DVD REVIEW: CIDADE DOS VENTOS (2007); CPC UMES FILMES

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Estou super atrasado, mas no último feriadão de carnaval eu finalmente parei para assistir ao lançamento em DVD de Dezembro da CPC UMES FILMES, CIDADE DOS VENTOS, um filme russo nostálgico, com tons autobiográficos inspirados nas memórias juvenis do seu diretor, Karen Shakhnazarov.

O cenário é a Moscou de 1973 e a trama gira em torno de Sergei (Aleksandr Lyapin), um jovem estudante de 18 anos, que se auto declara dissidente diante das características políticas do país, ambicioso por parecer cool, comprando calças jeans e discos de rock dos Rolling Stones e Deep Purple no mercado negro. E pelas atitude do rapaz, a faculdade é apenas um lugar para pegar garotas que se impressionam com sua habilidade de andar na moda ou conseguir coisas difíceis, como ingressos grátis para teatro ou um disco de uma banda famosa que acabou de ser lançado.

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Enquanto isso, a União Soviética tenta se manter dentro de sua ideologia, firme e forte, mesmo que os jovens já comecem a se interessar mais pela cultura de outros países. Como o título original em russo indica, é o início do desaparecimento de um império. Continuar lendo

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MOM AND DAD (2017)

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Brian Taylor e Mark Neveldine são os diretores que formaram uma das parcerias mais interessantes do cinema recente. Há quem não goste, claro, mas eu acho animal o estilo de câmera frenético e montagem nervosa dos caras, que entrava em perfeita harmonia caótica com o tipo de histórias que queriam contar em obras como CRANK, CRANK 2 e GAMER. Um cinema cheio de influências pop de gosto duvidoso, mas que de alguma maneira acabou dando certo. O último filme da parceria foi MOTOQUEIRO FANTASMA 2 – O ESPÍRITO DA VINGANÇA, que eu nunca vi, e logo depois, não sei dizer os motivos, cada um seguiu seu caminho… Neveldine fez um terror, EXORCISTAS DO VATICANO, em 2015, e Taylor lança agora seu primeiro trabalho solo, MOM AND DAD, com Nicolas Cage (que já tinha trabalhado com ele em MOTOQUEIRO) e Selma Blair.

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E é assim que a gente acaba descobrindo o lado talentoso da dupla. Quero dizer, eu não vi ainda EXORCISTA DO VATICANO, mas MOM AND DAD possui tanta consonância com os outros filmes que Taylor esteve envolvido, com todas as características convulsivas dos seus trabalhos anteriores, que não dá pra imaginar o Neveldine fazendo algo parecido… A trama niilista, politicamente incorreta e ridiculamente exagerada, brinca da forma mais cruel possível com a ideia de uma histeria psicótica em massa de origem desconhecida que faz com que os pais se voltem violentamente para seus próprios filhos, sem que o filme lhe dê qualquer explicação dos motivos que tenham causado isso. Alguma estática aleatória aparece dos aparelhos eletrônicos que precedem esse comportamento, mas nunca diz o que é ou como isso parece afetar esses pais. Nicolas Cage e Selma Blair são um casal e têm dois filhos, uma adolescente e um menino lá pelos seus dez anos. O filme mexe com todo um simbolismo da figura paterna/materna, dialética pais x filho, toda a essência que envolve ser pai/mãe e as transformações da vida diante do nascimento de um filho, questões que obviamente Taylor não tem nada de profundo para dizer… E não é este o ponto.

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O que vale são sequências como a de Cage destruindo uma mesa de bilhar, usando uma camisa do Misfits, enquanto canta Pokey Hockey e depois recita um monólogo surtadíssimo sobre crise da meia idade… Ah, Nicolas Cage finalmente livre e solto para ser tudo que o Cage pode ser em todo seus excessos e resplendor. Obrigado, Brian Taylor, por ser uma alma tão demente. O plano num hospital onde vários pais observam seus recém-nascidos e não vêem a hora de colocar as mãos nas crianças e, sei lá, destroçá-las… Também é um pequeno aperitivo do humor perverso de Taylor nessa crônica sobre relações paternas… E claro que uma das coisas mais geniais que veremos este ano é quando surge o velho Lance Henriksen em cena, empunhando uma faca, querendo matar seu filho, que é o personagem de Cage. MOM AND DAD é divertido pra cacete, só tem 83 minutos, um fiapo de trama, mas várias situações, gags e incidentes que fica difícil tirar os olhos da tela. E, obviamente, qualquer um que seja fã de Cage sendo Cage vai tirar muito proveito disso aqui.

