I DON’T GIVE A FUCK ABOUT YOUR WAR… OR YOUR PRESIDENT

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BIG BAD MAMA (1974)

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Uma daquelas pérolas que os anos 70 nos deu. Estamos no período da depressão americana, temos a Lei Seca, assalto à bancos, tiroteios à rodo com Tommy Gun’s cuspindo fogo e Angie Dickinson peladona! Precisa de mais alguma coisa para BIG BAD MAMA ficar melhor? Ah, claro, a presença hilária de Dick Miller numa produção do grande Roger Corman.

Naquele período, Corman começava a fazer dinheiro com pequenos gangster movies e resolveu apostar na anti-heroína Wilma McClatchie, a tal Big Bad Mama do título, vivida por Dickinson, e suas duas filhas espirituosas e sapecas, que embarcam numa jornada no mundo do crime, no qual estão sempre envolvidas em roubos, sequestros, perseguições, tiroteios, num road movie alucinante de ação e com vários personagens interessantes cruzando o caminho das três protagonistas. Como o ladrão de bancos encarnado por Tom Skerritt, o romântico jogador compulsivo na pele de William Shatner e o policial durão vivido por Miller, com suas expressões impagáveis, definitivamente uma das melhores coisas de BIG BAD MAMA. Sempre que está prestes a concluir sua missão de capturar Big Mama, algo dá errado e suas reações são, no mínimo, de rachar o bico! Não tem como não ser fã desse eterno coadjuvante…

A direção é de Steve Carver, que no ano seguinte fez outro filme ótimo do gênero para Corman: CAPONE, com Ben Gazzara no papel título. Dirigiu depois Chuck Norris pelo menos duas vezes, como o McQUADE – O LOBO SOLITÁTIO, que eu acho um filmaço! BIG BAD MAMA é o seu primeiro longa e já demonstra boa habilidade trabalhando muitas sequências de ação, um senso de humor bem equilibrado, mantendo as coisas num ritmo ágil e divertido… é claro que a pulsão sexual e a quantidade de nudez também ajudam, especialmente com as personagens das filhas (Susan Sennett e Robbie Lee) bem à vontade e Angie Dickinson, nos seus 43 anos, expondo seus atributos de deixar muita mulher de vinte com inveja.

BIG BAD MAMA recebeu o título A MULHER DA METRALHADORA aqui no Brasil e ganhou uma continuação nos anos 80, dirigido por outro pupilo de Corman, Jim Wynorski.

100 FILMES DO SÉCULO XXI

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Colin Farrell de mullets e Jamie Foxx em MIAMI VICE

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Viggo Mortensen se purifica depois de praticar uma última matança em MARCAS DA VIOLÊNCIA.

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Joaquim Phoenix se enfia no meio do matagal atrás de um bandido e prova que merece “ser da famíla” em  WE OWN THE NIGHT.

Recentemente a BBC publicou esta lista do que seria, para seus editores e mais de sessenta críticos convidados ao redor do mundo, os 100 melhores filmes deste século até agora. Não demorou muito para que alguns amigos se arriscassem a criar suas próprias listas e, fanático por esse tipo de coisa que eu sou, também resolvi encarar o desafio de fazer a relação do que há de melhor em produção, numa lista muito pessoal, do século XXI. Mas decidi não incluir este ano atual pra não entregar ainda meus favoritos de 2016… hehe! Coloquei meio que em ordem de preferência, mas tirando, sei lá, os cinco primeiros colocados, não dá pra levar muito a sério esse critério pelo restante da relação. Aqui vai:

