O EMISSÁRIO DE OUTRO MUNDO (Not of This Earth, 1957)

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Uma das ficções científicas mais interessantes e divertidas da primeira fase da carreira de Roger Corman como diretor (ou seja, antes de entrar na onda de adaptações de Edgar Allan Poe) é este O EMISSÁRIO DO OUTRO MUNDO, que revi recentemente num desses boxes de DVD sobre cinema Sci-Fi lançado pela Versátil. Já até havia comentado aqui no blog neste post a refilmagem dos anos 80 dirigida pelo pupilo de Corman, Jim Wynorski, mas fiquei devendo comentários sobre este clássico que lhe deu origem…

O filme de Wynorski era anacrônico e servia mais como um revival nostálgico dos filmes B Sci-Fi dos anos 50, mas era bem divertido também num certo sentido (além de conter algumas doses de peitos de fora que obviamente este aqui não tem). No entanto, o original do Corman, por mais simples e bobo que seja o roteiro e bastante pobre em termos de orçamento e produção, acaba por ter certa relevância e inteligencia para um produto voltado para um “público drive-in“. O filme traz algumas questões de seu tempo, especialmente em relação à histeria da corrida atômica, a paranoia de uma possível guerra nuclear em plena guerra fria. Segue, portanto, um certo padrão bastante típico de filmes de invasão alienígena do período, no qual os “invasores”, na verdade, são tão vítimas quanto nós, terráqueos.

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Humanóides alienígenas telepáticos estão se preparando para dominar a Terra, já que eles já foderam com seu próprio planeta moribundo depois de uma guerra nuclear e precisam de um novo lugar para brincar. Além disso, a raça desses indivíduos desenvolveu uma doença no sangue e, aparentemente, os seres humanos possuem o mesmo tipo sanguíneo. Portanto, o primeiro passo da missão alienígena aqui na terra é se infiltrar na nossa sociedade e tentar coletar um bocado de sangue para encontrarem uma cura para a tal doença…  É aí que entra Paul Birch como o assustador Sr. Johnson, um cavalheiro constantemente de óculos escuros, que esconde seus terríveis olhos brancos e brilhantes, capazes de derreter o cérebro de suas desavisadas vítimas.

Como precisa coletar muitas doses de sangue para enviar ao seu planeta, Mr. Johnson passa o tempo atraindo bêbados e sem-teto para sua bela casa, a fim de sugar-lhes até a última gota de sangue. Além disso, aproveita para fazer transfusão de seu próprio sangue eventualmente. Por isso, contrata uma enfermeira em tempo integral, Nadine Storey (interpretada por Beverly Garland), para lhe auxiliar. Por acaso, Nadine namora um policial, uma circunstância que obviamente causará a Johnson certo inconveniente. Tanto o policial como Nadine acabam suspeitando que coisas estranhas estão acontecendo na casa de Johnson, como pessoas que entram e desaparecem misteriosamente…

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Como é o caso do vendedor de aspirador de pó ultra moderno, numa participação curta mas GENIAL do grande e saudoso Dick Miller, que morreu recentemente. O sujeito bate à porta de Johnson e acaba atraído ao porão do alienígena para fazer uma demonstração do seu equipamento. Acaba também sendo mais uma vítima dos olhos brancos do ser do outro planeta, mas não sem antes de sua morte inevitável romper com a quarta parede, olhando diretamente para câmera, num desses momentos maravilhosos do cinema de baixo orçamento. E que só mesmo um Dick Miller pra fazer a coisa funcionar de maneira tão graciosa. Literalmente rouba a cena em seus dois minutos de tela…

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Mas os outros atores também estão bem. Paul Birch está desconectado o suficiente para parecer um autêntico alienígena humanoide telepata. Consegue passar uma imagem assustadora, ao mesmo tempo em que dá ao personagem um tom trágico. Beverly Garland também apresenta uma performance sólida, numa personagem feminina que foge dos padrões da mulher frágil e histérica dos filmes de monstros e sci-fi do período.