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THE CUT-THROATS (1969)

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Mais um trabalho do diretor John Hayes, aquele de SWEET TRASH, que postei aqui logo no início do ano. O sujeito é simplesmente um mestre esquecido do exploitation americano. THE CUT THROATS é o filme da vez, um thriller fuleiro, mas muito divertido, de II Guerra Mundial. O plot básico, a princípio, se passa nos últimos dias da guerra numa versão de OS DOZE CONDENADOS da putaria: Um grupo de soldados americanos é reunido para uma missão suicida numa base nazista para roubar os planos de guerra do alemães.

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O filme não enrola muito pra começar, embora logo no início tenha uma sequência totalmente gratuita de um alemão estuprando uma moça que vaga pelo campo, que de tão desnecessária já torna a situação, no mínimo, curiosa. Até porque o “campo” parece mais algum fundo de estúdio na Califórnia… E até onde eu entendo de história, os nazistas não chegaram tão longe… Haha! Mas o planejamento e a execução da missão acontece bem cedo. Os soldados americanos atacam a base e fazem a limpa, eliminam praticamente todos os nazistas no local. Fácil. Só que estamos num exploitation do Hayes, então a missão ou os tais planos de guerra são as coisas que menos importa.

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O fato é que a base também é ocupada por um grupo de moças sapecas que fazem a alegria da moçada. E a narrativa acaba se construindo em blocos de situações dos soldados e seus envolvimentos sexuais com as mulheres, desde um show burlesco até as mais variadas possibilidades dentro de aposentos, numa noite bem agitada.

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Outra coisa que faz THE CUT THROATS andar é que o plano do líder do grupo americano não é exatamente o que ele contou a seu time. Planos de guerra? Porra nenhuma! o sujeito está realmente atrás é de uma fortuna em jóias roubadas e ouro que os nazistas acumularam durante a guerra. E ele não está muito interessado em compartilhar seus ganhos com qualquer um, nem mesmo com seus companheiros de guerra. Continuar lendo

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AVENTURA À CHINESA EM DVD – A2 FILMES

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Aportou por aqui em DVD um dos filmes mais esperados dentre os lançamentos dos últimos meses da A2 FILMES, a aventura A BATALHA NA MONTANHA DO TIGRE, dirigido por TSUI HARK, um dos maiores mestres do cinema oriental.

Agora é botar o disco na agulha e aproveitar a sessão. Depois trago as minhas impressões, mas sendo Hark é praticamente impossível ser ruim.

O filme já se encontra disponível em DVD, através do selo Flashstar para venda nas melhores lojas, mas também já pode ser conferido em plataformas digitais, como Now e Look. Não dá pra perder essa. Confira o trailer:

E curta a página de facebook da A2 Filmes para ficar por dentro das novidades.

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DVD REVIEW: LEGIÃO INVENCÍVEL (She Wore a Yellow Ribbon, 1949); Classicline

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No final dos anos 40 o diretor John Ford iniciara uma espécie de trilogia que celebrava as proezas da cavalaria do exército americano no imaginário do velho oeste. Ficou conhecida como a Trilogia da Cavalaria, todos estrelados por John Wayne. Começa em 1948 com SANGUE DE HERÓIS (1948) e terminava dois anos depois com RIO GRANDE (1950). Mas o mais peculiar dos três episódios só podia ser a peça do meio, LEGIÃO INVENCÍVEL, que assisti recentemente num belíssimo DVD lançado pela Classicline.

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Por que o mais peculiar? Primeiro, é preciso destacar a presença de Wayne, que foi o principal ator colaborador da carreira de Ford. Até esta altura, o diretor o utilizava como o habitual bravo cowboy icônico do faroeste americano, papéis que exigiam mais a presença física de Wayne do que uma construção mais profunda de seus personagens. Quando precisava de algo mais complexo, recorria a atores que julgava mais talentosos dramaticamente, como Henry Fonda em A MOCIDADE DE LINCOLN e PAIXÃO DOS FORTES. Continuar lendo

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JOHNNY WADD (1971)

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Para a humilhação do caro leitor, o astro pornô John Holmes possuía um instrumento de trabalho que chegava, quando “pronto pra guerra”, a 33 centímetros. Com um dote desse fica fácil, bastou Holmes conhecer pessoas ligadas à industria – que tomaram conhecimento da extensão da sua manjuba – e quando se deu conta, já estava num set de filmagem trepando com milhares de pessoas (de ambos os sexos)… Um pouco de sua história e de como entrou neste universo pode ser conferida no filme BOOGIE NIGHTS (97), de Paul Thomas Anderson, que romantiza a vida de Holmes, interpretado por Mark Whalberg.