100. FAST FIVE (2011), de Justin Lin
99. ANTICRISTO (2009), de Lars Von Trier
98. BLACKHAT (2015), de Michael Mann
97. IT FOLLOWS (2014), de David Robert Mitchell
96. BASIC (2003), de John McTiernan
95.OS EXCENTRICOS TENEMBAUMS (2001), de Wes Anderson
94. THE CABIN IN THE WOODS (2012), de Drew Goddard
93. CASSANDRA’S DREAM (2008), de Woody Allen
92. UNIVERSAL SOLDIER: DAY OF RECKONING (2012), de John Hyams
91. PASSION (2012), de Brian de Palma
90. BUG (2006), de William Friedkin
89. APOCALYPTO (2006), de Mel Gibson
88. OS TRÊS ENTERROS DE MELQUIADES ESTRADA (2005), de Tommy Lee Jones
87. THE HURT LOCKER (2008), Kathryn Bigelow
86. CORPO FECHADO (2002), de M. Night Shyamalan
85. EASTERN PROMISES (2007), de David Cronenberg
84. INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL (2001), de Steven Spielberg
83. O LABIRINTO DO FAUNO (2006), de Guillermo Del Toro
82. ESSENTIAL KILLING (2010), de Jerzy Skolimowski
81. SKYFALL (2012), de Sam Mendes
80. DISTRITO 9 (2009), de Neil Blomkamp
79. DJANGO LIVRE (2012), de Quentin Tarantino
78. BREAKING NEWS (2004), de Johnnie To
77. OS OITO ODIADOS (2015), de Quentin Tarantino
76. ANTES QUE O DIABO SAIBA QUE VOCÊ ESTÁ MORTO (2007), de Sidney Lumet
75. THE GREY (2012), de Joe Carnahan
74. DEJA VU (2004), de Tony Scott
73. FEMME FATALE (2002), de Brian De Palma
72. TAKEN (2008), de Pierre Morel
71. THE BLACK DAHLIA (2006), de Brian De Palma
70. BONE TOMAHAWK (2015), de S. Craig Zahler
69. DIA DE TREINAMENTO (2001), de Antoine Fuqua
68. MR 73 (2008), de Olivier Marchal
67. VÍCIO FRENÉTICO (2009), de Werner Herzog
66. PROMETHEUS (2012), de Ridley Scott
65. THE MIST (2008), de Frank Darabont
64. MINORITY REPORT (2002), de Steven Spielberg
63. HARD TO BE A GOD (2013), de Aleksei German
62. THE RAID (2011), de Garret Evans
61. O ASSASSINATO DE JESSE JAMES PELO COVARD ROBERT FORD (2007), Andrew Dominik
60. DEIXA ELA ENTRAR (2008), de Tomas Alfredson
59. THE MASTER (2013), de Paul Thomas Anderson
58. DRUG WAR (2012), de Johnnie To
57. CISNE NEGRO (2010), de Darren Aronofsky
56. I SAW THE DEVIL (2010), de Ji-Woon Kim
55. THE BLACK BOOK (2006), de Paul Verhoeven
54. SYRIANA (2005), de Stephen Gaghan
53. KILL BILL VOL. II (2004), de Quentin Tarantino
52. RULES OF ENGAGEMENT (2000), de William Friedkim
51. MEMORIES OF A MURDER (2003), de Bong Joon-Ho
50. O VENTO E A MARÉ (2000), de Tsui Hark
49. LES SAVATES DU BON DIEU (2000), de Jean-Claude Brisseau
48. SOBRE MENINOS E LOBOS (2003), de Clint Eastwood
47. PUBLIC ENEMIES (2009), de Michael Mann
46. OPEN RANGE (2004), de Kevin Costner
45. JOHN WICK (2014), de Chad Stahelski e David Leitch
44. ELEIÇÃO 2 (2006), de Johnnie To
43. SHA PO LANG (2005), de Wilson Yip
42. GOOD BYE DRAGON INN (2003), de Tsai Ming Liang
41. KILL BILL VOL. I (2003), de Quentin Tarantino
40. A VIDA MARINHA COM STEVE ZISSOU (2004), de Wes Anderson
39. OS ANJOS EXTERMINADORES (2006), de Jean-Claude Brisseau
38. ONLY GOD FORGIVES (2013), Nicolas Winding Refn
37. MENINA DE OURO (2004), de Clint Eastwood
36. O AVIADOR (2004), de Martin Scorsese
35. RAMBO (2008), de Sylvester Stallone
34. ELEIÇÃO (2005), de Johnnie To
33. VALHALLA RISING (2010), de Nicolas W. Refn
32. PUSH DRUNK LOVE (2002), de Paul T. Anderson
31. GHOST OF MARS (2001), de John Carpenter
30. SPACE COWBOYS (2000), de Clint Eastwood
29. LAND OF THE DEAD (2005), de George A. Romero
28. THE YARDS (2000), de James Gray
27. OS INFILTRADOS (2006), de Martin Scorsese
26. MISSÃO MARTE (2000), de Brian De Palma
25. GRAN TORINO (2008), de Clint Eastwood
24. CAÇADO (2003), de William Friedkin
23. CIDADE DOS SONHOS (2001), de David Lynch
22. ERA UMA VEZ EM NOVA YORK (2013), de James Gray
21. ROCKY BALBOA (2006), de Sylvester Stallone
20. TWO LOVERS (2009), de James Gray
19. THE WRESTLER (2008), de Darren Aronofsky
18. BASTARDOS INGLÓRIOS (2009), de Quentin Tarantino
17. ONDE OS FRACOS NÃO TÊM VEZ (2008), de Ethan e Joel Coen
16. MUNICH (2005), de Steven Spielberg
15. A PROPOSTA (2005), John Hillcoat
14. HOLY MOTORS (2013), de Leos Carax
13. MAD MAX: FURY ROAD (2015), de George Miller
12. ZODIACO (2007), de David Fincher
11. A BITTERSWEET LIFE (2005), Ji-Woon Kim
10. OS MERCENÁRIOS (2010), de Sylvester Stallone
09. EXILADOS (2006), de Johnnie To
08. COISAS SECRETAS (2002), de Jean-Claude Brisseau
07. DRIVE (2011), de Nicolas W. Refn
06. COLATERAL (2004), de Michael Mann
05. SANGUE NEGRO (2007), de Paul T. Anderson
04. GANGUES DE NOVA YORK (2002), de Martin Scorsese
03. WE OWN THE NIGHT (2007), de James Gray
02. MARCAS DA VIOLÊNCIA (2005), de David Cronenberg
01. MIAMI VICE (2006), de Michael Mann