Vale destacar a direção de Corman, um dos maiores mestres do cinema independente americano que já pisou num set de filmagens, e demonstra aqui mais uma vez a sua eficiência imaginativa, sua capacidade de criar mundos praticamente do zero, especialmente num gênero como a ficção científica, sem orçamentos gordos para efeitos especiais, naves espaciais e maquiagens extravagantes. É um grande desafio e Corman faz um belo e criativo trabalho. Como fazer alienígenas parecerem alienígenas sem efeitos de maquiagem caros? Dando-lhes olhos estranhos, poderes de controle da mente e telepatia, todos os quais têm a vantagem de não custar nada no orçamento da produção. Você também dá aos alienígenas um dispositivo de teletransporte, muito mais barato do que ter que construir maquetes e naves espaciais, e por aí vai… Até uma pequena criatura monstruosa que parece uma água-viva feita de plástico de supermercado aparece por aqui, com direito aos fios que a puxam pelo ar bem visíveis na tela. E funciona lindamente!

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O EMISSÁRIO DO OUTRO MUNDO não é muito longo, e começa a funcionar imediatamente assim que o filme começa, num ritmo bom de se ver, apenas diminuindo a velocidade para fornecer em alguns momentos um pano de fundo sobre o habitante de fora, Mr. Johnson e o seu planeta Davana. Mais tarde, ficamos sabendo que Johnson não é o único Habitante de Davana na Terra, e o desfecho leva a coisa para um lado ambíguo, implicando que há muito ainda para se resolver. O que prova também a perspicácia dessa pequena produção capitaneada por Roger Corman em deixar as coisas abertas e por muito mais tempo na cabeça do público. Um filme bem legal com muito mais inteligência do que o maravilhoso pôster abaixo faz acreditar que seja.

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CINECLUBISMO + FIRST REFORMED (2017)

Sábado fui prestigiar a primeira sessão do Cineclube Vertigo, organizado pelo grande Guilherme Ferraro. O filme escolhido foi o que elegi como o melhor do ano passado, FIRST REFORMED, do Paul Schrader.

A sessão contou com a presença de um pequeno grupo seleto, incluindo meu querido amigo Du Aguilar, e foi seguido de um bom debate, algo que faz muita falta pra mim hoje em dia. Tenho a impressão de que as pessoas se acostumaram a discutir filmes pelas redes sociais e esqueceram como é bom juntar um grupo que você nunca viu na vida para sentar, assistir uma obra e discuti-la depois. Algo tão besta, que deveria ser tão habitual para nós, cinéfilos, mas que tem sido tão raro hoje… Isso é cineclubismo, pô! Viva o Cineclube Vertigo!


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Sobre o filme visto (revisto, no meu caso), foi legal para confirmar que se trata mesmo de um dos grandes filmes desta década. A carreira de Schrader nos últimos anos não tem sido muito fácil, acumulando trabalhos considerados irregulares (eu, particularmente, gosto de todos), além de problemas com os homens engravatados dos estúdios (como na sua versão de O EXORCÍSTA – O INÍCIO e mais recentemente com THE DYING OF THE LIGHT)… Mas com FIRST REFORMED parece que ele realmente teve total liberdade, sob a batuta da A24 Films, e fez um trabalho com assinatura autoral e de um radicalismo formal absurdo.

É, para Shrader, um filme de retorno às origens: à sua criação religiosa cauvinista, a influência do cinema de Robert Bresson e Ingmar Bergman, retorno também aos temas de TAXI DRIVER, do qual, para quem não se lembra, o roteiro é de sua autoria.

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FIRST REFORMED é sobre um reverendo, Ernst Toller (Ethan Hawke), que administra a pequena e histórica igreja First Reformed, no interior de Nova York, supervisionada pela Abundant Life, uma dessas mega igrejas bem-sucedidas, que parecem máquinas de ganhar dinheiro. Toller carrega cicatrizes profundas, perdeu um filho na guerra do Iraque, vive num estado de solidão, mesmo que o trabalho exija contato com outras pessoas, comandando cultos e como guia turístico na pequena igreja; mas quando chega a escuridão da noite, se afunda no whisky enquanto desenvolve uma doença e preenche as páginas de um diário (alusão óbvia ao DIÁRIO DE UM PÁROCO DE ALDEIA, de Bresson).