Mas voltando no início da década de 70, o diretor de filmes pornográficos Bob Chinn resolveu apostar em Holmes num projeto que misturava sexo explícito e filme policial. Com apenas 750,00 dólares de orçamento e um único dia de filmagem, Chinn produziu, escreveu (três páginas) e dirigiu JOHNNY WADD, estrelando o novo astro no papel do detetive cujo nome era o título do filme. Como definiu o grande Renzo Mora, em seu blog, o personagem de Holmes era uma mistura de Philip Marlowe, Sam Spade e o obelisco do Ibirapuera… O estrondoso sucesso de JOHNNY WADD gerou uma série de filmes ao longo da década de 70 e fez de Holmes um ícone da cultura pop… Aliás, bons tempos em que tínhamos um ator pornô como ícone.

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Neste primeiro filme, Wadd está num caso de uma garota desaparecida. Mas não é o tipo de detetive que sai às ruas para investigar. O filme se passa praticamente na sala da casa do sujeito, onde pessoas ligadas à moça vão até o local para que Wadd as interrogue, ou coisas do tipo, não importa… Acabam sempre fazendo sexo com ele. E o paradeiro da moça fica pra depois. Continuar lendo

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NOVIDADE DE FEVEREIRO – A2 FILMES

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A A2 Filmes nos brinda em fevereiro com um dos meus filmes favoritos de 2017, o drama misterioso THELMA, do norueguês Joachim Trier (REPRISE, OSLO).

A trama é sobre uma garota, Thelma (Eili Harboe), que sai da casa dos pais religiosos no interior da Noruega e muda para a cidade grande, sozinha, para cursar a faculdade. É quando ela começa a enxergar o mundo e sofrer algumas crises pessoais, como se apaixonar por uma colega de faculdade, além de descobrir habilidades sobrenaturais inexplicáveis ​​e, na maior parte do tempo, muito perigosas.

THELMA chega ao mercado em DVD, através do selo Mares Filmes, a partir do dia 21 de fevereiro.

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A FORMA DA ÁGUA (The Shape of Water, 2017)

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Eu já vinha elogiando o novo filme de Guillermo Del Toro, A FORMA DA ÁGUA, antes mesmo de assistir. Por que? Porque Del Toro é um sujeito legal e eu gosto de praticamente toda a sua filmografia, exceto, talvez, alguns momentos bestas de PACIFIC RIM e o primeiro HELLBOY, mas que são divertidos de qualquer forma.

O negócio é que Del Toro é um bom contador de histórias de horror e sabe criar “contos de fadas” sombrias para adultos como poucos atualmente. É tudo o que o Tim Burton deveria estar fazendo antes de se perder no meio do caminho… Enfim, premiado no Globo de Ouro e outros eventos, indicado à vários Oscars, é admirável que um diretor que sempre esteve ligado a cinema de gênero esteja tendo este reconhecido com um filme que é, basicamente, de monstro. E agora que assisti A FORMA DA ÁGUA posso afirmar que o material é dos bons.

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Não vou entrar na polêmica recente dos indícios de que A FORMA DA ÁGUA seja um plágio de um curta holandês realizado em 2015 por estudantes de cinema. Até acredito que tenha plagiado mesmo, mas foda-se. Não diminui a minha admiração pela obra do mexicano. Só acho que não teria mal algum assumir de boas as fontes de inspiração. A FORMA DA ÁGUA não deixa de ter a assinatura autoral de Del Toro com todo seu imaginário fantástico. O filme segue a mesma linha de um LABIRINTO DO FAUNO, a obra-prima do homem, ou seja, é uma fábula realista ou uma crônica fantasiosa, você escolhe… No caso deste aqui, um dos elementos principais é a descoberta do amor nas mais inesperadas circunstâncias. E o fato do par romântico da protagonista ser uma criatura híbrida metade homem, metade peixe, demonstra que, no universo de Del toro, o amor é cego.

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E pelo visto, também é mudo. Como Elisa (Sally Hawkins), a nossa heroína. Ela trabalha como faxineira num laboratório governamental extremamente secreto por volta da década de 50 em plena paranoia comunista e tensão da Guerra Fria. Um dia, um humanoide anfíbio é trazido ao local para observação e experimentação. E o responsável pelo laboratório, Strickland (Michael Shannon) mantém a criatura de forma dura, sempre com um prazer sádico em dar-lhe umas eletrocutadas com seu bastão de choque sempre que pode. Elisa demonstra bondade pela criatura e até desenvolve uma, er… queda por ele. Quando descobre que Strickland pretende matar o monstro, ela convence um um vizinho (Richard Jenkins) a elaborar um plano para tirar a criatura do local. Naturalmente, isso coloca Strickland em maus lençóis e ele não vai parar enquanto não colocar as mãos na criatura.

