10.000 DÓLARES PARA DJANGO (10.000 dollari per un massacro, 1967), de Romolo Guerrieri

Mais um Western Spaghetti pra moçada que curte o gênero. 10.000 DÓLARES PARA DJANGO, como o título já anuncia, trata de mais um belo exemplar que aproveita o lendário personagem que Franco Nero, Terence Hill e até o ítalo-brasileiro Anthony Steffen deram vida outrora. Típico desses italianos espertinhos usufruindo do sucesso de outro filme, mas ok, contanto que façam coisas boas como é o caso deste aqui.

Talvez nem fosse necessário explorar a figura do mítico Django – aliás, o título original nem apela nesse sentido – porque o filme possui um lado significativo de boas idéias, personagens interessantes e uma realização técnica das melhores possíveis, que por si só renderia uma obra única. Por outro lado, tem um dos enredos mais estranhos no qual o espectador é sempre surpreendido pelas reviravoltas, o que nem sempre é bom quando há em excesso. No mais, uma parte compensa a outra de tal modo que no fim, os fãs do bang bang à italiana não têm do que reclamar!

Quem encarna o personagem desta vez é Gianni Garko (sob o pseudônimo de Gary Hudson), figurinha carimbada do western macarrônico tendo interpretado outros grandes indivíduos como Sartana e Camposanto. Em 10.000 DÓLARES PARA DJANGO, o protagonista é um caçador de recompensa que parte para um ultimo serviço, já que sua próxima vítima vale os 10.000 dólares do título que ele tanto almeja para largar essa vida e ir viver com uma bela francesinha (Loredana Nusciak). Mas isso é basicão da trama, durante o percurso, rola o seqüestro de uma moça, assalto a uma diligencia, questões de amizade, confiança e vingaça!

O contraponto de Django é Claudio Camaso, que interpreta o perigoso vilão da estória, Manuel. O problema é que Camaso parece que está sempre de rímel nos olhos e fica com cara de viado, não que isso prejudique o andamento da coisa, mas o ator precisa demonstrar a masculinidade diversas vezes pra provar que é macho de verdade e mesmo assim, ainda fiquei com dúvidas…

nofa!
Ah, vai me dizer que não é rímel?

Mas deixando esses detalhes de lado, temos a direção de Romolo Guerrieri que é ótima desde a abertura do filme (que é genial, Django acordando à beira da praia com um defunto do lado) até o desfecho melancólico; Guerrieri é bastante seguro nos enquadramentos, nas seqüências de ação e na direção de atores; e a linda trilha de Nora Orlandi ajuda a intensificar a dramaticidade da obra, como todo bom e velho western à parmegiana tem que ser. Então, podem ir sem medo: 10.000 DÓLARES PARA DJANGO é, sem dúvida, um dos grandes momentos deste gênero italiano que eu tanto adoro!

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8 pensamentos sobre “10.000 DÓLARES PARA DJANGO (10.000 dollari per un massacro, 1967), de Romolo Guerrieri

  1. Voltando aí à discussão do Mannaja. Eu tenho o DVD da Filmax e penso que vale a pena procura-lo por aí. Esse filme foi feito já na ponta final da época dourada dos spaghettis e ao que parece devido aos estúdios estarem todos destruídos tiveram de optar por cenas mais escuras e nubladas. A cena inicial em que o vilão fica sem a mão decepada pelo machado de Mannaja é memorável.

  2. Mannaja eu não curto muito, é um tentativa de emular Keoma só que misturado com coisas que o Martino já tinha feito antes. Mesmo assim conta com bons momentos e no final das contas vale a pena ser visto sim!

  3. Ronald, que legal que voce tenha gostado desse filme! Eu considero o grande SW romantico! O Camaso era irmão do Volonte, sabia? Aquele primeiro encontro entre ele e o Garko no filme é antológico. E achei muito interessante essa idéia de que eles já se conheciam há tempos. É raro ver isso em faroestes. A trilha da Nora Orlandi é uma das mais belas. Algumas cenas desse filme foram re-utilizadas em MANNAJA, dirigido pelo produtor desse filme, o Sergio Martino. E a Loredana nunca esteve tão bonita quanto aqui. Filmão!!!

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