O FANTASMA DO PARAÍSO (Phanton of the Paradise, 1974), de Brian De Palma

Nossa! É incrível como eu já não me lembrava de mais nada de O FANTASMA DO PARAÍSO. Revi como se fosse a primeria vez e o filme me surpreendeu de uma maneira muito interessante.

É uma verdadeira anomalia dentro do cinema de Brian De Palma e é bacana perceber como ele era um diretor tão moderno naquela época. O sujeito já dominava uma condução com ritmo de videoclip muito antes de começarem a estuprar este tipo linguagem. Obviamente já neste período não era algo tão original assim, só que o De Palma acerta em cheio no tom deste musical surrealista, psicodélico e surtadíssimo, inspirado em uma espécie de mistureba entre O Fantasma da Ópera, Fausto e O Retrato de Dorian Gray!

O FANTASMA DO PARAÍSO é um conto trágico sobre Wislow, um compositor ingênuo que tem sua música roubada por Swam, um grande empresário sem escrúpulos. Quando resolve correr atrás dos seus direitos, se envolve em uma série de situações desagradáveis que culminam num trágico acidente que destroem seu rosto e voz.

Dado como morto, Wislow reaparace no Paradise, casa de show gerenciada por Swam, onde rouba uma fantasia, arranja uma mascara bizarra e banca o fantasma do local para se vingar. Tudo isso acontece com menos de uma hora de duração, narrado com bastante riqueza de detalhes e muitas situações que não valem a pena ficar descrevendo. O que vem a seguir eu vou deixar pra vocês descobrirem quando forem assistir.

O que importa mesmo é que O FANTASMA DO PARAÍSO é desses filmes que enchem os olhos do espectador pelo visual arrojado que resolve sempre nos surpreender a cada plano, seja com a brilhante direção de arte carregada de elementos pop dos anos 60 e 70 ou com movimentos de cameras e enquadramentos sempre muito bem elaborados conduzidos com um misto de segurança e experimentalismo de De Palma, o que na realidade são mais que suficientes para nos encantar.

Isso sem falar da trilha sonora inspiradíssima de Paul Williams, que também trabalha como ator encarnando o sinistro Swam. É belíssima, cativante, consegue a proeza de roubar das imagens o seu papel principal e acaba se tornarndo parte da essência deste brilhante filme. Entra fácil num top 10 do diretor, na minha opinião.

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11 pensamentos sobre “O FANTASMA DO PARAÍSO (Phanton of the Paradise, 1974), de Brian De Palma

  1. O Tim Curry, iria amar, certeza.

    Bah, Davi. Talvez se vc parasse de falar tanto em A Fúria eu lembraria q tu era um admirador do clássico new-wave De Palmiano. O projeto experimental mais bem feito dele junto com Hi, Mom!

    Porra, fiquei com vontade de rever!

  2. Não, porque ele falou “finalmente, alguém…”, fingindo que eu não existo. Snif. Momento de sensibilidade. Bah, “O Fantasma do Paraíso” cospe em “Rocky Horror” e chama de putinha. É claro que é provável que o “RHS” goste disso.

  3. Cara, sou simplesmente apaixonado por esse filme! Das maluquices à trilha sonora, das “estilices” do DePalma (como ações paralelas em tela dividida) aos exageros narrativos, TUDO funciona!!! Enfim, um daqueles filmes que posso ver 600 vezes sem cansar. Não tem como não gostar!!!

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