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A FORMA DA ÁGUA é uma mistura sem qualquer vestígio de costura que Del Toro joga na receita. Filmes de monstro, história de amor proibida, conto de fadas, e funciona em cada uma dessas convenções com uma narrativa fluída, uma direção inspirada com uma câmera que se move de forma graciosa e emoldura quadros belíssimos realçados por um décor bonitão e colorido. A direção do homem tá mesmo de encher os olhos e não foi a toa que Del Toro recebeu prêmios pelo seu trabalho.

A maneira como Del Toro constrói os personagens me agrada bastante, como faz com Elisa logo no início, mostrando sua rotina masturbatória… Você tem que respeitar uma mulher que toca uma siririca antes de sair para o trabalho. É exatamente o tipo de detalhe que me faz apaixonar por um personagem e que, neste caso, a torna tão humana e acessível ao público. Uma coisa que adoro, também, é o tratamento sem julgamento infantil de Del Toro com a relação que se estabelece entre Elisa e o monstro. Quero dizer, não fica nos olhares, nas insinuações, no “disse-me-disse”, a coisa vai realmente pro sexual. A mulher quer dar pro monstro e isso é lindo. E faz de tudo pra viver essa paixão… Claro, era mais fácil ter arranjado um labrador.

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Hawkins está ótima e Doug Jones, que veste a fantasia do anfíbio, entrega um desempenho de expressão corporal incrível – aliás, nem preciso comentar o trabalho de maquiagem, não é? Simplesmente genial. Richard Jenkins e Michael Stuhlbarg são desses caras que nunca decepcionam, seus personagens são encantadores. E Octavia Spencer é muito carismática. Agora, o grande destaque só poderia ser Michael Shannon, que domina a tela em cada segundo em cena. Ele já tinha feito papeis de pessoas maldosas e assustadoras antes, mas esta merda aqui é um passo à frente, o sujeito nunca esteve tão maníaco e repugnante e nos coloca a refletir sobre a natureza de ser um monstro. Impossível tirar os olhos da tela com sua presença…

Eu tenho o péssimo costume de escrever sobre alguns filmes como se fossem o último biscoito do pacote… Apesar da rasgação de elogios, A FORMA DA ÁGUA não chega nem perto de ser uma obra-prima e O LABIRINTO DO FAUNO continua sendo meu trabalho favorito do Del Toro… Mas é uma fita que merce alguns elogios, e é sempre uma experiência prazerosa poder ver um trabalho do Del Toro em sua melhor forma. Por enquanto, é o filme que tem a minha torcida para o Oscar…

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O HOMEM QUE LUTA SÓ (Ride Lonesome, 1959)

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Mais uma contribuição da minha parte na peregrinação que o blog Vá e Veja está fazendo pelos faroestes da parceria do diretor Budd Boetticher com o ator Randolph Scott. Hoje saiu meu segundo texto (o primeiro foi O RESGATE DO BANDOLEIRO), desta vez sobre O HOMEM QUE LUTA SÓ, um dos meus westerns favoritos dos anos 50. CLIQUE AQUI E LEIA. 

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DOLPH LUNDGREN EM VOD – A2 FILMES

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Chegou esta semana nas plataformas digitais pela A2 FILMES, um dos filmes mais divertidos que o bom e velho Dolph Lundgren protagonizou nos últimos anos: CAÇADOR DE DEMÔNIOS, de Mike Mendez, um divertido híbrido que mistura horror com ação e boa dose de humor.

Como apreciador assumido do trabalho do sueco, é preciso confessar que tem sido uma jornada árdua acompanhar os lançamentos do sujeito ultimamente. A cada cinco filmes, quatro são lixos completos. E o pior é que Dolph resolveu, a essa altura da carreira, acompanhar a frequência de um Eric Roberts da vida. O cara é incansável. São vários projetos para serem lançados nos próximos meses e nos resta apenas torcer para que não sejam horrendos. Para nossa sorte, de vez em quando aparece um CAÇADOR DE DEMÔNIOS e nossas esperanças são renovadas.