Quando Toller começa a aconselhar um ativista ambiental instável e depressivo e sua esposa grávida, o resultado só agrava a sua situação e o leva a uma profunda crise espiritual e psicológica cujas consequências não são nada agradáveis de se ver…

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Não que sua fé seja abalada nessa jornada mais materialista que espiritual, e ele diz, numa narração em off, que encontrou uma “nova forma de rezar”. Mas é nessa espiral descendente que FIRST REFORMED encontra TAXI DRIVER, cuja essência é a do indivíduo que carrega traumas e cicatrizes, seres deslocados e incapazes socialmente, que sentem a necessidade de “fazer alguma coisa” para mudar o mundo, mesmo que seja através da violência.

Tarefa não muito fácil de acompanhar FIRST REFORMED em certo sentido, provavelmente pela profundidade dos temas que Schrader aborda, preocupado com o que está acontecendo com o mundo contemporâneo. Política, guerras no Oriente Médio, mudança climática, espiritualidade x materialismo… É um filme que lida com muitas questões e é impressionante como Schrader explora cada tema com um equilíbrio e distanciamento correto, sem fazer disso tudo um discurso óbvio e inútil. E sem fazer concessão alguma na maneira como conduz tudo isso, num trabalho de direção austero, filmado em uma proporção quadrada de 1,37: 1, com uma câmera tão fixa, tão estática, que quando se movimenta causa até uma catarse, vide o plano final, com a câmera girando ao redor dos corpos, um dos desfechos mais sublimes que eu já vi…

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Vale destacar ainda um iluminado Ethan Hawke, que dá ao seu reverendo Toller a complexidade que o personagem exige para habitar nesse universo. Um típico “herói” Schradiano, que sofre por inúmeras razões e acha que deve proteger o mundo, o que Deus criou, mas sem se incomodar em se ferir no processo, e dentro dessa lógica encontrar um propósito para sua própria existência. E Amanda Seyfried, também ótima, numa personagem chamada Mary, grávida, o que dá pano pra manga pra outras tantas interpretações…

FIRST REFORMED é uma experiência rara e fascinante, vindo de um dos nomes mais originais do cinema americano pós-70’s, que às duras penas vem conseguindo se adaptar e explorar os novos meios e formas para continuar expurgando seus anseios em forma de cinema. Enquanto Schrader filmar, teremos filmes dignos e inteligentes para aguardar de joelhos… Espero que o velho ainda dure alguns bons anos com saúde e vontade de filmar.

Uma pena que este aqui não tenha sido distribuído no Brasil.

EU QUERO VIVER! (1958); CLASSICLINE

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Para além de seus pomposos vencedores de Oscar, AMOR, SUBLIME AMOR e A NOVIÇA REBELDE, muita gente esquece que o diretor Robert Wise transitava por diversos gêneros com facilidade, sempre deixando grandes obras como resultado. Da ficção científica, com O DIA EM QUE A TERRA PAROU e O ENIGMA DE ANDRÔMEDA, ao horror, com o THE HAUNTING e THE BODY SNATCHER, passando por filmes de ação, noir, western, guerra… Enfim, gêneros não eram problema algum para Wise. Daí temos EU QUERO VIVER!, que é um desses dramalhões pesados à beça, trata de temas espinhosos para a época em situações emocionalmente fortes, e Wise mais uma vez tira de letra.

EU QUERO VIVER! (visto em DVD lançado pela Classicline) recria o drama real de Barbara Graham, a primeira mulher enviada para a câmara de gás em San Quentin, na Califórnia, no início dos anos 50, e dá à atriz Susan Hayward o maior papel de sua carreira. Embora o filme tenha sido feito sob as restrições dos velhos códigos de produção, Wise deixa bem claro o tipo de vida que Graham tinha antes de sua prisão, acusada pelo assassinato de uma idosa, um crime pelo qual, ao que tudo indica, era inocente (na história real, parece que ela era realmente culpada). Prostituta e criminosa em vários sentidos durante grande parte da vida, Graham tenta levar uma vida “correta”. Casa-se, tem filho, mas o casamento se desintegra, e acaba tendo que voltar à velha vida, aos velhos parceiros de crime, para poder botar comida em casa. É detida, junto com seus parceiros, que atribuem o assassinato da velha à ela. Depois de um longo julgamento e um período no corredor da morte, Graham adentra a câmara de gás e é executada.

