HALLOWEEN: THE CURSE OF MICHAEL MYERS (1995) de Joe Chappelle

Vou fechar a conta por aqui com a série original de HALLOWEEN. Os próximos seriam o H20, que eu vi na época que saiu em VHS nas locadoras e é bem fraquinho, e HALLOWEEN RESURRECTION que passou outro dia na HBO e é meia boca também. A estes dois, não vou gastar meu tempo.

Já este sexto capítulo surpreende o espectador, no mal sentido, pelo caminho que os roteiristas levaram a série. O filme tenta explicar a origem do mal de Myers e porque ele insiste tanto em matar os membros da família. Tudo envolve uma seita satânica e baboseiras desnecessárias iniciadas com o abominável HALLOWEEN 5, realizado seis anos antes.

O roteiro foi reescrito onze vezes até que chegasse a este resultado visto na tela. Idéias demais, personagens demais, muita estupidez contribuem para afundar de vez a franquia e tentar encher os bolsos de produtores que queriam se aproveitar do título. Talvez fosse mais fácil investir num filme de terror sobre seitas e assassinatos sem envolver o universo HALLOWEEN. Também não sairia nada de muito interessante, mas acho que teria um pouco mais de chance.

Até porque estamos aqui em 1995, slasher como subgênero já estava praticamente enterrado. Levando em consideração este tipo de horror neste período, o filme até que se sai bem em vários aspectos que envolvem os elementos de suspense, tem boa atmosfera de terror em alguns momentos, além de ter uma contagem de corpos altíssima, talvez a maior da série. De certa maneira, sofre o mesmo mal de HALLOWEEN III, embora este sim seja um ótimo filme. HALLOWEEN 6 não deixa de ser fraco, mas é bem melhor que o filme anterior.

Uma cena rápida, já quase no final, Michael Myers está andando no corredor escuro de um hospital com as mãos vazias. De repente ele para ao lado de uma prateleira com alguns equipamentos cirúrgicos, objetos cortantes, escolhe sua arma favorita e a pega. Volta a seguir seu rumo para fazer novas vítimas. Não preciso de mais nenhuma explicação. Essa cena define muito bem o Myers e seu mal pra mim…

Existem muitas histórias de bastidores, problemas de diferenças criativas entre o diretor Joe Chappelle e o produtor (que chegou a lançar uma versão sua), a morte de Donald Pleasence, encarnando aqui pela última vez o papel mais marcante da carreira, já bem velhinho e pouco aproveitado… poderia ter se aposentado antes, mas preferiu trabalhar até o fim da vida, mesmo em projetos medíocres como este.

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4 respostas para HALLOWEEN: THE CURSE OF MICHAEL MYERS (1995) de Joe Chappelle

  1. §;-D LEOH disse:

    Assisti a este filme há muito tempo, e não consigo me lembrar de detalhes, mas em relação a outros filmes ruins da série este é ótimo, acredito que Hallowen terminou no segundo episódio, pois a criatividade do diretor e escrito é o que importa, o que querem os produtores não importam em nada para o expectador inteligente.

  2. Eu nao achei esse pior do que aquele 5… eh o 5 né onde o Myers cai no rio, depois do quatro, nao sei se ainda é incendiado… ou chega ao celeiro de uma fazenda… que esticada, porra! depois de ter levado tanta bala no final do 4, como ele levou…

  3. pseudo-autor disse:

    Você falou do Halloween Ressurection… Ontem ele estava passando no HBO2 de madrugada. Que coisa tosca! Impressionante como a franquia desses filmes de terror tende a decair com o passar dos anos e a ausência de roteiristas que saibam escrever algo decente.

    Cultura? O lugar é aqui:
    http://culturaexmachina.blogspot.com

  4. O filme foi prejudicado por refilmagens e mudanças no roteiro. No final original (que não tinha nada a ver com o massacre dos médicos ou com aqueles inexplicáveis bebês no formol), Michael escapava com vida e o dr. Loomis “herdava” a maldição de Thorn, gritando desesperado antes de subirem os créditos.

    Mas é realmente um filme pavoroso, cuja única virtude é tentar ser fiel a elementos dos primeiros filmes (como a participação do dr. Wynn na conspiração, o que ajudaria a explicar a fuga de Michael no primeiro filme).

    A propósito, ninguém lembra de citar que este é um dos primeiros filmes do Paul Rudd e um dos únicos em que ele faz papel sério; depois o ator descobriria ser um comediante de mão cheia, na ativa até hoje.

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