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Nos últimos dois anos, CAÇADOR DE DEMÔNIOS recebeu vários elogios em festivais de terror nos EUA. Portanto, nesse mar de variedades de filmes do velho Dolph, este definitivamente era o que mais me chamou a atenção na época. Primeiro, Dolph não fez muitos filmes de horror em sua carreira, muito menos comédias (apesar de um de seus filmes recentes ser UM TIRA NO JARDIM DE INFÂNCIA 2, um desastre, mas que demonstra que Dolph leva jeito num lado cômico). Em segundo lugar, gostei do conceito de CAÇADOR DE DEMÔNIOS. Lundgren desempenha a função indicada no título nacional, um excêntrico caçador de demônios enfrentando um ser que salta de corpo a corpo quando morto. No caso, se você matar a pessoa possuída, então você acaba possuído.

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Na trama, um mal antigo é desencadeado em uma pequena cidade do Alasca, deixando uma trilha de morte e destruição à medida em que esse espírito do passa de hospedeiro a outro. A única esperança é o caçador de demônios Jebediah Woodley (Dolph) que já havia enfrentado esse mesmo terror antes. Continuar lendo

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UWE BOLL EM DVD – A2 FILMES

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“É hora de destruir o sistema. E a mudança não será pacífica”.

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Simples, mas eficiente. Uma belezinha essa edição de DVD de RAMPAGE 2 – A PUNIÇÃO, do infame diretor alemão Uwe Boll, lançado no Brasil pela A2 FILMES, através do selo Flashstar! Em breve coloco algumas impressões do filme por aqui, mas para quem curtiu RAMPAGE (2009), este aqui é obrigatório.

E fiquem ligados que vou estar sempre informando algumas preciosidades lançadas no nosso mercado de homem vídeo e plataformas digitais pela distribuidora que valem a pena ter na coleção.

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BLOOD FOR DRACULA (1974)

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O multi-artista visual Andy Warhol é mais conhecido pelos quadros das latas de sopa Campbell’s e de outros trabalhos que se tornaram ícones do movimento Pop Art. Mas muita gente esquece que o sujeito investiu boa parte de sua carreira artística como diretor e produtor de cinema. Claro, os filmes que dirigia eram obras conceituais e experimentais, algumas realmente realizadas para serem exibidas em galerias de arte, como SLEEP, por exemplo, que tem umas cinco horas de duração e que mostra um homem dormindo e nada mais.

No entanto, como produtor Warhol associou-se ao talento de alguns diretores que estavam na onda do cinema underground, em especial um sujeito chamado Paul Morrissey, que foi responsável por criar, junto com Warhol, uma boa safra de filmes da contracultura americana dos anos 70, como a trilogia TRASH, FLESH e HEAT. Mas uma das coisas que mais gosto dessa parceria são as releituras bizarras de clássicos do horror, de histórias protagonizadas por monstros ícones. São duas belezinhas que valem a pena conhecer: FLESH FOR FRANKENSTEIN e o meu filme favorito de Drácula, BLOOD FOR DRACULA, que revi agora no início do ano.

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BLOOD FOR DRACULA é uma variação bem atípica da criação de Bram Stoker. O filme inicia na Romênia por volta de 1920 com Udo Kier vivendo um Conde Drácula exótico, moribundo, fraco e necessitado de sangue de virgens, já que não consegue arranjar mais moças puras para chupar o cangote. É, então, convencido pelo seu criado, Anton, encarnado pelo esquisito Arno Juerging, para ir à Itália, país religioso que preza pelo cabaço de suas filhas, onde, teoricamente, seria mais fácil de arranjar o “alimento”, bem diferente da Romênia, onde a virgindade é escassa e Dracula já está visado como perigo para jovens distraídas. Continuar lendo

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Não sei ainda se foi mesmo merecido, porque ainda não vi THE SHAPE OF WATER, mas fiquei felizão ontem em saber que um sujeito que sempre se assumiu como diretor de gêneros populares (horror, sci-fi, ação), dedicou sua carreira em contar histórias sombrias e fantasiosas, recebeu ontem o prêmio de melhor diretor nos Golden Globes. Dá-lhe Guillermo Del Toro e que venham o Oscar!

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KING KONG VS GODZILLA (1962)

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Parecia uma ideia absurda, reunir os dois monstros gigantes mais famosos do cinema, King Kong e Godzilla, num mesmo filme, só para vê-los brigar e destruir coisas… Mas aconteceu, KING KONG VS. GODZILLA é um fato. Tudo por causa de Willis O’Brien, que tinha feito os efeitos especiais para o KING KONG original lá de 1933. No final da década de 50, ainda nos Estados Unidos, O’Brien tentou levar adiante um projeto que seria intitulado KING KONG vs. FRANKENSTEIN, em que “Frankenstein” seria um monstro gigante criado de diferentes animais. Mas nenhum estúdio americano se interessou, exceto um produtor, John Beck, que acabou oferecendo o projeto para produtora japonesa Toho, que substituiu Frankenstein por Godzilla e voilá, o resultado foi este petardo.

