NO RETREAT, NO SURRENDER 2 aka RAGING THUNDER (1988)

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Este aqui é uma lindeza de filme, mas prefiro o título original no qual fora produzido: RAGING THUNDER. Genérico, clichê e sem qualquer sentido! Mas quem se importa? Depois, no entanto, os produtores tiveram a “brilhante” ideia de encorporá-lo como um exemplar da série NO RETREAT, NO SURRENDER, que já comentei por aqui no post anterior, cuja principal importância para a história do cinema mundial foi ter apresentado ao mundo um certo ator belga que faria a alegria da moçada na época. Só que RAGING THUNDER é totalmente “independente”, já que não possui nada que faça ligação com o filme anterior. Em outras palavras, fiquem à vontade para assistir a este aqui sem se preocupar em conferir o primeiro. Não vai fazer diferença alguma.

Não sei a que fim levou Kurt McKinney (que trocou o cinema de luta por um casamento), o protagonista do primeiro NO RETREAT, NO SURRENDER, mas aqui é substituído por Loren Avedon, que interpreta um kickboxer americano (saudade dos tempos quando os heróis dos filmes de ação ainda possuiam a profissão “kickboxer” e isso quase bastava para desenvolver uma trama) que viaja até a Tailândia e se vê envolvido numa situação perigosa quando sua namoradinha à distância (para os mais novos, naquela época não havia internet e as pessoas se correspondiam através de um papel escrito à mão, chamado carta) é sequestrada por uns russos que, dentre várias atividades, traficar humanos parece ser uma das mais rentáveis. Avedon, então, une forças com a Cynthia Rothrock e um outro americano maluco e enfrenta um verdadeiro exército para salvar a vida da mocinha.

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Saudade, também, do tempo em que o herói deveria apenas salvar a mocinha… É que 80% dos filmes de ação da atualidade é protagonizado por heroizinhos com conflitinhos psicológicos banais, cheio de complexidades e missões exacerbadas, mas não aguentariam 30 segundos com um Loren Avedon, Jeff Speakman ou Billy Blanks no mano a mano (o Liam Neeson não faz parte dos 80%).

Lembrei que NO RETREAT, NO SURRENDER 2 também foi dirigido pelo Corey Yuen, então existe ao menos essa relação com o filme anterior, que apesar de ser legal, este aqui o supera com folgas, é bem melhor em todos os sentidos. Yuen utilizou a mesma equipe do departamento de ação de BLONDE FURY, com a Rothrock, que arrebenta nesse tipo de cena. O diretor desta vez foi às favas com aquela mensagenzinha de “acreditar em si mesmo e blá blá blá” do filme anterior e substituiu com doses brutais de pancadaria e ação.

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Loren Avedon nunca vai ganhar um Oscar pelo conjunto da obra, mas o sujeito é um lutador extremamente talentoso e não fica muito atrás dos especialistas no assunto lá do oriente. Da mesma forma Rothrock, que dispensa apresentação (aliás, eu sou o único que acha ela uma tetéia?). Mas para os apreciadores da moça, já aviso que se estão procurando performances interessantes dela por aqui, vão sair desapontados. Recomendo o já citado BLONDE FURY ou RIGHTING WRONGS (ambos do Yuen) para conferir do que a mulher é capaz! O “chefão dos bandidos” da imagem aí de cima é o alemão fortão Matthias Hues, fazendo sua estréia no cinema, substituindo o papel que seria de Jean Claude Van Damme (que pulou fora para fazer O GRANDE DRAGÃO BRANCO). Responsabilidade! Mas a luta final entre ele e Avedon é épica! Um dos momentos dignos de antologia da era dos kickboxer movies!

Uma curiosidade é que Hues não era bem um especialista em lutas. Nunca havia feito cenas desse porte, contracenando com lutadores e encarando coreografias elaboradas. Como disse, este aqui é seu primeiro trabalho como ator. Era apenas um cara visualmente forte… Então, colocaram o sujeito para treinar intensivamente com o lendário ator e coreógrafo Hwang Jang Lee e, passado algumas semanas, chegou o momento de filmar a tal luta final e… bom, basta conferir no filme o belíssimo resultado.

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Pretendo continuar escrevendo nos próximos posts sobre as “continuações” de NO RETREAT NO SURRENDER. O terceiro filme da série chegou aqui no Brasil com o título de OS IRMÃOS KICKBOXERS, é um autêntico clássico do gênero e possui papel importante na minha formação cinéfila (foi o primeiro kickboxer movie que assisti na vida!). Há ainda o quarto capítulo, que nunca recebeu o título NO RETREAT, NO SURRENDER, mas chegou a ser lançado em alguns países como KARATE TIGER 4 (mais uma maneira na qual a série foi veiculada). Estamos falando de THE KING OF THE KICKBOXERS. E como também possui o Loren Avedon, não dá para não considerar parte da franquia.

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4 respostas para NO RETREAT, NO SURRENDER 2 aka RAGING THUNDER (1988)

  1. Daniel disse:

    Cara, esse filme é uma belezura! A rapaziada quebrava a madeira alucinadamente de maneira brutal e empolgante! A velocidade me cativava.
    … e a Cynthia, ainda tetéia.
    E please, continue escrevendo sobre a saga da ¨não rendição¨!
    Atélogoamente.

  2. Anselmo Luiz disse:

    Nunca assisti esse filme,pois na epoca descobri que o Van Damme não fazia e decidi não aluga-lo .. mas quando descobri que á Cynthia Rothrock fazia o filme não consegui acha-lo mas pra locação e pior o filme deixou de ser exibido na TV , tambem isso já era o começo dos anos 2000.
    Agora somos dois que acham Cynthia Rothrock uma tetéia.. sempre ache ela muito bonita ,ela tem uma beleza exotica e como luta no seus filmes a baixinha é boa mesmo de briga ( queira se golpeado por ela um dia) ,pena que ha pouco filmes dela no falido mercado de DVD Brasileiro ,eu só tenho dois filmes dela ” Grande Fuga ” e ” Guardiões do Sol ” não sei se foi lançado mais do que isso, caso voce saiba que fora lançado mais filmes dela, me tire essa duvida amigo Perrone,ok?

    • Ronald Perrone disse:

      Também não sei se foram lançados mais coisas dela por aqui… Mas deveria. A moça tem vários filmes bem legais no final dos anos 80 e início dos 90. Fase boa pra esse tipo de filme…

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