PAIXÃO INTRÉPIDA

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Ou o porquê de ser o favorito de 2013.
A todos um excelente ano novo.

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FAVORITOS DEMENTIA¹³ DE 2013

Não sou um devorador de filmes recentes e procuro ver apenas o que julgo essencial da nova safra. Prefiro passar ano após ano a tentar redescobrir e conhecer alguns clássicos e exemplares obscuros, ou fazer ciclos com diretores que me interessam. De qualquer forma, aqui estão os meus 20 favoritos de 2013 em ordem de preferência (com margem até 2012, com produções que não assisti naquele ano):

1920. A CAÇA, Thomas Vinterberg

1719. ESCAPE PLAN, Mikael Håfström

1518. OUTRAGE BEYOND, Takeshi Kitano

1617. MOTORWAY, Pou-Soi Cheang

skdskd-0216. THE CANYONS, Paul Schrader

1315. JOHN DIES AT THE END, Don Coscarelli

1214. THE LAST STAND, Jim Woon-Kim

1113. SAFE HAVEN, Gareth Evans & Timo Tjahjanto
(Segmento do longa V/H/S 2)

leviathan201212. LEVIATHAN, Lucien Castaing-Taylor & Véréna Paravel

2011. MUD, Jeff Nichols

1010. SIGHTSEERS, Ben Wheatley

909. THE COUNSELOR, Ridley Scott

808. BULLET TO THE HEAD, Walter Hill

707. DJANGO LIVRE, Quentin Tarantino

606. THE ACT OF KILLING, Joshua Oppenheimer

505. ONLY GOD FORGIVES, Nicolas Winding Refn

404. THE MASTER, Paul Thomas Anderson

303. LA FILLE DE NULLE PART, Jean-Claude Brisseau

202. DRUG WAR, Johnnie To

101. PASSION, Brian De Palma

10 FILMES DE HORROR DE 2013

Mais uma listinha, dessa vez com os filmes de horror que me chamaram a atenção em 2013 e etc… Enfim, os mesmos critérios do post anterior. Em ordem alfabética:

BAY THE BAY (2012), Barry Levinson

CONJURING THE CONJURING (2013), James Wan

EVIL DEAD EVIL DEAD (2013), Fede Alvarez

INSIDIOUS INSIDIOUS 2 (2013), James Wan

KISS KISS OF THE DAMNED (2012), Xan Cassavetes

LESSON LESSON OF THE DEVIL (2012), Takashi Miike

MANIAC MANIAC (2012), de Franck Khalfoun

NO ONE NO ONE LIVES (2012), de Ryûei Kitamura

VHS V/H/S 2 (2013), de Simon Barret, Jason Eisener, Gareth Evans, Gregg Hale, Eduardo Sánchez, Timo Tjahjanto, Adam Wingard. O segmento SAFE HAVEN (foto) é simplesmente a melhor coisa relacionada a horror que eu vi nos últimos anos!

WE AREWE ARE WHAT WE ARE (2013), Jim Mickle

12 FILMES DE AÇÃO DE 2013

Do panorama  atual do cinema de ação, eis uma relação de doze filmes que mais me chamaram a atenção em 2013. Alguns mais, outros menos, e nem todos são exatamente ação, mas representaram bem o gênero. A margem vai apenas até 2012, com os filmes que não pude ver ano passado. Em ordem alfabética:

BULLET BULLET TO THE HEAD (2012), de Walter Hill

DRUG DRUG WAR (2012), de Johnnie To

1396062_218382965004623_369671214_nENEMIES CLOSER (2013), de Peter Hyams. Os protagonistas são fracos e a história é boba, mas a ação é bem feita e tem o Van Damme como vilão, que tá tão caricato que o personagem se perde entre a construção de trejeitos e o senso do ridículo. Acaba sendo uma aberração, mas que pra mim é o charme do filme…

ESCAPE  ESCAPE PLAN (2013), de Mikael Håfström

GANGSTERGANGSTER SQUAD (2013), de Ruben Fleischer. Este aqui foi bastante massacrado pela crítica e público. Esperavam o que? Um novo OS INTOCÁVEIS? Achei divertido pacas como um filmeco de ação com clima de matinée

HOME HOMEFRONT (2013), de Gary Fleder. E que venham mais roteiros do Stallone.

