A FÚRIA (The Fury, 1978)

O amigo “Demofilo Fidani” massacrou este filme em seu blog, o ótimo Olhar Gratuito, mas como A FÚRIA era um dos únicos De Palma que eu ainda não havia visto, tive que engolir. Pronto! Agora assisti e já posso expor meu julgamento, só que ao contrário do nosso amigo, embora respeite sua opinião, discordo totalmente.

Aliás, que belo filme o De Palma faz aqui! Assim como em CARRIE, o diretor recorre novamente ao tema dos fenômenos paranormais. São dois jovens, um rapaz e uma moça, que devido aos seus poderes tornam-se alvos de um sinistro departamento do governo americano chefiado por um mais sinistro ainda John Cassavetes. Existem duas tramas paralelas que se encontram. Uma delas se concentra no esforço de um pai (Kirk Douglas, em brilhante atuação e forma física de dar inveja em plenos 62 anos) em encontrar seu filho paranormal. A outra, é sobre a garota com as mesmas faculdades, descobrindo seus poderes.

É daqui que os detratores encontram motivos para não gostar, a parte burocrática da trama. Convenhamos que não é nenhuma obra-prima a altura de BLOW OUT (realmente achei que o filme cai um bocado quando a subtrama de Kirk Douglas é deixada de lado, apesar de estar tudo interligado), mas não perdi o interesse pelo que acontecia em momento algum, sobretudo porque De Palma conduz o material com notável precisão que não me deixava desviar o olhar. Basta uma única sequência – a da fuga da mocinha da clínica ao som da trilha de John Williams, por exemplo – para colocá-lo em um lugar de destaque na filmografia do diretor.

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21 pensamentos sobre “A FÚRIA (The Fury, 1978)

  1. Hehe, fiquei até com medo de sentarem a lenha em mim aqui. Ainda bem que os colegas pegaram leve. Engraçado é que mesmo não gostando do filme de uma forma geral, muitas cenas até hoje não conseguem sair da minha mente. Coisas do DePalma, né?

  2. Daniel, o terceiro seria “The Demolished Man”, adaptação do livro do Alfred Bester (autor do livro que seria o “Era uma vez na América” do cinema de ficção científica “The Stars my Destination”), cujo projeto “A Fúria” era apenas um treino de técnicas para apresentar a telepatia que a adaptação exigia. O De Palma diz que ainda sonha em realizar o projeto, mas é caríssimo e ele não exatamente um diretor reconhecido por seus sucessos financeiros, que são a exceção, não a regra.

    Ah, por curiosidade, “The Stars my Destination” foi o projeto dos sonhos de John Carpenter por muito, muito tempo.

  3. Síndrome de Caim…hahahahaha!

    E só não vou dizer q De Palma deveria fazer mais um filme do tipo Fúria atualmente para fechar a trilogia começada com Carrie, pq provavelmente ele iria cagar no pau de novo.

  4. Quando um filme como “A Fúria” tem um punhado de cenas tão impactantes e fodásticas, ele é MUITO BOM.

  5. Não incluiria, não, Herax. Adoro “Síndrome de Caim”, mas ele é idiossincrático, então entendo o ódio alheio, enquanto “A Fúria” é pop até a mêdula. Não tem desculpa!!!

  6. Este é o filme que insufla meus impulsos xiitas: quem não gosta, não entende NADA de CINEMA! 😛

    Um dos melhores filmes da História do Universo.

  7. Tou com Osvaldo.

    Não vi tudo do DePalma, falta Missão Marte, Wise Guys e os 4 do inicio da carreira [ Himom, Greetings, The Wedding Party e Murder a la mod. Fora isso, eu gosto de todos os outros filmes dele, nenhum é ruim.

  8. Acho um filme apenas bom, com grandes momentos, alguns geniais. Copiando e colando um pedaço de meu comentário no blog do Fidani… ADORO o capanga levando os tirombaços do Kirk Douglas em câmera lenta com a música do John Williams substituindo os efeitos sonoros dos tiros.

  9. Um que não vi ainda é o Wise Guys, esse também é bem malhado. Outros como Missão Marte e A Fogueira das Vaidades, que também estão na lista dos mais odiados, eu gosto. Devo ser um fan hardcore. O único que vi que não me agradou muito foi o Fantasma do Paraíso, acho muito cheio de excessos. Mesmo assim tem coisas geniais ali.

  10. Fico no meio, acho regular. Não é menos bem dirigido por De Palma que de costume e é tenso por um bom tempo. Mas a história é bem fraquinha, chata até, por ser tão 3×4. A diferença entre esse e os melhores DePalma.

  11. Eu gosto bastante desse filme, assim como Sindrome de Caim, outro que costuma ser bastante malhado. E assim como disse no blog do Demofilo, repito aqui que a cena de atropelamento é uma das coisas mais fodas que eu já tive o prazer de ver na vida.

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