PS:

ESPECIAL DON SIEGEL #27: O ÚLTIMO PISTOLEIRO (The Shootist, 1976)

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Tinha convidado alguém pra escrever sobre O ÚLTIMO PISTOLEIRO, mas isso já faz mais de um ano, acabou que a pessoa não me enviou nada e eu também não lembro quem era, então tanto faz. O importante é dar prosseguimento à peregrinação do cinema de Don Siegel, que chega neste western que carrega, digamos, uma certa importância peculiar. O fato é que três anos depois de protagonizar O ÚLTIMO PISTOLEIRO, o maior ícone do western americano, John Wayne, bateu as botas por conta de um câncer fodido no pulmão e estômago. Este filme aqui, portanto, acabou por ser sua derradeira performance. E não poderia ser mais melancólico que o último filme do “Duke” fosse sobre um velho pistoleiro em fim de carreira chamado J. B. Booker, que descobre que tem um câncer terminal.

Booker só quer viver seus últimos dias da melhor maneira possível. Para confirmar a suspeita sobre sua saúde, visita um velho amigo médico, Dr. Hosteler, interpretado por por outro gigante, James Stewart, e obtém o diagnóstico que confirma seu câncer incurável. Em seguida, aluga um quarto em uma pensão administrada por uma viúva (Lauren Bacall) e seu filho adolescente (vivido por um jovem Ron Howard). Uma vez que Booker é reconhecido pela sua fama, as notícias se espalham pela pequena cidade de Carson City, incluindo sobre a doença, e percebe que não vai conseguir viver o pouco tempo que  lhe resta tão pacificamente como gostaria. Há tanto pessoas que tentam tirar proveito da presença do sujeito, como o agente funerário (John Carradine) que pretende embalsamar seu corpo, ou o jornalista que quer publicar um livro sobre suas façanhas, quanto, obviamente, outros pistoleiros desfrutando da situação para ganhar fama num possível duelo com Booker. Como o sujeito não quer “partir dessa para uma melhor” em agonia, deitado numa cama, a ideia de morrer trocando tiros com quem quer que seja até que não é tão ruim…

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John Wayne, como não poderia ser diferente, é o tour de force de O ÚLTIMO PISTOLEIRO, está simplesmente sensacional. O sujeito reúne toda a essência da persona que desenvolveu ao longo da carreira vivendo centenas de personagens para transcender em Booker, o cowboy em fim de carreira definitivo. Wayne nunca esteve tão carismático e singelo como aqui, sem perder o jeito durão que o transformou num dos maiores casca-grossas do velho oeste. Mas são os momentos bucólicos e simples que dão força ao filme: os diálogos entre Wayne e Bacall, a relação fraternal que surge entre o protagonista e o jovem Ron Howard e principalmente Wayne contracenando com James Stewart, num desses momentos dignos de antologia.

Don Siegel aproveita todo esse material humano da melhor maneira possível, sem nunca soar piegas pelos temas delicados e nem cair na tentação de transformar a coisa toda num dramalhão sentimental. O filme é até bastante leve e divertido, embora não tenha a energia de outros trabalhos do homem, que foca mais nas performances do elenco. E apesar de atores talentosos, que é realmente o melhor de O ÚLTIMO PISTOLEIRO, o filme não deixa de ter alguns problemas. Depois de um começo sólido, que te cativa, o ritmo começa a cair um bocado, enrola demais e me peguei bocejando lá pelas tantas.

