FAVORITOS DEMENTIA¹³ 2016 – PARTE II

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15. THE NICE GUYS (2016), de Shane Black
Enquanto esperamos o próximo filme do PREDADOR, que só me interessa porque é o Shane Black que está desenvolvendo (e torcendo pra que ele traga o Arnie de volta), o sujeito lançou primeiro essa comédia de ação policial que é simplesmente uma das coisas mais deliciosas que eu vi este ano. Black é mestre em criar duplas, o rei dos Buddie Movies (foi o roteirista, por exemplo, de MÁQUINA MORTÍFERA), e aqui coloca Ryan Gosling e Russell Crowe hilários, numa trama neo-noir movimentada e cheia de situações tão perigosas quanto engraçadas. Alguns detalhezinhos e personagens sem interesse de vez em quando tentam estragar a diversão, mas não demora muito para as gargalhadas voltarem.

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14. THE NEON DEMON (2016), de Nicolas Winding Refn
Esse eu já escrevi aqui.

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13. MIDNIGHT SPECIAL (2016), de Jeff Nichols
Um road movie-thriller-sci-fi naturalista e minimalista com ecos em John Carpenter, especialmente STARMAN. Precisa dizer mais alguma coisa? A trama é sobre um menino com poderes extraordinários sendo perseguido pelas estradas americanas por agentes do governo e uma seita religiosa que espera o dia do juízo final. Mas o filme nunca se transforma em algo escapista e a coisa toda é preenchida com espaços vazios, elementos ambíguos, performances dos atores, conflitos internos não ditos e um final que parece desvendar algo, mas não revela nada realmente. Nichols é um cara que tem me chamado a atenção nos últimos anos no cinema americano. TAKE SHELTER e MUD demonstram que o cara tem estilo próprio e muito talento… Não vi ainda o primeiro filme dele nem o mais recente, mas este aqui é a prova de que ainda há vida inteligente por aí fazendo cinema de gênero…

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12. STAR WARS: THE FORCE AWAKENS (2015), de J.J. Abrams
O episódio VII pode até ser uma reciclagem no pior sentido da expressão, uma vítima das circunstâncias, engessado dentro dessa própria reciclagem… Mas o que eu posso fazer se é um dos filmes que eu mais me diverti dentro de uma sala de cinema em 2016? Porra, eu ri, eu vibrei, me emocionei, me deu vontade até de aplaudir em alguns momentos… Mas consegui me conter. É um espetáculo genuíno, com boa energia e homenagens que de alguma forma faz reviver o espírito da essência da trilogia original de STAR WARS.

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11. SULLY (2016), de Clint Eastwood
Honestamente, eu não sabia direito o que esperar de SULLY, mesmo tendo total confiança no Clint como diretor. Lembro bem da ocasião lá em 2009 quando um avião precisou fazer um pouso forçado em pleno Rio Hudson em Nova York. Mas estava curioso, como caralhos alguém iria preencher 90 minutos dessa história num filme minimamente interessante? Bem, Clintão conseguiu e eu fiquei toda a projeção absorvido pela direção do homem, pela belíssima atuação de Tom Hanks e por um roteiro, que é uma espécie de RASHOMON do desastre aéreo. Li em algum lugar um paralelo oposto entre SULLY e o filme anterior de Clint, SNIPER AMERICANO, que achei bem curioso. Não lembro quem escreveu ou disse isso, mas era mais ou menos que SNIPER era sobre um cara que fazia o errado achando que era o certo e que SULLY era sobre um sujeito que faz o certo mas acha que fez o errado… Claro, no fim ele prova o contrário, mas até lá temos um dos personagens mais fascinantes do ano.

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