor de pele…

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Mas para além da “lição de moral” que o episódio passa, fica um gosto amargo assisti-lo depois de saber que foi  durante as filmagens deste pequeno segmento que Vic Morrow morreu tragicamente num acidente. Mas a coisa foi bem mais desagradável. A cena do episódio é a seguinte: Morrow carregava duas crianças em seu colo enquanto um helicóptero sobrevoava para resgatá-los. E agora já não é mais ficção, é a realidade: O helicóptero deu pane por conta das explosões no cenário, caiu e sua hélice em movimento simplesmente decapitou Morrow E AS DUAS CRIANÇAS. E as câmeras filmaram tudo isso. Apesar de não dar para ver muita coisa (a cena acontece num lago e quando a hélice bate nas vítimas, vê-se mais água do que alguma possível violência), não vou postar o video aqui, mas é fácil de encontrar no youtube.

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