Na trama, eventos meteorológicos misteriosos no Ártico estão causando preocupação suficiente para a ONU enviar um submarino para investigar. Não demora muito, Godzilla aparece no local. emergindo de um enorme iceberg. Lembrando que no desfecho de GODZILLA RAIDS AGAIN, o segundo filme da série, o lagartão é soterrado por pedras de gelo numa ilha misteriosa… Como foi parar no Ártico eu já não sei e o filme, dessa vez, não faz questão alguma de explicar.

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Enquanto isso, uma empresa farmacêutica japonesa envia um cientista para uma remota ilha do Pacífico para garantir suprimentos de uma nova droga que é encontrada apenas nesta ilha. A empresa também está procurando uma grande atração publicitária, então os relatos de um gigante gorila no local torna a ilha ainda mais interessante para eles: o monstro poderia ser uma ótima jogada de marketing e vendas. Continuar lendo

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SWEET TRASH (1970)

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Ando vendo alguns exploitation bem legais dos anos 60 e 70. Coisas realmente obscuras, bizarras e divertidas das quais nunca ouvi falar, mas que de vez em quando revelam descobertas raras e preciosas. Então para começar as atividades em 2018, um pouco de cinema de exploração por aqui, cinema underground, subversão, violência gráfica e peitos de fora para animar as coisas e espantar o politicamente correto que reinou no ano passado.

Uma das principais descobertas que fiz nesses últimos dias foi SWEET TRASH – uma mistura absurdamente maluca de gangster movie, sexploitation e sci-fi. E também o trabalho de seu diretor, John Hayes. O cara é simplesmente um mestre esquecido do exploitation americano, cuja carreira começa no início da década de 60 e vai até meados dos anos 80, trabalhado tanto na frente quanto atrás das câmeras, escrevendo, montando e dirigindo produções que variam do terror, como o infame GRAVE OF THE VAMPIRE (1972), à filmes sexo explícito.

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O primeiro dele que vi foi este SWEET TRASH, que eu não fazia a menor ideia do que se tratava e me deparei por acaso. Mas valeu a pena. O filme começa mostrando as docas de New York, depois as ruas, o trânsito, pessoas e finalmente um apartamento de carpete vermelho por onde a câmera passeia lentamente numa fluidez que me chamou a atenção… Num único plano a câmera percorre um corredor, adentra um quarto e revela um casal fazendo sexo até enquadrá-los no centro da tela. Geralmente, nessas produções grindhouse independentes um diretor já partiria, com perdão do meu francês, pra putaria, enquanto Hayes resolve dar uma de diretor e trabalha movimentos de câmera, enquadramento, com noção de paleta de cores… como dizia Charles Bukowski, “Nem tudo são garrafas vazias… Há a arte“. Continuar lendo

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FAVORITOS DEMENTIA¹³ 2017

Chegou a hora de relacionar os meus filmes favoritos da nova safra que vi ao longo de 2017. Como não sou nenhum devorador de filmes recentes e procuro ver apenas o que julgo essencial, prefiro passar ano após ano a tentar redescobrir e conhecer alguns clássicos e exemplares obscuros, ou fazer ciclos com diretores e atores que me interessam do que ver qualquer porcaria que chega aos cinemas. Ainda assim, este ano vi bastante coisa, pelo menos para os meus padrões, e aqui estão os meus 20 filmes favoritos de 2017 em ordem de preferência (com margem até 2016, com produções que não assisti naquele ano):

wired_atomic-blonde-stairway-fight-420. ATOMIC BLONDE (2017), de david Leitch

wind-river-movie-elizabeth-olsen-jeremy-renner-19. WIND RIVER (2017), de Taylor Sheridan

life18. LIFE (2017), de Daniel Espinosa

shallow17. THE SHALLOWS (2016), de Jaume Collet-Serra

corra16. CORRA (Get Out, 2017), de Jordan Peele

it15. IT (2017), de Andy Muschietti

re_final14. RESIDENT EVIL: FINAL CHAPTER (2016), de Paul W. S. Anderson

raw13. RAW (2016), de Julia Ducournau

personal-shopper-movie-images-kristen-stewart-2612. PERSONAL SHOPPER (2016), de Olivier Assayas

