NINJA (2009), de Isaac Florentine

Quem acompanha o Dementia 13 sabe do meu caso de amor com os filmes de ação old school dos anos 70, 80 e 90. Época boa que não volta. Mas de vez em quando acaba surgindo algum exemplar feito à moda antiga para alegrar meu pobre coração. NINJA é um desses casos, um belo revival dos clássicos filmes oitentistas ao estilo AMERICAN NINJA, com um sujeito ocidental usando esses pijamas pretos com a cara coberta, tendo que demonstrar suas habilidades por algum motivo que não tem tanta importância. O que vale mesmo é a quantidade de vagabundos levando chutes na cara!
O único elemento que contextualiza a produção, tecnicamente, na época atual são os malditos efeitos especiais, embora sejam discretos, mais especificamente para recriar sangue artificial. No restante, NINJA funciona muito bem como filme de ação sem cérebro, divertido até o talo, com pancadarias a cada cinco minutos nos mais variados tipos de ambientes, desde becos escuros, terraço de um edifício ou o interior de um vagão de metrô em movimento.

As atuações são péssimas e Scott Adkins, apesar de promissor, não chega nem ao calcanhar de Michael Dudikoff (como se este fosse um excelente ator!!! hehe), mas isso é o de menos. Seu personagem, Casey, possui bastante semelhanças com Joe Armstrong do filme AMERICAN NINJA. Ambos são órfãos, recebem treinamento ninja e se apaixonam pela filha do mestre. Em NINJA, o protagonista ganha um desafeto com Masazuka, um oriental que tem inveja do americano, por isso tenta matá-lo em um ataque de raiva e acaba expulso da academia.

A grande motivação que os roteiristas encontraram para dar um gás à trama é uma caixa guardada pelo sensei, interpretado por Togo Igawa, cujo interior mantém os artefatos ninjas de um lendário guerreiro da antiguidade. Bem, a caixa precisa ser transportada, Casey é o escolhido para a tarefa (juntamente com outros estudantes, inclusive a filha do sensei). É aí que Masazuka volta em cena para sua vingança.

Masazuka é um vilão interessante, que consegue representar uma verdadeira ameaça para o herói. O filme ainda coloca uma seita religiosa no enredo da qual saem os capangas que Casey enfrenta. As seqüências de lutas são o grande destaque, com ótimas coreografias e direção firme de Isaac Florentine, famoso por episódios de Power Rangers que dirigiu nos anos 90. Trabalhou também com Dolph Lundgren e um de seus últimos trabalhos foi THE SHEPHERD, com um baixinho belga que adoramos!

NINJA é exatamente isso, uma diversão sem compromissos, sem grandes pretensões. Para quem não curte nem os autênticos clássicos dos anos oitenta, não suporta ver Franco Nero de bigode encarnando um ninja, não sabe o que é uma katana shinobi, não entende como aquelas pequenas estrelinhas matam tão rapidamente, etc… recomendo distância! Caso contrário, sinta-se em casa.

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9 pensamentos sobre “NINJA (2009), de Isaac Florentine

  1. Assisti. Achei legal. Claro que a dramaturgia é rasa e o roteiro esquemático, mas a ação é incessante, o diretor não inventa moda e a produção é bacana. Ou seja, diverte tranquilamente.

  2. Um filme do Dudikoff que eu gostaria de rever é A VINGANÇA DE UM PREDADOR, no final ele quebra o maior pau com o John P. Ryan, antologico.

  3. Quando a li o título da postagem pensei que fosse uma refilmagem de “Ninja – A Máquina Assassina” de Menahem Golan, mas pelo seu texto lembro mais “O Guerreiro Americano”.
    Por sinal Dudikoff sumiu das telas desde 2002.

    Abraço

  4. também peguei a febre dos ninjas, justamente por causa da série Jiraya, esse filme com o grandissímo Franco Nero, eu também assisti, embora não me convenceu nada nada Franco nero como um ninja, vi o trailer desse filme e não achei muita coisa não.

  5. Também eu tive essa febre ninja, mal posso esperar pelo Ninja assassin… mas este filme é mesmo fraquinho. Talvez fosse suportável se tivesse sido lançado no final de 80.

  6. Eu adoro ninjas. Na época da ninjamania eu até estudava ninjutsu (mas só na teoria, hahaha) Tenho diversos livros. Com certeza vou ver esse aí enquanto não chega o Ninja Assassin.

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