ESPECIAL McT #10: ROLLERBALL (2002)

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Depois de recuperar seu prestígio como diretor, refilmando um clássico de Norman Jewinson, THOMAS CROWN – A ARTE DO CRIME, John McTiernan passou para o trabalho seguinte, um remake de um filme do Norman Jew… Opa! Curiosamente, ROLLERBALL é a releitura de um filme de 1975, dirigido pelo mesmo sujeito de CROWN, O MAGNÍFICO, o que, na verdade, não importa muito. O que vale mesmo é que o seu filme de 99 é um dos grandes trabalhos da carreira de McT, enquanto este aqui trata-se, sem nenhuma dúvida, do pior de todos.

Outro fato que tem sua graça é que foi na produção de ROLLERBALL que McT resolveu contratar o detetive particular Anthony Pellicano para colocar escutas telefônicas em seu produtor, o que anos depois deu uma merda grande e em 2013 acabou colocando o diretor atrás das grades por um ano inteiro. Não bastava ser ruim pra cacete, o filme ainda teve que foder com a vida de McTiernan…

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Mas por que essa tralha é tão ruim assim? Bem, a coisa é equivocada em vários níveis, mas apenas uma delas me incomodou profundamente ao ponto de estragar a experiência… Mas vamos à trama para contextualizar esse problema. No futuro há um esporte chamado Rollerball em que os jogadores de cada equipe têm de colocar uma esfera de metal num buraco em determinado ponto de uma arena toda arquitetada, onde os participantes utilizam patins ou motocicletas para a locomoção. Não há muitas regras e a violência corre solta. E, ao que parece, um grande executivo percebeu que quanto mais sangue, mais audiência. Portanto começa a subornar algumas equipes para causar mais danos em outros jogadores do que o necessário. Jonathan Cross (Chris Klein) é o protagonista, um esportista radical que recebe um dinheirão para participar desses jogos violentos, acaba descobrindo o lado sujo da coisa e decide agir.

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Ok, aparentemente tudo bem por aqui. Mas é quando realmente vemos o tal jogo que o grande problema vem à tona. A principal falha de ROLLERBALL é o esporte em si, que teoricamente era pra ser eletrizante e violento, mas na prática acaba não parecendo ser mais perigoso do que um futebol americano ou qualquer outro esporte de contato mais forte. É tudo muito limpinho e extremamente confuso na sua construção espacial e são poucos os momentos que McTiernan consegue criar tensão ou adrenalina nessas sequências, que resultam loooongas e chatas. Isso me incomodou MUITO em comparação com os outros problemas que o filme tem (más atuações e algumas ideias do roteiro que simplesmente não funcionam como deveriam), mas que seriam relevados caso o tal jogo fosse divertido de ver.

Única bola fora do McTiernan em sua carreira. Até mesmo O 13º GUERREIRO tem seus momentos e ao menos nunca fica chato. Até consigo perceber a mão de McT na condução em alguns instantes, especialmente no visual, mas nada que salve o filme da desgraça. Cinema é emoção, como já dizia Sam Fuller, e ROLLERBALL não tem nenhuma. Agora preciso rever o original, no qual pelo que me lembre é infinitamente superior.

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Um pensamento sobre “ESPECIAL McT #10: ROLLERBALL (2002)

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