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thelma_a22_eiliharboe_copyrightmotlysas10. THELMA (2017), de Joachin Trier

Fate-of-the-Furious-Screencap-109. THE FATE OF THE FURIOUS (2017), de F. Gary Gray

nintchdbpict00035929190908. STAR WARS – THE LAST JEDI (2017), de Ryan Johnson

split07. FRAGMENTADO (Split, 2017), de M. Night Shyamalan

good_time06. BOM COMPORTAMENTO (Good Time, 2017), de Ben e Josh Safdie

mother05. MOTHER! (2017), de Darren Aronofski

Brawl-in-Cell-Block-9904. BRAWL IN CELL BLOCK 99 (2017), de S. Craig Zahler

keanu-kraze-john-wick-chapter-203. JOHN WICK: CHAPTER 2 (2017), de Chad Stahelski

blade-runner-2049-image02. BLADE RUNNER 2049 (2017), de Denis Villeneuve

the-lost-city-of-z-official-uk-trailer-in-cinemas-march-24th-mp4_20170120_172631-55801. THE LOST CITY OF Z (2016), de James Gray

 

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TOP 10 HORROR – 2017

Mais uma listinha, dessa vez com os meus dez filmes de horror favoritos deste ano (margem até 2016, com filmes que assisti em 2017):

alien10. ALIEN COVENANT (2017), de Ridley Scott

life09. LIFE (2017), de Daniel Espinosa

shallow08. THE SHALLOWS (2016), de Jaume Collet-Serra

corra07. CORRA (2017), de Jordan Peele

it06. IT (2017), de Andy Muschietti

re_final05. RESIDENT EVIL: FINAL CHAPTER (2016), de Paul W. S. Anderson

raw04. RAW (2016), de Julia Ducournau

shopper03. PERSONAL SHOPPER (2016), de Olivier Assayas

split02. SPLIT (2017), de M. Night Shyamalan

mother01. MOTHER! (2017), de Darren Aronofsky

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PAINEL DO CINEMA BADASS 2017

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Começando as postagens de final de ano com a minha tradicional lista de filmes BADASSES, ou o melhor e o pior do cinema casca-grossa, truculento e colhudo do cinema de ação, crimethriller, western, policial, épico, sci-fi e etc, etc, etc, que eu consegui assistir no ano de 2017.

A margem vai até 2016 com filmes que acabei só assistindo este ano e a relação está em ordem alfabética. Comecemos com os filmes que se destacaram, que ficaram acima do nível geral em termos de badassness em vários aspectos:

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ATOMIC BLONDE (2017), de david Leitch
BABY DRIVER (2017), de Edgar Wrhigt
BLADE RUNNER 2049 (2017), de Denis Villeneuve
BOYKA – UNDISPUTED IV (2016), de Todor Chapkanov
BRAWL IN CELL BLOCK 99 (2017), de Craig S. Zahler
CALL OF HEROES (2016), de Benny Chan
THE FATE OF THE FURIOUS (2017), de F. Gary Gray
THE FOREIGNER (2017), de Martin Campbell
GOOD TIME (2017),  de Ben e Josh Safdie
JOHN WICK: CHAPTER 2 (2017), de Chad Stahelski
MESSAGE FROM THE KING (2016), de Fabrice Du Welz
PARADOX (2017), de Wilson Yip
RACKSAW RIDGE (2016), de Mel Gibson
RESIDENT EVIL: THE FINAL CHAPTER (2016), de Paul W.S. Anderson
STAR WARS: OS ÚLTIMOS JEDI (2017), de Ryan Johnson
WIND RIVER (2017), de Taylor Sheridan

Outros 26 exemplares que, se não possuem o mesmo nível desses aí em cima, ao menos são bons divertimentos, não são de se jogar fora (em ordem alfabética):

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AMERICAN MADE (2017), de Doug Liman
BLADE OF THE IMMORTAL (2017), de Takashi Miike
DETROIT (2017), de Kathryn Bigelow
DOCTOR STRANGE (2016), de Scott Derrickson
ELIMINATORS (2016), James Nunn
FREE FIRE (2016), de Ben Weathley
GUARDIÕES DAS GALÁXIAS VOL.2 (2017), de James Gunn
HEADSHOT (2016), de Timo Tjahjanto, Kimo Stamboel
THE HITMAN’S BODYGUARD (2017), de Patrick Hughes
THE HUNTER’S PREYER (2017), de Jonathan Mostow
INSTANT DEATH (2017), de Ara Paiaya
KINGSMAN: THE GOLDEN CIRCLE (2017), de Matthew Vaugh
KONG: SKULL ISLAND (2017), de Jordan Vogt-Roberts
LIGA DA JUSTIÇA (2017), de Zack Snyder (e Josh Whedon)
LOGAN (2017), de James Mangold
LOGAN LUCKY (2017), de Steven Soderbergh
OPERATION MEKONG (2016), de Dante Lam
SAVAGE DOG (2016), de Jesse V. Johnson
SECURITY (2017), de Alain Desrochers
SLEEPLESS (2017), de Baran bo Odar
SPIDER-MAN: HOMECOMING (2017), de Jon Watts
S.W.A.T.: UNDER SIEGE (2017), de Tony Giglio
THE VILLAINESS (2017), de Jung Byung-Gil
THE WALL (2016), de Doug Liman
WHEELMAN (2017), de Jeremy Rush
WONDER WOMAN (2017), de Patty Jenkins

