O MEU TOP 10

A cada dez anos a SIGHT & SOUND faz a sua lista com os 10 maiores filmes de todos os tempos. Recentemente lançou essa na qual UM CORPO QUE CAI ficou no topo e que tem sido bastante discutida. Se eles fazem, o blog DEMENTIA 13 também pode fazer. Mas a minha não é com os definitivos melhores filmes de todos os tempos, quem sou eu pra fazer algo assim? Mas estão aqueles exemplares que atualmente permeiam meu gosto particular. Listas são de momento, podem variar do dia para o outro, dependendo do humor de quem faz… e, principalmente, não devem ser levadas tão à sério. Mas acho que só faço outro TOP 10 desses daqui a dez anos.

10. O PORTAL DO PARAÍSO (Heaven’s Gate, 1980), Michael Cimino

 

09. A MONTANHA SAGRADA (The Holy Mountain, 1973), Alejandro Jodorowski

 

08. FOGO CONTRA FOGO (Heat, 1995), Michael Mann

 

07. CONAN – O BÁRBARO (Conan – The Barbarian, 1982), John Millius

 

06. FERVURA MÁXIMA (Hard Boiled, 1992), John Woo

 

05. O ENIGMA DO OUTRO MUNDO (The Thing, 1982), John Carpenter

 

04. MEU ÓDIO SERÁ SUA HERANÇA (Wild Bunch, 1969), Sam Peckinpah

 

03. VIDEODROME (1983), David Cronenberg

 

02. VIVER E MORRER EM LOS ANGELES (To Live and Die in LA, 1985), William Friedkin

 

01. TRÊS HOMENS EM CONFLITO (The Good, The Bad and The Ugly, 1967), Sergio Leone
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CENTENÁRIO DE SAMUEL FULLER

TOP 10

10. A LEI DOS MARGINAIS (Underworld U.S.A, 1961)
09. ANJO DO MAL (Pickup on South Street, 1953)
08. DRAGÕES DA VIOLÊNCIA (Forty Guns, 1957)
07. O BEIJO AMARGO (The Naked Kiss, 1964)
06. RENEGANDO MEU SANGUE (Run of the Arrow, 1957)
05. PAIXÕES QUE ALUCINAM (Shock Corridor, 1963)
04. AGONIA E GLÓRIA (The Big Red One, 1980)
03. CASA DE BAMBU (House of Bamboo, 1955)
02. CAPACETE DE AÇO (Steel Helmet, 1951)
01. O QUIMONO ESCARLATE (The Crimson Kimono, 1959)

Antes que estranhem a ausência de CÃO BRANCO, é preciso dizer que faz muito tempo que assisti (acho que na TV, nos ano 90) e não me lembro de nada! Mas tenho a impressão que depois de corrigir esse erro, esse TOP 10 deverá sofrer alguma alteração…

13 ASSASSINOS (Jûsan-nin no shikaku, 2010)

Um belo exemplar que saiu nos cinemas brasileiros recentemente e que eu assisti lá no ano passado, foi 13 ASSASSINOS, do japonês maluco Takashi Miike, dono de uma das filmografia mais interessantes e bizarras da década passada, com títulos como VISITOR Q, AGITATOR, GOZU, ZEBRAMAN, IZO, a obra prima ICHI – THE KILLER… bah, vocês sabem quem é o Miike, não preciso ficar apresentando.

O sujeito entrou numa de refilmar clássicos do cinema japonês. Um de seus mais recentes é uma versão de HARAKIRI (62), do Masaki Kobayashi, o qual, vale ressaltar, é um puta filmaço (o original, não vi ainda o remake). Neste aqui, andou rolando por aí que seria uma versão de OS SETE SAMURAIS (54). Até acredito na possibilidade de haver uma influência do filme do Kurosawa, que aliás, é uma baita influência pra muita coisa, mas 13 ASSASSINOS, oficialmente, é uma refilmagem de THE THIRTEEN ASSASSINS, de 1963, dirigido por Eiichi Kudo.

Como assisti no ano passado, não me recordo da trama detalhadamente, mas lembro que trata-se de um grupo de treze samurais, como o título indica, que une forças para enfrentar um perverso Lord feudal, que fez alguma merda grande, e todo seu exército, preparando uma tremenda armadilha em um pequeno vilarejo por onde deverão passar. No clímax final, tudo explode numa batalha épica eletrizante! Ah, isso eu me lembro muito bem! Mas até chegar a esse ponto, Miike trabalha a narrativa com a lentidão característica desses filmes clássicos de samurais.

Para quem sempre foi taxado de diretor excêntrico especialista em produtos esquisitos, 13 ASSASSINOS é um dos trabalhos mais acessíveis e bem acabados do diretor, sem desmerecer, é claro, suas maluquices de sempre. Sou um grande admirador da obra de Miike, cineasta dos mais inventivos, prolíficos e porra-loucas desta geração. Mas aqui o estilo é mais sossegado, o sujeito quis simplesmente fazer um filme de samurai bad-ass clássico, e mandou bem à beça.

(Mas que os fãs não fiquem tão preocupados. De vez em quando surge um detalhe incomum ao longo da narrativa, toque do diretor, só pra lembrar que estamos assistindo a um filme do Miike.)

Na batalha final temos tudo que se espera para este tipo de situação em um filme de samurais, especialmente, é óbvio, lutas de espada com ótimas coreografias e sangue em abundância. Miike demonstra desenvoltura para filmar as encenações de batalha, consegue transpor para a tela com clareza a ideia da dificuldade de ter apenas treze samurais contra um exército de centenas de homens e dirige com mão firme e criatividade uma gigantesca sequência de ação de uns trinta ou quarenta minutos de duração. A contagem de corpos é tão alta que chega a enjoar…

Brincadeira, não enjoa nada. Não dá pra enjoar de um troço desses… se o cinema não foi criado pra fazer coisas desse tipo, então não sei pra que foi. Gostaria de ver na tela grande, mas tenho a impressão de que não passou aqui onde moro. Mas não tem problema, fica a recomendação para ver um filme de samurai de primeira qualidade no cinema. E vou é tratar de ver logo a versão que o Miike preparou de HARAKIRI. See you soon, folks!

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Isso mesmo! O DEMENTIA 13 atingiu a marca de UM MILHÃO de acessos! Pode parecer pouco para um blogueiro profissional, mas para um recinto pessoal, cujo tema é tão específico, é motivo para ficar muito feliz. Obrigado pela sua companhia durante esse tempo.