HOMEMHOMEM DE FERRO 3 (Iron Man 3, 2013), de Shane Black

JACK JACK REACHER (2012), de Christopher McQuarrie

LAST THE LAST STAND (2013), de Jee-Woon Kim

motorway_73908 MOTORWAY (2012), de Pou-Soi Cheang

NINJA NINJA – SHADOW OF A TEAR (2013), de Isaac Florentine

OLYMPUSOLYMPUS HAS FALLEN (2013), Antoine Fuqua

SILENT NIGHT, DEADLY NIGHT 5: THE TOY MAKER (1991)

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Ho, ho, ho! Hoje é natal e finalizamos a série SILENT NIGHT DEADLY NIGHT com o quinto exemplar. O diretor e produtor Brian Yuzna, do capítulo anterior, resolveu tomar conta da franquia e produziu já no ano seguinte SILENT NIGHT, DEADLY NIGHT 5: THE TOY MAKER, dirigido por Martin Kitrosser. Não sei se ele tinha planos de fazer a série prosperar, o fato é que a coisa toda acabou neste aqui.

A ideia do Papai Noel assassino segurando um machado já havia sido deixada de lado desde o terceiro filme. Contanto que o horror se passasse durante o natal, qualquer coisa estava valendo. O que aprontariam os realizadores nesse quinto capítulo? Com um roteiro assinado pelo Yuzna e o tal de Kitrosser, a ideia brilhante que tiveram foi, vejam só, uma releitura do famoso personagem criado por Carlo Collodi, o Pinóquio (ou Pinocchio, em italiano). Temos um velho fabricante de brinquedos decadente chamado Joe Petto (Hahaha!), vivido por ninguém menos que o velho Mickey Rooney, e seu filho, que é meio virado da cabeça, chamado Pino (!!!). Quando percebi esses nomes, matei a charada que estava por vir…

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Mas a trama de THE TOY MAKER segue um moleque que, numa noite perto do natal, recebe um misterioso presente deixado na porta de sua casa. Seu padastro percebe a movimentação e interrompe o coito com a mulher para mandar o guri pra cama. E é até bem grosso com o menino, por isso não ficamos muito sensibilizados quando o sujeito resolve abrir o presente, é “atacado” pelo brinquedo e bate as botas sob o olhar assustado do garoto. A vida segue, o moleque desde então não consegue falar, só faz cara de bunda o resto do filme, e sua mãe (Jane Higginson) tenta manter as coisas em ordem depois da morte do marido.

As coisas começam piorar para mãe e filho quando o tal Pino resolve se meter misteriosamente na vida deles, perseguindo e invadindo a casa, até culminar numa sequência final na qual descobrimos que Pino não é exatamente o que, a princípio, imaginamos. A não ser que você tenha se ligado na referência do Pinocchio…

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Apesar de um tanto ridícula na prática, essa contextualização dos personagens de Collodi neste filmeco de horror é interessante. O problema é que THE TOY MAKER custa a engrenar. A primeira hora de filme é muito chata, sem clima e várias boas ideias são desperdiçadas. Uma delas são os tais brinquedos com os aparatos mortais. As melhores sequência do filme só acontecem praticamente no climax final. Numa delas, a babysitter do garoto resolve fazer bobiças com o namorado e o quarto é invadido por brinquedos programados para matar! E aqui percebe-se o potencial que o filme teria se tivessem elaborado mais momentos com os brinquedos. Na verdade, há, mas é pouco e nem se comparam com a cena do quarto. Aposto que um Charles Band não desperdiçaria a oportunidade. Por outro lado, temos Mickey Rooney marcando presença e pagando mico com seu Geppetto de araque. E olha como são as coisas. Dizem que Rooney escreveu uma carta de repúdio quando o primeiro filme da série foi lançado, dizendo que a produção difamava o espírito natalino… Teve que aceitar participar de uma das continuações pra receber um cheque e pagar as contas no fim do mês. Rooney, não custa lembrar, ainda vive, está com 93 anos.

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THE TOY MAKER vale uma conferida para quem estiver interessado em assistir a série inteira. Como filme de horror independente, já que não tem qualquer ligação com os outros filmes exceto pelo título, é fraco, apesar da última meia hora, com brinquedos assassinos, efeitos especiais criativos e um Pinocchio macabro com complexo de Édipo.

Para finalizar, em questão de preferência, coloco os filmes da série na seguinte ordem:

5. SILENT NIGHT, DEADLY NIGHT III: BETTER WATCH OUT! (89), M. Hellman
4. SILENT NIGHT, DEADLY NIGHT V: THE TOY MAKER (91), Martin Kitrosser
3. SILENT NIGHT, DEADLY NIGHT II (87), Lee Harry
2. SILENT NIGHT, DEADLY NIGHT (84), Charles E. Sellier
1. INITIATION: SILENT NIGHT, DEADLY NIGHT IV (90), Brian Yuzna

Feliz natal!