Algumas óbvias porcarias e/ou decepções, filmes que estavam no meu radar e que apostava algumas fichas, mas se revelaram banais ou simplesmente horríveis mesmo…

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THE ASSIGNMENT (2016), de Walter Hill
THE BAD BATCH (2016), de Ana Lily Amirpour
THE DARK TOWER (2017), de Nikolaj Arcel
DEATH RACE 2050 (2016), de G.J. Echternkamp
DUNKIRK (2017), de Christopher Nolan
FIRST KILL (2017), de Steven C. Miller
GHOST IN THE SHELL (2017), de Rupert Sanders
THE GREAT WALL (2017), de Zhang Yimou
THE GUARDIANS (2017), de Sarik Andreasyan
JACK REACHER: NEVER GO BACK (2016), de Edward Zwick
KILL ‘EM ALL (2017), de Peter Malota
KILLING GUNTHER (2017), de Taran Killam
LARCENY (2017), de R. Ellis Frazier
LIVE BY NIGHT (2016), de Ben Affleck
ONCE UPON A TIME IN VENICE (2017), de Mark Cullen
SHIN GODZILLA (2016), de Hideaki Anno, Shinji Higuchi
TRANSFORMERS: THE LAST KNIGHT (2017), de Michael Bay
XXX: RETURN OF XANDER CAGE (2017), de D.J. Caruso

Se sentiu falta de algum filme dos últimos dois anos na lista (o que é óbvio, vai ter muito filme faltando), deixe-me saber, algumas recomendações são sempre bem-vindas.

Painéis anteriores:
2011 – 2012 – 2013 – 2014 – 2015 – 2016

 

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FELIZ NATAL! HO HO HO!

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DVD REVIEW: KRAMPUS – O JUSTICEIRO DO MAL (2013); A2 Filmes

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E vem chegando o natal, aquele momento bonito de celebrar uma data tão especial, reunindo a família em volta da árvore de bolinhas (que você vai ter uma puta preguiça de desmontar depois), mastigar um pedaço de peru assado com uma taça de champanha e assistir aquele filme temático enquanto o espírito natalino invade os ambientes…

Agora, se quiserem que as coisas sejam um bocado diferente este ano, num clima de mau gosto e também de ódio e malevolência (já que o restante de sua família vai desejar sua cabeça numa estaca), a dica é arrumar o DVD de KRAMPUS – O JUSTICEIRO DO MAL! Você não vai se arrepender! 😀

Pode ser que aqui no Brasil a figura mitológica de Krampus não seja tão conhecida, mas em várias partes do mundo faz parte do folclore natalino. Em suma, trata-se do irmão malvado do Papai Noel, uma criatura que, na época de Natal, sequestra e pune as crianças que se comportaram mal durante o ano, em oposição ao bom velhinho, que dá presente às crianças que foram boas, fizeram o dever de casa e obedeceram aos pais.

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Nos últimos anos tem saído vários exemplares de horror que tem Krampus como figura central, uma autêntica onda de krampusploitation! KRAMPUS – O JUSTICEIRO DO MAL foi um dos primeiros dessa leva recente. Só que, ao contrário de alguns concorrentes, digamos que a produção não é das mais abastadas. Na verdade, estamos diante de um autêntico filme de micro orçamento (custou em torno de vinte mil dólares), o que significa muita coisa… Claro, quem me acompanha há mais tempo sabe que eu adoro esses filmes mixurucas produzidos em fundo de quintal, cujas imagens estão no mesmo nível de vídeo caseiro de festinha de quinze anos dos anos 90… E é nesse sentido que o filme pode arruinar seu natal, não é para todos os gostos, mas os “privilegiados” por um certo apreço por este tipo de tralha vão se deliciar. Continuar lendo

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