O VOYEUR (L’Uomo che guarda, 1994), de Tinto Brass

aka O HOMEM QUE OLHA
direção: Tinto Brass
roteiro: Tinto Brass 

Sempre gostei dos filmes do italiano Tinto Brass, e não é só pelas beldades em trajes mínimos que o diretor arruma para embelezar suas produções (claro que isso ajuda muito), mas realmente acho o sujeito um diretor talentosíssimo e O VOYEUR é um dos seus melhores trabalhos e um dos mais surpreendentes exercícios visuais do diretor que tenta, com sua câmera, uma forma de fazer o publico experimentar o voyeur que existe em cada um (que filosófico… ou seria perversão mesmo?).

E para isso, o filme não se resume em constantes closes das periquitas, peitinhos, bundas, mulheres nuas o tempo todo, embora aconteça isso durante toda projeção. E o que é bom fica melhor ainda, pois existe um enredo interessante que motiva todas as cenas eróticas de maneira racional, mesmo que isso não importe tanto, já que a grande maioria vai assistir a um filme do Brass só pra ver a abundancia de beldades nuas. Cambada de devassos!

Na verdade, a estória não possui nada de mais e é bem simples. Temos aqui um professor que vive com o pai inválido – este sob os cuidados de uma empregadinha danada de safada – com uma tremenda dor de cotovelo passando por um momento difícil e tenta reatar o romance com sua mulher exibicionista. Mas é o cuidado com a trama e com os pequenos detalhes que fazem O VOYEUR valer a pena.

Há uma cena em que a mulher do cara (Katarina Vasilissa, que é lindíssima!) abre as pernas num restaurante de um jeito que faria Sharon Stone de INSTINTO SELVAGEM parecer uma freira. Outra minúcia interessante é toda sequência envolvendo uma aluna africana do protagonista que teve o clitóris retirado quando criança!!! Ainda há a seqüência na praia e todos os momentos com a empregadinha safada. Acabou que eu ressaltei apenas as cenas eróticas, mas o filme não é só isso…

Francesco Casale que interpreta o personagem central carrega uma boa carga dramática do filme. A fotografia de Massimo Di Venanzo e a trilha de Riz Ortolani também são ótimas. A direção do Brass é magistral com todos aqueles seus enquadramentos habituais e as particularidades de sempre como aquele mesmo quarto cheio de espelhos utilizado em vários outros filmes. Mas pensando bem, analisar um filme como este é meio que uma perda de tempo. Aposto que as imagens do post vão chamar muito mais a atenção.

Mas se alguém por aí conseguir ver O VOYEUR com um olhar reflexivo, vai se surpreender com uma das grandes criações de Tinto Brass como cineasta criativo e talentoso que é. Se for buscando apenas uma boa quantidade de mulheres nuas, está no lugar certo também.

Tinto Brass trabalhando pesado em O Voyeur
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12 pensamentos sobre “O VOYEUR (L’Uomo che guarda, 1994), de Tinto Brass

  1. “Acabou que eu ressaltei apenas as cenas eróticas, mas o filme não é só isso…”

    Pra falar a verdade, é só isso sim. hehe

    Você mesmo tentou chamar o filme para outra direção, mas não conseguiu. haha

  2. Coincidencia, dia desses vi “Todas as mulheres fazem” e sinceramente fiquei cá imaginando o que pensar do cinema do Tinto Brass. Não chegeu ia nenhuma resposta, essa que é a verdade. É claro que o sujeito apreciador da beleza feminina vai se deslumbrar com as mulheres que estrelam seus filmes, a desse filme a que me refiro a mulher é quase uma sósia da Irene Jacob, uma das musas do Kieslowski. Mas voltando ao filme… Ah, não sei, perdi o fio da meada, deixa pra proxima, hehehe! Ass: DEMOFILO.

  3. Hehe, sabia que o Kevin iria gostar deste post… O Così fan Tutte eu já vi, mas há muito tempo, não teria condições de escrever alguma coisa sem assistir de novo.The Voyeur também foi o melhor que eu vi dele até agora. Também gosto de Caligula, mesmo sabendo que nem tudo ali foi o Brass que dirigiu.

  4. O Tinto Brass contrata umas mulheres muito gostosas para seus filmes. Essa loira de The Voyeur é uma delícia.Acho difícil comentar sobre um filme do Brass sem falar em putaria hehehe

  5. Pago pau pro Brass.Além de ser o mestre absoluto do erotismo, é mestre do cinema tbm. Meu idolo, quero viver que nem Brass quando crescer.

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