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É o tipo de filme que poderia degringolar e facilmente apelar para um sentimentalismo besta e óbvio, mas que acaba surpreendendo pela mão firme de Wise e, obviamente, a atuação ousada de Susan Hayward.

Apesar dessa figura moralmente questionável pelos ditos “bons costumes” tradicionais (argh), Hayward constrói uma figura tão fascinante, espirituosa e perspicaz que é difícil não se deixar levar pelo carisma da moça. O filme é todo Hayward, num desempenho intenso sem uma nota falsa. As cenas finais, que levam à execução de Graham, chegam a ser exaustivas de tão fortes em sua intensidade emocional, da agonia ao desespero, até que Graham finalmente perde a longa batalha para se livrar da execução, deixando a implacável e sórdida realidade de sua história uma lembrança indelével na mente do espectador.

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Wise dirige tudo isso com uma mistura de realismo dramático (as cenas finais no corredor da morte são extremamente detalhistas, quase didáticas) e o artifício do film noir, com um magnífico trabalho de claro e escuro, e composições tortas, e embala tudo isso na trilha jazzística de Johnny Mandel, que evoca uma certa energia. Dizem que Wise estava bastante interessado em seguir fielmente os fatos (apesar de algumas mudanças, como tornar a protagonista claramente inocente), e o time de roteiristas baseou o script em artigos escritos pelo jornalista vencedor do prêmio Pulitzer, Ed Montgomery, para o San Francisco Examiner, que acompanhou o caso de perto na época, e também em cartas que a própria Graham real escrevia em seus últimos meses de vida, na prisão. Wise chegou a visitar a verdadeira câmara de gás de San Quentin e até testemunhou uma execução real.

EU QUERO VIVER! não perde tempo fazendo julgamentos vulgares. É filme inteligente, adulto e inflexível, traz uma boa análise sobre a questão da pena de morte e do papel da imprensa no jornalismo criminal ao mesmo tempo em que constrói um drama fascinante com uma personagem muito forte. Hayward acabou ganhou o Oscar de Melhor Atriz naquele ano, sua primeira vitória depois de quatro indicações anteriores, e o filme recebeu outras cinco indicações.

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A edição em DVD da Classicline faz um bom trabalho com o visual, preservando bem a fotografia em preto e branco de forma nítida e forte, com bons contrastes. O DVD pode ser adquirido nas melhores lojas físicas do ramo ou na loja virtual da própria distribuidora.

ALÉM DA IMAGINAÇÃO 1.12: WHAT YOU NEED (1959)

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Este décimo segundo episódio da clássica série ALÉM DA IMAGINAÇÃO tem como base algumas velhas lições de moral. “Cuidado com o que pedes“, “dá uma mão e já querem o braço todo“, ou algo do tipo… Na trama de WHAT YOU NEED, temos Pedott (Ernest Truex), um vendedor ambulante com a incrível capacidade de dizer o que as pessoas precisam antes delas precisarem. Para o bandido de segunda categoria, Fred Renard (Steve Cochran), ele dá uma tesoura. A princípio, o sujeito não entende o motivo de ter recebido o objeto, mas é justamente isso que lhe salva a vida, mais tarde, quando sua gravata fica presa nas portas de um elevador e quase morre estrangulado. Só que Renard quer mais, muito mais, e tenta usar os talentos do velho para seu próprio benefício, transformando a vida de Pedott num inferno.

Obviamente, em certo momento, a justiça cósmica de ALÉM DA IMAGINAÇÃO cai pra cima de Renard de modo fulminante…

O roteiro escrito pelo próprio Rod Serling, criador da série, é baseada num conto de uma dupla, Henry Kuttner e C.L. Moore, e tratava de um cientista que inventa uma máquina que pode ler o provável futuro das pessoas e, em seguida, dava-lhes algo que precisassem para serem guiados na direção correta. Serling gostou da ideia, mas aproveitou só o conceito básico do material de origem. Cortou fora o cientista e sua máquina e resolveu abordar o tema de forma mais simples e direta, como um conto de fantasia urbana, sobre o idoso vendedor ambulante de calçada que pode prever o futuro e vende itens triviais (removedor de manchas, sapatos, tesouras, um bilhete de viagem, etc), mas que acabam por ser peças extremamente valiosas para quem as recebe.

