OS INVASORES DE CORPOS (Invasion of the Body Snatchers, 1978)

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Ainda no clima de VAMPIROS DE ALMAS, resolvi assistir a OS INVASORES DE CORPOS, de Philip Kaufman, sua primeira refilmagem, lançada 22 anos depois. E que baita surpresa! Não esperava um filme tão bom, tão eficiente em termos de horror e suspense… Evidentemente, o contexto histórico e político dos Estados Unidos agora é outro, até mesmo o tipo de cinema que se praticava, na Nova Hollywood, havia mudado bastante nessas duas décadas que o separam, além de outras dezenas diferenças notáveis a olho nu, mas é impossível fugir de alguns temas e alegorias que permanecem intactas em relação ao filme original de Don Siegel. Continuar lendo

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ESPECIAL DON SIEGEL #10: VAMPIROS DE ALMAS (Invasion of the Body Snatchers, 1956)

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Por mais que coloquem o diretor Don Siegel como um dos grandes mestres do cinema policial, western e de ação norte-americano, o que de fato não deixa de ser, frequentemente é VAMPIROS DE ALMAS, um sci-fi aterrorizante de relativo baixo orçamento, o trabalho mais lembrado e celebrado de sua carreira e que o próprio diretor considerava um de seus prediletos. Mas realmente é uma obra bastante curiosa em diversos aspectos e acabou se tornando um dos filmes mais importantes e definitivos sobre invasão alienígena em pleno auge da ficção científica nos anos 50. Continuar lendo

AVISEM OS PROFESSORES: O VINGADOR TÓXICO É UM FILME CULT

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por Gabriel Lisboa

Nos tempos em que era comum ainda andar pelas prateleiras de uma locadora para procurar o que assistir, só olhando pelas capas, eles estavam lá. Muitas vezes fora do seu habitat mais adequado e já que você nunca tinha ouvido falar acabava achando que era só um filme estranho. Não sei se foi o canal do Telecine que tornou o termo mais comum, já que antes de se tornar “Cult”, o espaço reservado para os filmes mais antigos e alternativos na TV paga era chamado de Classic. O que ainda acontece é encontrar nas locadoras, uma prateleira de filmes cult, com 2001 – UMA ODISSEIA NO ESPAÇO (68) vizinho de AMÉLIE POULAIN (01). Alguns dizem que filme cult é um filme alternativo, fora do circuito comercial dos grandes cinemas. Acabam classificando filmes não hollywoodianos automaticamente como cult. Tem gente ainda, que diz que o cult é um filme inteligente, que ganha áurea de intelectual. Aí todo mundo sai perdendo. Procurei por algumas explicações para o termo em alguns sites e blogs brasileiros só para ter certeza de como ainda se bate nas mesmas teclas (Godard e Truffaut, cults por excelência)[1]. Continuar lendo

MAD MAX: ESTRADA DA FÚRIA (Mad Max: Fury Road, 2015)

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Divagações rápidas sobre este novo episódio, pra fechar a série de comentários que fiz na semana passada. Estava aqui pensando… Trinta anos separam ALÉM DA CÚPULA DO TROVÃO de MAD MAX: FURY ROAD e, durante esse tempo, o cenário do cinema de ação foi de mal a pior. Tirando, claro, as raras exceções que ainda encontramos a cada ano, frequentemente soltamos um “não se faz mais filmes de ação como antigamente…”, lamento quase unânime entre os fãs de ação old school. E aí precisou vir esse senhor de setenta anos, que atende pelo nome de George Miller, retornando ao universo que criou há quase quatro décadas, para mostrar à maioria dos diretores atuais do gênero que, na verdade, eles não têm a mínima noção do que fazem. Continuar lendo

MAD MAX – ALÉM DA CÚPULA DO TROVÃO (Mad Max Beyond Thunderdrome, 1985)

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E ontem foi o grande dia da estreia do tão aguardado MAD MAX: FURY ROAD, o quarto episódio da saga do personagem Max Rockatansky e suas desventuras no universo definitivo do pós-apocalipse. Mas, como só vou poder ver o filme hoje à noite, seguimos ainda com um dos antigos, MAD MAX – ALÉM DA CÚPULA DO TROVÃO, que até outro dia era responsável por fechar a trilogia com chave de ouro. Continuar lendo

MAD MAX 2: A CAÇADA CONTINUA (Mad Max 2, aka The Road Warrior, 1981)

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Era para ter postado ontem sobre MAD MAX 2: A CAÇADA CONTINUA. Como se não bastasse a dificuldade que é escrever sobre meus filmes favoritos, como é o caso deste aqui, ainda apaguei sem querer um texto praticamente pronto e não consegui mais recuperá-lo. Tive que começar do zero, o que me desanimou… Mas como prometi que ia comentar sobre a saga de “Mad” Max Rockatansky, vamos tentar outra vez. Continuar lendo

MAD MAX (1979)

snapshot20090405075405 Como todas as atenções dos fãs do bom cinema de ação estarão em cima do lançamento de MAD MAX: FURY ROAD, o quarto exemplar da franquia iniciada lá atrás, há 36 anos, achei que seria legal fazer alguns comentários sobre a série. Começando por MAD MAX, o primeiríssimo, até porque revi todos por esses dias e é sempre uma experiência incrível acompanhar as aventuras de “Mad” Max Rockatansky e a visão do diretor George Miller na criação de um dos universos mais perturbadores e definitivos do mundo pós-apocalíptico, copiado de todas as formas possíveis no cinema – especialmente o segundo, que é uma obra-prima e um dos meus filmes favoritos da vida. Continuar lendo

BRUCE LEE AGAINST SUPERMEN (1975)

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Não é difícil entender o surgimento do movimento Bruceploitation, mas como é a primeira vez que escrevo sobre um exemplar aqui no blog, vou dar uma breve contextualização para quem nunca ouviu falar do termo. A coisa é bem simples, na verdade, e começa com a morte de Bruce Lee. Não preciso mencionar que o sujeito era o mais famoso astro do cinema de artes marciais do período, não é? Sua morte prematura, no entanto, foi um baque tremendo para a indústria cinematográfica local, que temia que a ausência do nome “Bruce Lee” nos créditos e peças publicitárias dos filmes diminuísse o sucesso comercial que esse tipo de produção vinha tendo. Com uma boa dose de picaretagem, alguns estúdios começaram a tirar proveito da fama internacional de Lee realizando filmes nos mesmos moldes dos veículos do falecido, mas estrelados por atores que mudaram seus nomes artísticos para que soassem como Bruce Lee. Daí surgiram os seus “clones”, Bruce Li, Bruce Le e outros tantos. Continuar lendo

ESPECIAL DON SIEGEL #9: DOIS CORAÇÕES E UMA ALMA (An Annapolis Story, 1955)

Quando escrevi sobre NOITE APÓS NOITE, segunda publicação deste especial Don Siegel, iniciei o texto dizendo que o filme corria o risco de ser o trabalho mais fraco do homem. Enganei-me completamente. Não corria risco algum, mas também não tinha como eu adivinhar que DOIS CORAÇÕES E UMA ALMA seria tão ruim. Como tenho feito em quase todos os posts, passo a palavra ao diretor: “Certamente não é um bom filme“, disse Siegel a Peter Bogdanovich. Preciso acrescentar alguma coisa? Continuar lendo