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Rola algumas histórias de que Siegel e Wayne não teriam se dado muito bem durante as filmagens e era comum o ator tentar querer dirigir o filme, atravessando Siegel, reclamando que o projeto merecia um tom mais épico, totalmente fora do estilo mais seco do diretor. Inclusive chegou a queixar e palpitar no tiroteio final, dizendo que seu personagem nunca poderia atirar em alguém pelas costas, que  nunca tinha feito isso na vida, e esse tipo de baboseira. Acho que o “Duke” já estava perdendo a noção, mas O ÚLTIMO PISTOLEIRO volta a melhorar justamente perto do final, quando Books parte na iminência de encarar os seus inimigos à base de chumbo-grosso. E ação do clímax talvez não seja das melhores sequências de tiroteio que o Siegel já filmou na vida, mas é classuda, tensa e sangrenta suficiente pra prender a respiração.

De qualquer forma, o saldo final é muito positivo. O ÚLTIMO PISTOLEIRO pode não ser a melhor despedida, mas não deixa de ser um bom reflexo da mudança dos tempos para um pistoleiro old school adentrando no século XX, e um interessante estudo sobre a aproximação da morte. E vale muito a pena aproveitar o “Duke” numa atuação daquelas!

UM POUCO DE SANGUE…

… Só pra relaxar. Foi-me solicitada essa lista, dos meus slasher movies favoritos. Apesar da minha fissura pelo horror, não sou expert no subgênero. Muita coisa importante dentro do estilo eu ainda não conferi, o que é bom porque fazer essa lista me deu vontade de ver algumas coisinhas… Mas vocês vão notar a ausência de vários exemplares importantes. Enfim, deu pra chegar em dez títulos que gosto muito (apesar da trapaça no final da lista). Segue então um top 10 Slasher movies:

pieces310. O TERROR DA SERRA ELÉTRICA (Pieces, 1982), de Juan Piquer Simon

burning209. CHAMAS DA MORTE (The Burning, 1981), de Tony Maylam

alice-sweet-alice-remake08. COMUNHÃO (Alice, Sweet Alice, 1976), de Alfred Sole

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07. QUEM MATOU ROSEMARY? (The Prowler, 1981), de Joseph Zito. Tem texto dele aqui

af1da-BFD7F9D0-96E9-447B-857F-6A2A4E763BB906. O MASSACRE DA SERRA ELÉTRICA 2 (The Texas Chainsaw Massacre 2, 1986), de Tobe Hooper. Sim, eu adoro isso aqui!

impaled05. BANHO DE SANGUE (Bay of Blood, 1971), de Mario Bava. Também conhecido no Brasil sob o genial título O SEXO NA SUA FORMA MAIS VIOLENTA.

Stagefright-1987-Killer-Chainsaw-740x49304. O PÁSSARO SANGRENTO (Stagefright, 1987), de Michele Soavi

friday-the-13th-part-303. SEXTA-FEIRA 13 – Aqui começa a trapaça… Para não ficar enchendo a lista com vários filmes de uma mesma franquia, resolvi colocar a saga toda em destaque. Primeiro, pela representatividade que essa série possui no gênero, segundo, por ter criado um dos principais ícones do slasher, Jason Voorhees. Gosto basicamente de toda a série, mas destaco especialmente SEXTA-FEIRA 13 (Friday the 13, 1982), de Sean S. Cunninghan; SEXTA-FEIRA 13 – PARTE 2 (Friday the 13th Part II, 1981), de Steve Miner; SEXTA-FEIRA 13 – PARTE III (Friday the 13th Part III, 1982), novamente do Miner, e a belezinha SEXTA-FEIRA 13 PARTE IV – CAPÍTULO FINAL (Friday the 13th: The Final Chapter, 1984), de Joseph Zito.

47968802. A HORA DO PESADELO – A mesma coisa aqui. Tirando um ou outro, gosto de todos os filmes da série, com destaque para A HORA DO PESADELO (A Nightmare on Elm Street, 1984), de Wes Craven; A HORA DO PESADELO 2: A VINGANÇA DE FREDDY (A Nightmare on Elm Street 2: Freddy’s Revenge, 1985), de Jack Sholder; A HORA DO PESADELO: OS GUERREIROS DOS SONHOS (A Nightmare on Elm Street 3: Dream Warriors, 1987), de Chuck Russell, e uma maravilha chamada A HORA DO PESADELO 7 (New Nightmare, 1994), do Craven.

halloween_jamie-lee-curtis101. HALLOWEEN (1978), de John Carpenter