THE MACHINE GIRL (Kataude Mashin Gâru, 2008)

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Aquele típico filme que aparece de tempo em tempo pra reafirmar o grau de insanidade dos japoneses. Completamente vazio e sem sentido, THE MACHINE GIRL é uma parábola oca sobre vingança que resulta não mais que um simples espetáculo visual de violência explícita, gráfica até o talo, com direito a litros de sangue, membros decepados e cenas de luta e ação exageradas que lembram uma mistura de anime com uma versão gore dos Changemen, ou algo assim.

A trama é sobre uma garota que vive sozinha com seu irmão. Seus pais cometeram suicídio, mas ela possui uma vidinha pacata, vai a escola, pratica esporte, etc. O problema é que seu irmão se envolve com o filho de um Yakuza e acaba assassinado. A garota então parte pra vingança e nem mesmo depois de perder um braço, desiste de vingar a morte de seu irmão. A solução é colocar uma metralhadora no lugar do braço, só para vocês terem uma noção do negócio…

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Referencias à outros filmes e diretores é que não falta em THE MACHINE GIRL. A já citada metralhadora no braço é bem ao estilo de PLANETA TERROR, e ainda há uma cena com uma serra elétrica na perna, algo como UMA NOITE ALUCINANTE III (só trocam os membros em ambos os casos, mas é mais uma viagem minha mesmo, foram filmes que me lembrei na hora). Há uma cena onde a mocinha enfia uma faca em cima da cabeça de uma vítima e vara na boca da mesmíssima maneira que Lucio Fulci fez em A CASA DO CEMITÉRIO e outra onde vários pregos são enfiados no rosto de um sujeito, assim como em ICHI – THE KILLER, do Takashi Miike.

Achei a direção meio porca, digamos assim, e a edição de algumas seqüências de ação não contribui em nada para o ritmo. O que ganha o espectador são os exageros e a criatividade, a vontade de fazer um filme diferente no geral, nem que tenha de chupar outros filmes aqui e ali, além de colocar toneladas de gore gratuito para que os fãs deste tipo de material saiam satisfeitos. Outro detalhe interessante e original é a versão infantilizada de situações de máfia em alguns momentos. Enfim, apesar dos pezares, THE MACHINE GIRL garante a diversão de quem se propõe a encarar o filme da forma correta, sem levar muito a sério a brincadeira.

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4 pensamentos sobre “THE MACHINE GIRL (Kataude Mashin Gâru, 2008)

  1. “Completamente vazio e sem sentido, THE MACHINE GIRL é uma parábola oca sobre vingança que resulta não mais que um simples espetáculo visual de violência explícita, gráfica até o talo, com direito a litros de sangue, membros decepados e cenas de luta e ação exageradas que lembram uma mistura de anime com uma versão gore dos Changemans, ou algo assim.”Perfeito!! E foi por tudo isso mesmo que o achei divertidíssimo hehe. Vai atrás de VERSUS agora. 😉

  2. The Machine Girl em nenhum momento assume seriedade,não. Ele quer ser um filme doente e insano e isso é ótimo. Divertido pra caramba … e tem altas cenas que morri de rir como a da metralhadora desfarelando a cabeça do cara … niceeeeeeeeeee eheheheh …Xureau!hahahaabraços!

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