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Apesar de simpático e em alguns momentos bem sombrio, WHAT YOU NEED acaba sofrendo um pouco pela falta de ousadia no roteiro de Serling. A mesma historinha que o roteirista adaptou já era muito manjada na época, fora publicada e republicada em diversos cadernos voltados para a ficção científica e já havia sido até adaptada em outra série também. E não há nada de novo, nenhum frescor, na abordagem de Serling por aqui. No fim das contas, acaba sendo apenas um episódio escorado nas lições de moral sem atingir todo o potencial que o conceito de fábula urbana, um noir fantástico, poderia alcançar.

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A grande qualidade de WHAT YOU NEED fica a cargo da dupla central de atores. Truex, que faz aqui à perfeição o velho vendedor ambulante. Já era um veterano ator que desde 1908, aos nove anos de idade, atuava nos palcos da Broadway. Trabalhou especialmente nos teatros aristocráticos de Londres enquanto o cinema não era muito a sua praia, embora tenha uma obra com mais de cem créditos. Já nos últimos anos de carreira, dedicou-se à televisão. Em ALÉM DA IMAGINAÇÃO voltaria atuar em um episódio da terceira temporada, KICK THE CAN. Já o vilão da trama, Steve Cochran, embora seja muito unilateral, consegue passar de forma magnífica a imagem ameaçadora que seu personagem exige. O cara fez seu nome interpretando bandidos e policiais corruptos durante o ciclo do film noir nos anos 40 e 50, como em PRIVATE HELL 36, de Don Siegel, que já comentei aqui no blog. Cochran também interpretou o braço direito de James Cagney em WHITE HEAT, um dos melhores filmes de Raoul Walsh.

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Especialmente pelos dois atores acima, e algumas cenas bem resolvidas visualmente, graças ao belo trabalho do competente diretor Alvin Ganzer (que viria ainda a comandar mais três episódios da série: THE HITCH-HICKER, NIGHTMARE AS A CHILD e THE MIGHT CASE, todos da primeira temporada), o saldo final acaba sendo positivo. WHAT YOU NEED pode não atingir todo seu potencial, mas é um episódio bacana que passa com clareza a sua mensagem.

Para ler sobre os outros episódios já comentados aqui no blog, clique aqui.

TOP 20 – 1998

Ano passado eu fiz um throwback de 20 anos, um retorno a 1998, e redescobri o cinema daqueles 365 dias. Vi várias coisas que deixei escapar na época e ao longo dos anos, e revi muita coisa que só tinha visto quando foram lançados por aqui, no cinema ou em vídeo. Deixo então um top 20 como resultado dessa prospecção:

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Willen Dafoe mexe com quem não devia em NEW ROSE HOTEL

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James Woods encara seu pior pesadelo em VAMPIROS

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Nic Cage com a fuça esmurrada em OLHOS DE SERPENTE

01. NEW ROSE HOTEL, Abel Ferrara
02. VAMPIROS, John Carpenter
03. OLHOS DE SERPENTE, Brian De Palma
04. ALÉM DA LINHA VERMELHA, Terrence Malick
05. BUFFALO 66, Vincent Gallo
06. SMALL SOLDIERS, Joe Dante
07. EYES OF THE SPIDER, Kyioshi Kurosawa
08. O GRANDE LEBOWSKI, Ethan e Joel Coen
09. O NEGOCIADOR, F. Gary Gray
10. MÁQUINA MORTÍFERA 4, Richard Donner
11. HE GOT GAME, Spike Lee
12. THE HOLE, Tsai Ming Liang
13. INIMIGO DO ESTADO, Tony Scott
14. KNOCK-OFF, Tsui Hark
15. GAROTAS SELVAGENS, John McNaughton
16. SOLDIER, Paul W.S. Anderson
17. DARK CITY, Alex Proyas
18. US MARSHALS – OS FEDERAIS, Stuart Baird
19. O RESGATE DO SOLDADO RYAN, Steven Spielberg
20. UM PLANO SIMPLES, Sam Raimi

Este ano já estou fazendo a mesma coisa com 1999… veremos no que dá.